sábado, 21 de abril de 2012

São Luis. Caos no Transporte Coletivo. Rodoviários prometem que terca, quinta e sexta-feira havera paralisações dos ônibus.

Rodoviários prometem paralisações e greve no transporte coletivo de São Luís.

O transporte coletivo de São Luís é caso de calamidade pública e de polícia. Se já não bastasse o problema com a recarga no cartão de transporte que já dura quase dez dias, nesta sexta-feira (20) foi anunciada três paralisações de advertência dos rodoviários e uma greve por tempo indeterminado.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Dorival Silva, em entrevista a Rádio Mirante AM, confirmou que os rodoviários irão fazer paralisações na próxima semana.

“Iremos realizar o movimento no intuito de chamar a atenção da classe patronal que, até o momento, tem se recusado a sentar conosco e discutir as nossas reivindicações”, declarou Dorival.

As paralisações irão acontecer na terça-feira (24) das 0h às 9h, quinta-feira (26) das 14h às 20h e na sexta-feira (27) das oh às 9h. Além das três paralisações Dorival Silva confirmou que se não houver um acordo a greve por tempo indeterminado será iniciada no dia 1º de maio.

“Se não chegarmos a um acordo, não teremos outro jeito se não entramos em greve por tempo indeterminado pela intransigência dos empresários”, afirmou.
Entre outras reivindicações, os rodoviários pedem um reajuste de 16%, mas sequer teria recebido qualquer contraproposta.

Depois das três paralisações na semana que vem, a greve será iniciada no dia 1º de maio, dia do trabalhador. Indiscutivelmente seria um “grande presente” ao trabalhador de São Luís que no fim deverá arcar com o prejuízo de qualquer forma, ou com a greve ou com, o mais provável, um reajuste das tarifas do transporte coletivo da capital maranhense.

Fonte: http://www.blogdojorgearagao.com.br/

CPI do Ecad: relatório final sugere 21 indiciamentos e propõe nova lei.

Autor(es): Cristina Tardáguila
O Globo - 21/04/2012
 
Documento recomenda que o direito autoral migre do MinC para o Ministério da Justiça Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga desde junho, no Senado, a atuação do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) apresenta, na próxima terça-feira, seu relatório final. 

O documento, a que O GLOBO teve acesso, divide-se em duas partes: uma punitiva e uma propositiva. Na primeira, a CPI determina, entre outros pontos, que a cúpula da entidade responsável por recolher e pagar o direito autoral de todos os músicos do país e os dirigentes das associações que a compõem sejam alvo de 21 indiciamentos. 

Entre os crimes apontados pelos senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Lindbergh Farias (PT-RJ), presidente e relator da CPI, respectivamente, estão apropriação indébita de valores, fraude na realização de auditoria, formação de cartel e enriquecimento ilícito. 

Na segunda parte do relatório, que tem 350 páginas e três mil documentos anexados, a CPI apresenta um novo projeto de lei que tira do Ministério da Cultura (MinC) e leva para o Ministério da Justiça (MJ) todas as questões relativas à gestão dos direitos autorais no país. 

É que o órgão controlador não pode ser economicamente menos expressivo do que o setor a ser controlado - explica Lindbergh. - Em 2011, o orçamento empenhado do MinC foi de R$507 milhões, e o Ecad arrecadou R$541 milhões. - Além disso, é no MJ que estão a Defesa do Consumidor, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e o combate à pirataria. 

Lá tem estrutura para regular uma atividade assim - acrescenta Randolfe. Para aumentar a transparência do sistema, a CPI propõe a criação de uma Secretaria do Direito Autoral e de um Conselho Nacional dos Direitos Autorais dentro do MJ. A nova estrutura administrativa, a ser gerida de forma tripartida por representates do poder público, titulares de direitos autorais e membros da sociedade civil, poderá regular, mediar conflitos e fiscalizar as entidades de gestão coletiva de direitos autorais. 

A comissão sugere ainda o surgimento de uma ouvidoria independente para tramitar reclamações do setor. Hoje, lembram os senadores, não existe nenhuma instância pública capaz de fazer isso. A CPI ainda quer a criação de um portal de transparência que reunirá todas as informações referentes a receitas e despesas das entidades de de direito autoral.
Seria algo semelhante ao que a Controladoria Geral da União (CGU) faz com os gastos públicos hoje em dia. - Também propomos o fim do sistema de amostragem, usado pelo Ecad para fazer suas cobranças e repasses - destaca Randolfe. - Propomos que todas as rádios e TVs do país divulguem trimestralmente em suas páginas as músicas que realmente usaram. - Segundo o novo projeto, quem fixa o preço do direito autoral é o autor e sua associação - ressalta Lindbergh. - A exemplo do que acontece nos Estados Unidos, se houver divergência entre o usuário e a associação, o MJ vai homologar o preço final. 

O Ecad deverá ser apenas uma secretaria executiva dos titulares de direitos autorais. Quem manda é o autor. Hoje, o valor cobrado é fixado pelo Ecad (após aprovação de sua assembléia) e só pode ser questionado judicialmente. O projeto de lei também promete mudar a estrutura da gestão do direito autoral no Brasil. 

Atualmente, as associações misturam compositores, cantores, produtores. A CPI quer que elas se dividiam por categoria. E, para poder funcionar, a associação deverá vencer licitação feita pelo MJ a cada cinco anos. No texto final, a CPI também pede ao Cade que "promova o rápido julgamento" e "a efetiva condenação" do Ecad e das associações por "infração da ordem econômica". 

Desde agosto, o órgão investiga a estrutura por práticas de cartel. Ecad rebate Procurador, o Ecad rebateu as acusações que embasam os 21 indiciamentos propostos pela CPI do Senado. Com relação à suposta apropriação indébita de 2004, lembra que seu regulamento "prevê que ao final de cinco anos, caso os créditos retidos não sejam identificados, a assembléia geral pode decidir seu destino". Sobre fraude em auditoria, diz que, em 2009, contratou a BDO Trevisan mas que, diante da lista de documentos que lhe "pareceram desnecessários" apresentada pela empresa, decidiu distratá-la em favor da Martinelli Auditores. 

Sobre o suposto enriquecimento ilícito de seus administradores, o Ecad informa que seu Programa de Participação nos Resultados "foi criado por uma empresa especializada e é auditado constantemente por empresas de auditoria externa". E, quanto à suposta prática de cartel, destaca que o Ministério Público emitiu parecer "manifestando-se pelo arquivamento do processo por inaplicabilidade do direito concorrencial". 

Sobre o novo projeto de lei, o Ecad diz não ser "contrário a qualquer supervisão, desde que seja técnica, sem viés político, dentro dos limites constitucionais, e que preserve o direito do autor de fixar o preço pela utilização de sua obra". O relatório final será votado na quinta-feira e apresentado à Procuradoria Geral da República, à Casa Civil e ao Ministério da Justiça. 

Para o mesmo dia, está previsto um ato da Frente Parlamentar de Cultura em apoio ao documento no salão nobre da Câmara. Conclusões do documento Cria um projeto de lei propondo que: Questões relativas à gestão dos direitos autorais saiam do âmbito do Ministério da Cultura (MinC) e passem para o Ministério da Justiça (MJ); Uma estrutura administrativa dentro do MJ regule, medie conflitos e fiscalize entidades gestoras; Um portal de transparência seja criado para divulgar receitas e despesas do Ecad e das associações, que hoje misturam compositores, intérpretes e produtores; As associações passem a ser divididas por categoria. 

Recomenda ao Ministério Público do Rio que: Investigue o Ecad por fraude em seu sistema de auditoria, apropriação indébita de valores e infração da ordem econômica; Indicie dirigentes do Ecad e de associações do setor por fraude em auditoria, apropriação indébita e enriquecimento ilícito; Acelere a investigação do caso do laranja Milton Coutinho, que tramita na Delegacia de Repressão de Crimes contra Propriedade Intelectual; Mova ação civil pública para que o Ecad restitua o crédito retido (valor recolhido, mas não distribuído) que teria sido usado em 2004 para cobrir o déficit em suas contas. 

Outras indicações: O Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade) deve promover "rápido julgamento" e a "efetiva condenação" do Ecad e de suas associações por infração da ordem econômica; A Casa Civil deve mandar ao Congresso, com "urgência constitucional", o anteprojeto de lei de direito autoral que o MinC lhe repassou em 2011. 

                                                                                                           FONTE: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias  /2012/4 /21/cpi-do-ecad-relatorio-final-sugere-21-indiciamentos-e-propoe-nova-lei/?searchterm=

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Petista é eleito presidente da Associação Brasileira de Municípios.

O petista Eduardo Tadeu Pereira, prefeito de Várzea Paulista, é o novo presidente da entidade.

A Associação Brasileira de Municípios (ABM) elegeu na última terça-feira, durante assembleia realizada na sede da entidade, a sua nova diretoria. O prefeito de Várzea Paulista, Eduardo Tadeu Pereira, foi eleito presidente em chapa única, formada em consenso entre os membros da associação. 

O mandato dos novos representantes tem vigência até 2015. Na ocasião, eles entregaram aos prefeitos e representantes de entidades municipalistas uma Carta Compromisso, com lema ‘Pelo Fortalecimento dos Municípios’.

Fundada em 1946, a ABM é a primeira entidade municipalista do Brasil e tem como princípios a representação, união e fortalecimento dos municípios brasileiros. 

A nova diretoria tem como vice-presidente o prefeito de Arthur Nogueira (SP), Marcelo Capelini; e o ex-presidente da AGM (Associação Gaúcha Municipalista), José Carlos Rassier, como primeiro secretário. “O movimento municipalista precisa de uma entidade como a ABM. 

Há um espaço para ser ocupado nessa área e acredito que temos que fortalecer a nossa associação para que ela assuma novas funções e busque novas conquistas”, afirma Eduardo.

Na ocasião, o novo presidente destacou os avanços que os municípios brasileiros conquistaram através da entidade. “Tivemos conquistas tanto do ponto de vista econômico, com aumento de repasses de recursos do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e do PAC Programa de Aceleração do Crescimento), por exemplo; como na parceria para realização de políticas públicas fundamentais, como o programa Bolsa Família”, explica, citando também o debate das relações federativas como um aspecto importante, tendo como referência o Comitê de Articulações Federativas (CAF)”. 

Entre os compromissos firmados pela nova diretoria, estão o desenvolvimento de ações de fortalecimento dos municípios; incentivo ao debate acerca do municipalismo; revisão da lei de licitações e de responsabilidade fiscal; qualificação dos gestores municipais; entre outros. 

(Fonte: assessoria)

CARTA COMPROMISSO

‘Pelo fortalecimento das gestões municipais’ 
 
Caros prefeitos e prefeitas,

A nova direção da Associação Brasileira de Municípios (ABM) reitera sua satisfação em estar à frente dessa entidade que, fundada em 1946, é a primeira associação municipalista do Brasil e vem expressar as suas propostas para esse novo mandato. Com base nos princípios da ABM, de representação, união e fortalecimento dos municípios brasileiros, a nova direção firma os seguintes compromissos:

-Desenvolvimento de ações de valorização dos municípios

Ao longo de sua trajetória, a ABM buscou fortalecer a descentralização política e administrativa, o aprimoramento do pacto federativo republicano e o fortalecimento da capacidade de gestão e valorização dos municípios. 

Parte desses esforços resultaram em grandes avanços nos últimos anos, tanto do ponto de vista econômico, com aumento dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e adequações no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC); como em relação às parcerias na realização de políticas públicas fundamentais, como o Bolsa Família; e ainda no aprimoramento das relações federativas, tendo no Comitê de Articulações Federativa (CAF) sua maior e melhor expressão.

O fortalecimento do pacto federativo passa, nesse momento, pela defesa dos municípios nos principais debates em curso, como a distribuição dos royalties do pré sal, a reforma tributária e a nova regulação da mineração. A ABM dedicará especial atenção a esses temas.

Portanto, a nova diretoria da ABM firma o compromisso de dar continuidade e aprofundar ainda mais o fortalecimento dos municípios e seus governos em prol da eficácia de políticas públicas que promovam o desenvolvimento sustentável, econômico, social e ambiental.

-Fortalecimento da relação democrática e construção de uma forte articulação entre municípios


Reafirmamos nosso compromisso com o estado democrático de direito, com ações pautadas pela ética, controle social a centralidade das cidades como territórios fundamentais para o aprimoramento da democracia participativa. Nesse sentido a ampliação e fortalecimento da participação da mulheres nos espaços públicos e de poder é fundamental, como base da construção de novas relações de gênero.

Firma-se também o compromisso de fomentar o associativismo e a criação de redes de cidades e consórcios, constituindo fóruns e grupos de trabalho com o papel de debater e propor ações inovadoras às gestões municipais e promover a troca de experiências entre os municípios.

-Incentivo ao debate acerca do municipalismo

A ABM irá promover, junto com outros órgãos e instituições o debate acerca do municipalismo e da gestão municipal, articulando ações para aprimorar o relacionamento entre o Governo Federal e os municípios, em busca de novas formas de cooperação e execução das atribuições e competências, através da regulamentação do art. 23 da Constituição Federal e da redefinição de modelos de gestão compatíveis com a efetividade e excelência das políticas públicas.

-Revisão da Lei de Licitações e da Lei de Responsabilidade Fiscal
 
A revisão da Lei de Licitações está entre as lutas da entidade e a nova direção reafirma esse compromisso, na perspectiva de melhorar a capacidade de gestão das cidades, fortalecer as compras públicas de pequenas e micro empresas, os instrumentos de transparência e o combate à corrupção.

Também é um compromisso a luta pela revisão da Lei de Responsabilidade Fiscal, com o objetivo de garantir aos municípios o ressarcimento de seus gastos com serviços de responsabilidade de outro ente federativo, Estado ou União. Além de regulamentar o art. 62, a revisão visa contribuir com a lei de qualidade fiscal, atribuindo incentivo às administrações municipais que atingirem metas e resultados.

-Qualificação dos gestores municipais
 
A qualificação dos gestores é uma das formas de contribuição da ABM ao municipalismo. Para isso a entidade lançará mão de convênios e parcerias com entidades públicas e privadas, com o objetivo de oferecer assistência técnica municipal, através do fortalecimento das competências e habilidades gerenciais e administrativas e estímulo à adoção de ferramentas e metodologias de planejamento. 

Todas essas ações terão como foco a constante e permanente capacitação e formação de gestores, técnicos e servidores municipais, em busca da melhoria da qualidade dos serviços públicos prestados nas cidades brasileiras.

-ABM forte e representativa

A ABM conclama aos municípios brasileiros a se somarem à construção da entidade e do movimento municipalista.

Eduardo Tadeu Pereira
Prefeito de Várzea Paulista
Presidente da ABM

FONTE:http://www.pt.org.br/noticias/view/petista_e_eleito_presidente_da_associacaeo _brasileira_de_municipios

Vereadores de São Paulo aprovam, em 1ª votação, cessão de terreno ao Instituto Lula.

O debate sobre o terreno do Lula

18/04/201218h51
Vereadores de São Paulo aprovam, em 1ª votação, cessão de terreno ao Instituto Lula


O projeto de lei 29/2012, que concede ao Instituto Lula a utilização de uma área pública de 4.300 m² no centro de São Paulo, foi aprovado nesta terça-feira pela Câmara, em primeira votação, com 37 votos a favor, 10 contra e 1 abstenção. O projeto ainda precisar ser votado novamente em plenário antes de ir à sanção do Executivo.

A proposta, de iniciativa do prefeito Gilberto Kassab, é ceder um terreno localizado na rua dos Protestantes, próximo à Estação da Luz, por 99 anos. Ali o instituto pretende erguer um museu, batizado de Memorial da Democracia, que abrigaria o acervo documental referente ao mandato do ex-presidente Lula e também ofereceria cursos para a população.

Os parlamentares que se opõem ao projeto alegam que a concessão fere a Lei Orgânica do município e criticam a utilização de recursos públicos em prol de um projeto partidário. 

Eles apoiam um substitutivo que desvincula o museu do instituto. A bancada do PT, por sua vez, diz que o Memorial da Democracia também honrará o legado de outros presidentes.

Em contrapartida à concessão, o projeto determina que o museu deve ser aberto à “coletividade em geral”, permitir o acesso gratuito aos alunos da rede pública e garantir isenção de taxas a pelo menos 20% dos estudantes matriculados em seus cursos de formação. O Instituto Lula tem um ano para apresentar o projeto do edifício, a partir da aprovação do PL, e mais um ano para iniciar as obras.

FONTE:http://www.viomundo.com.br/politica/o-debate-sobre-o-terreno-do-lula.html

Todos nós somos argentinos

O Brasil e a Argentina, sendo os dois maiores países da América do Sul, têm sido alvos preferenciais do domínio euro-americano em nosso continente. 
A Argentina, sob Cristina Kirchner, depois de anos desastrados de ditadura militar, e do governo caricato e neoliberal de Menen, se confronta com Madri, ao retomar o controle de suas jazidas de petróleo que estava com a Repsol. 
Quando um governo entrega, de forma aviltante, os bens nacionais ao estrangeiro, como também ocorreu no Brasil, procede como quem oferece seu corpo no mercado da prostituição. Assim, as medidas de Cristina buscam reparar a abjeção de Menem.
Será um equívoco discutir o conflito de Buenos Aires com Madri dentro dos estreitos limites das relações econômicas. A economia de qualquer país é um meio para assegurar sua soberania e dignidade – não um fim em si mesma.
As elites espanholas, depois da morte de Franco, foram seduzidas pela idéia de que poderiam recuperar sua presença na América Latina, perdida na guerra contra os Estados Unidos e durante a ditadura de quase 40 anos. 
Já durante o governo de Adolfo Suárez, imaginaram que poderiam, pouco a pouco, readquirir a confiança dos latino-americanos, ofendidos pela intervenção descarada dos Estados Unidos no continente. De certa forma, procediam com inteligência estratégica: a nossa América necessitava de aliados, mesmo frágeis, como era a Península Ibérica, na reconstrução de sua soberania, mutilada pelos governos militares alinhados a Washington.
Mas faltou aos governantes e homens de negócios espanhóis a habilidade diplomática, que se dissimula na modéstia, e lhes sobrou arrogância. Essa arrogância cresceu quando a Espanha foi admitida na União Européia, e passou a receber fartos recursos dos países ricos do Norte, a fim de acertar o passo continental. A sua estratégia foi a de, com parte dos recursos disponíveis, “comprar” empresas e constituir outras em nossos países. Isso os levou a imaginar que poderiam ditar a nossa política externa, como serviçais que foram, e continuam a ser, dos Estados Unidos. A idéia era a de que, em espanhol, os ditados de Washington seriam mais bem ouvidos.
O paradoxismo dessa paranóia ocorreu quando José Maria Aznar telefonou ao presidente Duhalde, da Argentina, determinando-lhe que aceitasse as imposições do FMI, sob a ameaça de represálias. E a insolência maior ocorreu, e sob o governo socialista de Zapatero, quando esse heróico matador de paquidermes indefesos, Juan Carlos, mandou que o presidente Chávez (eleito livremente pelo seu povo, sob a fiscalização de observadores internacionais, entre eles o ex-presidente Carter) se calasse, no encontro iberoamericano de Santiago. Um rei matador de elefantes indefesos e sogro de um acusado de peculato – o bem apessoado serviçal da Telefónica de Espanha, Iñaki Urdangarin, pago com lucros obtidos pela empresa na América Latina, principalmente no Brasil.
Os espanhóis parecem não se dar conta de que as suas antigas colônias se tornaram independentes, umas mais cedo – como é o caso da Argentina – e outras mais tarde, embora muitas passassem ao domínio ianque. 
Imaginaram que podiam fazer o que faziam antes disso no continente – e incluíram o Brasil na geografia de sua presunção. O Brasil pode e deve, ser solidário com a Argentina, no caso da recuperação, para seu povo, das jazidas petrolíferas da YPF. E manter a nossa posição histórica de reconhecimento da soberania de Buenos Aires sobre o arquipélago das Malvinas.
Que querem os espanhóis em sua gritaria por solidariedade contra a Argentina, pelo mundo afora? Eles saquearam tudo o que puderam, durante o período colonial, em ouro e prata. Usaram esses recursos imensos – assim como os portugueses fizeram com o nosso ouro – a fim de construir castelos e armar exércitos que só se revelaram eficazes na repressão contra o seu próprio povo – como ocorreu na guerra civil.
Durante o seu período de arrogância subsidiada, trataram com desdém os mal chamados iberoamericanos, humilhando e ofendendo brasileiros e hispanoamericanos, aviltando-os ao máximo. Um só ser humano, em sua dignidade, vale mais do que todos os poços de petróleo do mundo. Antes que Cristina Kirchner determinasse a recompra das ações da YPF em poder da Repsol, patrimônio muito maior dos argentinos e de todos os latinoamericanos, sua dignidade, havia sido aviltada, de forma abjeta e continuada, pelas autoridades espanholas no aeroporto de Barajas e em seu território.
Que se queixem agora aos patrões, como seu chanceler, Garcia-Margallo fez, ao chorar nos ombros da senhora Clinton, e busquem a solidariedade de uma Europa em frangalhos. Ou que rearmem a sua Invencível Armada em Cádiz, e desembarquem no Rio da Prata. Isso, se antes, os milhões de jovens desempregados – a melhor parcela de um povo maravilhoso, como é o da Espanha – não resolvam destituir suas elites políticas, corruptas, incompetentes e opressoras, e seu rei tão ocioso quanto descartável.
E, ao final, vale lembrar a viagem histórica que Eva Perón fez à Europa, no auge de sua popularidade. Em Madri, diante da miséria em que se encontrava o povo, ofereceu a Franco, em nome do povo argentino, alguns navios cheios de trigo. O general respondeu que não era necessário, que os celeiros espanhóis estavam cheios de farinha. E Evita replicou, de pronto: ¿entonces, por qué no hacen pan?
FONTE:http://saraiva13.blogspot.com.br

Tecnologia. O Plano Decenal de Cooperação Espacial Brasil-China

José Monserrat Filho
Chefe da Assessoria de Cooperação Internacional
da Agência Espacial Brasileira

O novo embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang, ofereceu nesta quarta-feira sua primeira recepção, para se apresentar ao mundo diplomático, político e empresarial brasileiro, e também para apresentar o novo adido militar chinês, o jovem General de Brigada Wang Xiaojun.

O embaixador Li Jinzhang, de 58 anos, assumiu o cargo em 23 de janeiro último. Antes de vir para o Brasil, era vice-ministro das Relações Exteriores e aqui manterá o status de vice-ministro - nível atribuído hoje pelo governo chinês a apenas 12 países. Serviu em Cuba de 1976 a 1980 e de 1990 a 1993, e na Nicarágua de 1988 a 1990. Foi embaixador no México de 2001 a 2003. De volta à China, trabalhou nos setores ligados às relações com a América Latina. Daí seu fluente espanhol. Em 2006, assumiu o posto de vice-ministro, o terceiro na hierarquia da chancelaria, depois do ministro e do vice-ministro executivo. Ele presidiu, pelo lado chinês, duas reuniões do Diálogo Estratégico Brasil-China (sobre a situação internacional), próprias para diplomatas com nível de vice-ministros, uma com o embaixador Roberto Jaguaribe e a outra com a embaixadora Maria Edileuza Fontenele Reis.

Em seu discurso na recepção desta quarta-feira ele comemorou, com muito bom humor, o alto nível de cooperação alcançado entre seu país e o Brasil, que tende a crescer cada vez mais. Desde 2009, a China é o maior parceiro comercial do Brasil. A ideia comum é ampliar em grande escala a cooperação em áreas essenciais de ciência, tecnologia e inovação, como nanotecnologia, biotecnologia, computação e tecnologias da informação e comunicação, e políticas de inovação. Universidades chinesas deverão receber estudantes brasileiros com base no Programa Ciência sem Fronteiras.

Cogita-se de colaboração em áreas de considerável potencial, como mudanças climáticas, energia nuclear, recursos hídricos, engenharias, ciências dos materiais e recursos minerais - a China, como se sabe, é grande compradora de minerais brasileiros; estima-se que ela logo responderá por 50% do consumo de metais importantes como cobre, zinco, alumínio, níquel, estanho e chumbo; nos últimos dez anos, seu consumo desses minérios pulou de 10% para 40%.
Brasil e China também deverão trabalhar juntos na área de bambu, em pesquisa científica, tecnologia industrial e agregação de valor. Será criado o Centro Sino-Brasileiro de Tecnologia de Bambu, que certamente trará bons frutos à nossa economia.

E a cooperação espacial, como fica? Tudo começou por aí, na segunda metade dos anos 80, com a iniciativa pioneira do então ministro da Ciência e Tecnologia, Renato Archer. Já temos o programa conjunto de satélites de recursos naturais da Terra, que já lançou o CBERS-1, CBERS-2 e CBERS-2B, e deve lançar o CBERS-3 em novembro próximo. Mas a intenção é ir muito mais além. 

Para tanto, surgiu a proposta de elaborar um Plano Decenal de Cooperação Espacial, iniciativa ambiciosa, mas perfeitamente viável e necessária, aprovada pelas altas instâncias dos dois países em 2011. Em fevereiro deste ano, ficou acertado criar um Grupo de Trabalho Técnico para preparar a proposta brasileira do plano, que, com certeza, deverá incluir o desenvolvimento dos futuros satélites da série CBERS e outros satélites, incluindo potenciais aplicações e técnicas de calibração de sensores e geoprocessamento, coordenado pela Agência Espacial Brasileira e pela Administração Nacional Espacial da China (CNSA).

Urge agora efetivar essa providência. Em junho próximo, o primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, virá ao Brasil participar da Rio+20 e avistar-se com nossas autoridades. Seria de todo conveniente que um primeiro esboço do plano ficasse pronto por essa época. Há que acelerar o passo.

Eis algumas outras ações que poderão integrar o plano:
- Fortalecer a colaboração dos dois países, baseada no trabalho conjunto entre Inpe CRESDA, para aumentar a distribuição internacional dos dados dos satélites CBERS-03 e CBERS-04, com novas estações terrestres de recepção de seus dados, visando ampliar as aplicações ambientais de monitoramento dos ecossistemas terrestres e outras aplicações de interesse global.

- Implementar o Programa CBERSs for Africa, colocando em prática os Memorandos de Entendimento para a recepção de imagens do CBERS-3, assinados com a África do Sul, a Espanha (para a implantação da Estação terrestre de Maspalomas, nas Ilhas Canárias) e Egito (para a implantação da Estação de Aswan).

- Elaborar e assinar o Memorando de Entendimento entre MCTI e CMA (Administração Meteorológica da China) destinado a criar o Centro Brasil-China de Pesquisa Meteorológica por Satélite, tendo como agências implementadoras o Inpe e o NSMC (Centro Nacional de Satélites Meteorológicos da CMA).

- Fortalecer o trabalho conjunto entre Inpe e CEODE (Centro de Observação da Terra e da Geoinformação Digital) no mapeamento de aplicações para a agricultura; no desenvolvimento de acesso aberto e gratuito de ferramentas computacionais; na modelagem ambiental; nos sistemas de monitoramento de desastres naturais e tecnologia espacial para o estudo das mudanças ambientais globais.

- Fortalecer a colaboração entre Inpe e CSSAR (Centro de Ciência Espacial e de Pesquisa Aplicada), com a realização de observações conjuntas e estudos da ionosfera e atmosfera média e alta em baixas latitudes.

- Dar continuidade ao acordo que estabelece o apoio das estações terrestres do Brasil aos voos tripulados das missões Shenzhou, em colaboração com o Centro Chinês de Lançamento e Rastreamento (CLTC - China LaunchandTracking Center).

Essa lista, claro, poderá ser mudada e/ou enriquecida com novos projetos. O importante a frisar é que o Plano Decenal é oportunidade imperdível, que deve ser aproveitada com o máximo empenho de parte a parte.

Tive a grata chance de conversar a respeito com o embaixador Li Jinzhang, logo após o seu discurso na recepção. Ele concordou sem pestanejar que esse é um assunto de suma relevância para o futuro das relações sino-brasileiras. E também para o presente - eu ousaria acrescentar.

FONTE: http://www.defesanet.com.br/brasilchina/noticia/5719/O-Plano-Decenal-de-Cooperacao -Espacial-Brasil-China

Russia. Mais de 70 edifícios estão em chamas no Extremo Oriente.

Foto: RIA Novosti 
Os bombeiros ainda não conseguiram localizar o fogo na aldeia de Tygda na região de Amur (Extremo Oriente russo). 

Conforme relatado no Ministério de Emergências da Rússia, o fogo tem atingido 75 edifícios e prédios, o número de casas ainda está especificado. Anteriormente informaram de 46 casas.

Por motivos de segurança, a eletricidade na aldeia está desligada. Segundo dados preliminares, o fogo começou por causa da queima de erva seca e depois foi espalhado por vento forte que atinge até 20 metros por segundo.

Não há informações sobre vítimas ou feridos. As equipes de resgate estão urgentemente evacuando moradores da aldeia com 1245 casas para um lugar seguro.

Fonte:http://portuguese.ruvr.ru/2012_04_20/72393596/