segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Voce sabia? O VLT de Castelo, é fabricado com sucatas de ônibus de turismo e mesmo de ônibus interestaduais.

Você sabia que o VLT de Castelo é feito de onibus velhos, inservíveis?
Este post sobre o Metrô do Cariri é uma explicação ao prefeito João Castelo sobre o tal VLT que ele está fazendo de “cavalo de batalha” na tentativa de conseguir se eleger para mais quatro anos de mandato. 

Quando no programa Abrindo o Verbo da Rádio Mirante AM, que tenho a honra de apresentar, disse que este veículo trazido com estardalhaço, e de acordo com o alcaide é novidade para São Luís, a Região do Cariri serviu de exemplo para as demais cidades que estão com projetos para implantar o VLT.

Os vagões são fabricados na cidade de Barbalha no Ceará, e na confecção dos mesmos, são utilizados ônibus de turismo e mesmo de linhas interestaduais retirados de circulação por não atenderem mais as especificações técnicas para continuar rodando. Daí, a fábrica em Barbalha aproveita e faz os vagões do VLT, por um custo menor, vendendo para os demais estados e cidades interessadas em implantar o VLT ( Veículo Leve Sobre Trilhos). 

O prefeito João Castelo não sabe ou não quer saber, que todo este sistema do VLT, não é só espalhar pedra brita e colocar os trilhos em cima. Tem todo um projeto de construção da linha férrea, além de equipamentos modernos para a movimentação das composições. Não basta comprar um vagão; é preciso muito mais que isso. Abaixo confira matéria, publicada em 11 de março de 2011. Boa leitura e veja as fotos.
 
A foto a esquerda é do VLT do Ceará.
VLT de São Luís é construído em Barbalha no Ceará. 

Esta foto acima direita é do metrô de São Luís.

Metrô do Cariri é do Cariri mesmo. Os 13,6 quilômetros da linha entre Crato e Juazeiro do Norte, no Vale do Cariri cearense, são percorridos por carros de passageiros fabricados em Barbalha, bem perto de ambas as cidades – e que completa o trio de municípios tornados um só na sigla “Crajubar”. É nesse núcleo no sul do Ceará que fermenta a ambição brasileira de fazer ressurgir com força o transporte de pessoas por linha férrea.

A Bom Sinal é a fabricante dos trens. E não só deles: originalmente, a fábrica produzia carteiras escolares, móveis para hospitais e assentos para estádios. Em 2004, a empresa foi consultada sobre a possibilidade de reformar carros de passageiros do metrô de Fortaleza – e deu no que se vê hoje. A produção de carteiras, móveis e assentos continua, mas agora divide as atenções com os Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs, modalidade de transporte ferroviário, com capacidade menor que a de um metrô convencional, e que é a definição técnica mais adequada para os carros da linha de Crato a Juazeiro).

A proposta surgiu porque a Bom Sinal, a despeito das credenciais, tinha relação com o mundo dos transportes. Fernando Marins, fundador da companhia, foi sócio da fabricante de carrocerias de ônibus Caio. O know-how da montagem dos ônibus foi passado à dos trens – chassis e motor, movidos a diesel, são adaptações de modelos usados em ônibus. Marins, tio do piloto de Fórmula 1 Felipe Massa, faleceu em 2010, mas seu legado na nova frente de trabalho segue em ascensão.

A carteira de pedidos da Bom Sinal tem carros de passageiros para projetos de VLT de Fortaleza, Sobral (CE), Recife, Maceió, Arapiraca (AL) e Macaé (RJ). A empresa trabalha para alcançar a capacidade de produzir um equipamento por semana – e, com isso, dará vazão à demanda crescente. “Estamos trabalhando 24 horas por dia”, diz Sidnei Anphilo, gerente da fábrica de Barbalha. 

A fábrica tem cerca de 300 funcionários, mas há profissionais sendo treinados para assumir novas vagas. Os VLTs montados na Bom Sinal são movidos a diesel, mas a empresa tem entre seus planos o de adequar suas instalações para a montagem também dos trens com tração elétrica.

O “Crajubar” pode ampliar sua relação com o transporte ferroviário. Está na alça de mira da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos (Metrofor), empresa do governo estadual que administra o Metrô do Cariri, o plano de estender a ligação entre Crato e Juazeiro do Norte também para Barbalha, segundo Antonio Chalita de Figueiredo, gerente de controle e tráfego da empresa. Até o momento, o Metrô do Cariri já recebeu R$ 31 milhões em investimentos.

Sucesso à Bom Sinal é o desejo do sindicato. Bom que esteja desenvolvendo modelos com tração elétrica, e ainda melhor com tração a hidrogênio.

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FONTE: http://www.geraldocastro.com.br/2012/09/12/vlt-do-cariri-e-fabricado-em-barbalha-ce/

Relações Humanas - O líder real e o falso líder.

Por Anderson Cruz
No mercado, nós podemos encontrar vários cargos intitulados de liderança, aumentando a procura em troca de um razoável salário. No entanto, tais cargos não oferecem apoio intelectual pela parte contratante, isto é, as empresas esperam profissionais preparados e os mesmos são como o ouro no mercado capitalista: escassos.

Com as ofertas implantadas em canais de comunicação, encontramos o LÍDER REAL e o FALSO LÍDER.

FALSO LÍDER
Muito conhecido como “PSEUDO LEADER”, possui (como característica principal) a dificuldade em formar seguidores, pois estes buscam seguir os exemplos e não as palavras proferidas sem baseamento influenciável.

O FALSO LÍDER limita-se no amadorismo e dificilmente atrai as “melhores” pessoas à sua convivência por não investir em seu próprio desenvolvimento. Ele não possui competências de um verdadeiro líder, mas carrega consigo um título que o favorece em ser chamado como tal.

O FALSO LÍDER não é um líder que trabalha em favor da organização coletiva e sim, em função dos seus próprios benefícios com o objetivo de ou alcançar alguma promoção na empresa, arrancar elogios da sociedade em que vive ou para se sentir melhor e até mesmo para ser lembrado. O conceito que ele aprende é: “Preciso dar ordens e os subordinados precisam obedecer, querendo ou não”.

Esse tipo de líder é chamado assim porque aplica conceitos patronais através do vínculo contratual que é criado entre as partes – funcionário e patrão.

A relação líder e liderado é bem ampla. No entanto, o PSEUDO LEADER mantém essa relação restrita e suas opiniões, na mente dele, não são sugestões… São decisões. Todo excelente líder é um excelente liderado, mas nós encontramos no mercado falsos líderes afirmando que possuem dificuldades quando não estão no controle. 

Diante disso, vale a dica – Se você não serve para ser liderado, também não serve para ser líder. Somente por ter sido posto em um cargo de liderança não o torna LÍDER REAL, pois o status que lhe foi atribuído o cegará, obtendo fracasso nos resultados finais.

REAL LEADER
Esse é o verdadeiro líder. Existem pessoas que nascem com a facilidade em se comunicar e liderar de forma positiva. Entretanto, elas precisam desenvolver essas habilidades de maneira que possam atender as expectativas de quem as solicitam. 

Por esse motivo, o verdadeiro líder investe sempre em sua capacitação e se atualiza para necessidades do mercado mediante suas responsabilidades. Capacitado cada vez mais, as pessoas tendem a segui-lo e a receber o conhecimento e a experiência dele.

O LÍDER REAL possui o papel de conduzir sua equipe ao caminho que ele acredita, ensinando e acompanhando na evolução. Com isso, a equipe tende a enxergar o que seu líder visualiza e essa parceria sólida aumenta as chances de excelentes resultados pelas atividades executadas. Os liderados sentem-se à vontade porque sabem que existe alguém que podem confiar.

O REAL LEADER é carismático, paciente, convincente, ético, honesto, coletivo, duplicador, formador, atencioso, coerente e solucionador.

Esse líder trabalha em função das necessidades e interesses de seus liderados, encurtando seus laços. Os liderados espelham-se em seu líder e quando encontram alguém nessa posição, motivado em ajudá-los, esses liderados tornam-se seguidores e nasce uma relação como a de pai e filho. Essa relação não é emocional, mas racional, onde o líder identifica o momento de chamar a atenção (com objetivo de fazê-los acertar) e o momento da sensibilidade em “passar a mão na cabeça”.

O LÍDER REAL sabe com quem trabalha, conhece as qualidades e os defeitos dos seus liderados. Sabe quem possui mais facilidade em aprender e evoluir em menos tempo e conhece quem necessita de maior acompanhamento para assimilar e aplicar o que é ensinado. Ele minimiza os defeitos aparentes e maximiza as qualidades que, muitas vezes, são camufladas em meios aos receios e à desmotivação.

O líder verdadeiro é aquele que possui a competência em administrar pessoas com personalidades diferentes, mobilizando-as aos objetivos comuns. Sendo mais claro, liderar é apresentar às pessoas seu valor e potencial de forma que sejam aceitos e seguidos com espontaneidade e sem resistência. 

Ele é relacionável e possui, como seu principal objetivo formar as pessoas baseando-se em conceitos reais que contribuem para o melhor aprendizado e capacitação, ou seja, o papel do formador encerra-se quando o liderado aprende, realizando a duplicação de forma igual ou melhor que seu líder.

Um excelente líder é um excelente liderado e compreende que a humildade é o princípio de tudo. A liderança deve ser aplicada em qualquer ambiente, no entanto nem sempre o líder está na posição de líder. Existem situações em que o líder sente a necessidade de se colocar na posição de liderado e a humildade é fundamental para que isso seja aceito com naturalidade. 

O LÍDER REAL sabe que todas suas atitudes são referências e sendo humilde perante as pessoas, o respeito é conquistado sem muito esforço.

Portanto, o mundo está repleto de diversos líderes. Porém, todos estão enquadrados nas duas categorias citadas acima. Ao receber a proposta para assumir um cargo de liderança em uma organização, reflita e conclua qual tipo de líder quer ser e quais comportamentos você estará disposto a ter, para que seus resultados sejam satisfatórios. 

Deixo uma dica: Seja um LÍDER REAL, primeiramente, na sua casa e conquiste as pessoas que lhe conhecem, pois isso lhe servirá de grande amadurecimento em uma função profissional de liderança.

Para reflexão daqueles que pensam ser líderes e não passam de marionetes dos patrões.

Fonte:http://www.geraldocastro.com.br/

Contagem regressiva… Prévia do Tributo a Gonzagão.

Deu no site do Jorge Aragão...... e eu como amante da cultura nordestina aqui reproduzo, dando minha modesta colaboração...





Fonte: http://www.blogdojorgearagao.com.br/2012/09/23/contagem-regressiva/#comments

domingo, 23 de setembro de 2012

DIFERENÇA ENTRE CANDOMBLÉ E UMBANDA


DIFERENÇA ENTRE CANDOMBLÉ E UMBANDA

Elucidar de uma forma definitiva a diferença entre Candomblé e Umbanda, é um dos meus grandes objetivos com esta obra, pois a frase mais comum que ouvimos como candomblecista, após uma explanação mesmo que resumida é que: eu achava que tudo era a mesma "coisa". 

O que primeiro respondo quando me perguntam sobre a diferença entre Candomblé e Umbanda, é que: não há semelhança, esta eu considero a melhor resposta, pois é o fato, não há a menor semelhança. 

A começar pelas origens, o Candomblé é uma religião africana que existe desde os tempos mais remotos daquele continente, que é o berço da terra, de forma que se funde sua origem com os primeiros contatos de pessoas que lá chegaram, existem citações na teologia africana que Odudúwa era Nimrod, o conquistador caldeu primo de Abraão e neto de Caim, que foi designado por Olodumarè para levar a remissão e a palavra de Olurún (Deus) aos filhos de Caim que, amaldiçoados, viviam na África.

Este fato data de 1850 A.C., sendo que Caim pode ter vivido entre 2100 a 2300 A.C. - Oranian , neto de Odudúwa , viveu em 1500 e seu filho Xangô por volta de 1400. 

As coincidências existentes nos rituais africanos, como a Kaballah hebraica, são imensas, e vem provar a tese da estreita ligação entre Abraão, pai dos semitas, e Odudúwa, (Nimrod) pai dos africanos.

Isso pode ser constatado no relacionamento existente entre o símbolo de um elemental africano chamado Dan a serpente, e uma das 12 tribos de Israel, cujo nome é Dan, e seu símbolo, a serpente telúrica. Citação que faremos adiante na Teologia Yorubana que fala da criação da terra. 

De uma forma básica, no Candomblé não existem "incorporações" de espíritos, pois os orixás, de quem sentimos força e vibrações, são energias puras da natureza, que não passaram pela vida, ou seja não são "entidades", mas elementais puros da natureza, criados por Olorún.

No Candomblé a consulta é feita através da leitura esotérico/divinatória do jogo de búzios (no Brasil), forma de leitura exclusiva do povo candomblecista, que trataremos em capítulo próprio, e o tratamento para cada caso, é feito com elementos da natureza, oriundos dos reinos vegetal, animal e mineral, através e ebós, oferendas, Orôs (rezas) e rituais africanos. 

A Umbanda por sua vez, sem qualquer demérito a quem a pratica, pois se levada de uma forma séria e consciente tem seu mérito, valor e aplicação, é uma religião brasileira, que advém do sincretismo católico-feitichista, necessário em uma época de grande repressão das religiões africanas, em que era proibido o culto dos orixás na sua forma de origem, e esta adaptação se fez necessária, a partir desta premissa, a Umbanda começou tomar corpo, com algum conhecimento de alguns africanos no trato com seus ancestrais, que era comum a "incorporação" de algum ente falecido, por um elégún (aquele que é montado por) por motivos familiares.

É muito comum nos dias de hoje, Ilês que praticam Candomblé e Umbanda, porém em dias, horários e formas diferenciados, mas é uma atitude não compactuada, bem como a utilização do sincretismo com os santos católicos, pelas tradicionais Casas de Candomblé cujas raízes foram plantadas no Nordeste do país, mais precisamente em Pernambuco e na Bahia. 

A Umbanda por sua vez, a consulta é feita através de um médium "incorporado" , e os "trabalhos" pelo espírito ali incorporado com seus elementos rituais. 

A VERDADE A QUALQUER CUSTO - DOA E QUEM DOER.

Umbanda é deste século, e utiliza os orixás do Candomblé, sob outra forma e outro aspecto, em especial, vou me ater a figura de Exú. Na sua qualidade de ser ambivalente, positivo e negativo, bem e mal, de uma forma definitiva, esta situação de bem e mal, também está associado à todos os seres humanos, e nem por isso, somos o diabo, ninguém é totalmente bom, 24 horas por dia, 360 dias por ano, a sua vinda inteira; o inverso também é verdadeiro, convivemos com o bem e o mal, porém Exú, na sua condição, só fará alguma coisa, se e somente se, for mandado, portanto quem faz o mal na realidade é quem pede, e que pela própria lei da natureza, pagará, pois segundo a lei mais certa que existe, a lei do retorno - "Toda ação gera uma reação, com a mesma intensidade, em sentido contrário", quer dizer, tudo que vai, volta, a experiência nos comprova isto, e geralmente, da forma que mais dói, no bolso ou na saúde (tarda mas não falha); isso posto, em quem está a maldade? Sem mandante, ela simplesmente não existiria, e, mais uma vez EXÚ PAGA O PATO. 

Em mais de vinte anos de pesquisa, e não foi pouca, as maiores e melhores obras, dos maiores e melhores autores, sobre religiões africanas, sejam brasileiros, ingleses, franceses, africanos, babalorixás, antropólogos, babalaôs, nunca li nada que se referisse à exú mulher, ao contrário, sua forma é fálica (forma de pênis), sempre no sentido de elemento fecundador, fertilizador e nunca elemento fecundado, nunca houve qualquer simbolismo ou ligação com uma "vagina", em sua ambivalência, assume situações duplas, mas nunca, macho e fêmea. 

Tudo se inicia, com a palavra bombogira, que é o nome dado à Exú macho por excelência na nação de Angola, uma corruptela desta palavra, utilizada somente pela Umbanda, gerou a expressão "pombogira", como forma de um exú mulher, em cuja manifestação, a pessoa, seja homem (homem?) ou mulher, assume uma atitude sensual, atrevida e em alguns lugares, sob esta manifestação, a prática do ato sexual em si; é muito comum, se a mulher tem vontade, libido forte ou até mesmo por necessidade (a prostituição), é porque uma pombagira está "encostada", o que seria uma situação normal, natural; A POMBA GIRA PAGA O PATO. 

Qualquer incorporação, deste gênero, que se fale com as pessoas, beba ou fume em público, não é Candomblé, é umbanda; a única manifestação "semelhante" no Candomblé, é a figura do Erè, que, assim como o orixá, é um elemental da natureza, com uma conduta infantilizada, e que nunca passou pela vida, portanto não é um egun (espírito de morto), tem função específica, uma delas, se comunicar pelo orixá, justamente pelo fato de que ele não fala, que nos referimos como "estado de erê", tal pessoa está com, ou de, erê. 

A incorporação, eu imagino, vem de necessidade do ser humano (que é incrédulo por natureza), de crer e confiar, para crer, tem que "ver" algo, no caso o espírito manifestado, falar com ele, ouvir coisas que confirmem ser real ( o que muitas vezes acontece), e para confiar, o consultor não poderá se "lembrar" do que ouviu, como confidência, ou segredo, pois em várias situações, estão envolvidos, conversas e pedidos escusos, se utilizando assim da "inconsciência" relatada nas religiões africanas, a qual também a coloco, em outro capítulo da forma como a vejo e sinto. 

Falo muita propriedade e experiência, pela vivência de muitos anos no meio, o objetivo não é em momento algum, desmascarar quem quer que seja, muito menos denegrir, desmerecer ou tirar o valor da Umbanda, pelo contrário, bem praticada e bem conduzida, tem enorme valor e função social na comunidade, quer seja: na solução de problemas de saúde, família, trabalho, amor... 

Existe forte vibração de uma energia, no ato da "incorporação", variando muito de pessoa para pessoa, em muitos casos, com real valor e força, porém, a inconsciência total... o único objetivo é : a realidade, que é benéfica para todos nós, a medida em que nada temos que esconder.

Fonte:http://web.archive.org/web/20041204195451/http://www4.sul.com.br/orixa/umbanda.htm

Falando de UMBANDA.

Na batalha que se processa no mundo invisível, eles são os "soldados do front". São eles que estão mais perto vibracionalmente de nós, e os que podem ser vistos mais facilmente.

São eles que dão um reforço energético em nossa aura, nos limpam de "mau-olhado" e botam obsessor pra correr. Prestam auxílio da forma que podem, às vezes do único jeito que sabem (ou devem) fazer (usando cigarro, bebida, símbolos ou fogo) mas com muito mais desprendimento e boa vontade do que muitos terapeutas por aí. 

Mesmo os espíritos mais elevados precisam dos humildes servidores da Umbanda pra trabalhar com as energias mais densas, pois, devido a alta freqüência em que os seres mais elevados estão, não podem atuar diretamente na matéria mais densa (que pra nós ainda é invisível, como as energias liberadas por trabalhos de macumba, miasmas mentais, etc). 

Em retribuição, os espíritos de luz ensinam e orientam os irmãos mais endurecidos para que ascendam e assumam postos de trabalho em planos mais elevados, se o quiserem (dando oportunidade a outro mais necessitado de trabalhar nas faixas inferiores).

Aprendi que a Umbanda é dividida em 7 vertentes, e que só uma delas (a Quimbanda, ou Kiumbanda) usa sangue. E que o exu é, entre outras coisas, a "tropa de choque" do terreiro, que cuida da segurança dos participantes. 

Muitos ainda são espíritos recém-saídos do mundo animal, tanto é que muitos não falam, e por isso que têm uma forte energia anímica que a maioria dos médiuns mal consegue controlar. 

Por não ter ainda discernimento, podem acabar sendo grosseiros e até fazendo o mal, se forem induzidos a isso, mas em essência não são ruins. Os exus que trabalham na Quimbanda são chamados exu de Quimbas (ou Kimbas), que são os tais que dizem ser diabo e fazer o mal.

Mas, pra que serve a umbanda na espiritualidade? De forma simplista, vou tentar responder, mesmo sem conhecer muito da Umbanda: Sempre irão existir espíritos de pessoas que não querem ascender de imediato (e talvez nem possam). Ficam rondando pelos bares, pelas ruas, vampirizando, assediando, tomando uma pinga... 

Aí então o espírito acaba descobrindo um terreiro de umbanda. É interessante pro nível evolutivo dele, pois pode ganhar garrafas de bebida (não vai precisar mendigar em bares) em despachos de encruzilhada, galinha (eles tiram a essência, como se comessem) e vela (não sei porque, mas muitos espíritos ADORAM vela acesa... alguém sabe?). 

Mas ele não pode ir chegando e incorporando (afinal, tem toda uma diretoria do "lado de lá", com seguranças na porta - os exús - e hierarquia) então ele pede pros donos do terreiro pra trabalhar ali, geralmente começa como "office boy", fazendo serviços simples, e depois vai pegando experiência com os espíritos que ali trabalham há mais tempo.

Dependendo do tipo de entidade que preside os trabalhos dos terreiros daquela Umbanda, pode aprender tanto trabalhos bons quanto ruins. Mesmo que seja ruim, isso já é uma evolução pro espírito, que já não vai estar vagabundeando pela rua. E não pára por aí. Com a continuidade do aprendizado e das experiências pelas quais ele passa nesse trabalho, o espírito irá desenvolvendo o altruísmo, que é o fato de ajudar pelo ajudar, sem recompensas.

Ele passa a AMAR o que faz, e tudo o que se faz com amor mexe com a pessoa. Um belo dia se critica se o que ele faz é certo. Ele vai percebendo que não precisa de despachos e/ou oferendas pra ser útil, e nisso seu corpo espiritual vai evoluindo juntamente com sua mente, a ponto de não precisar mais de matéria densificada pra satisfazer seus desejos (aprende a se alimentar de luz, das plantas, da energia que é doada espontaneamente pelas pessoas agradecidas...). 

Acaba se aproximando dos espíritos de hierarquia superior, que dirigem os trabalhos da Umbanda, e é relocado para outras funções. Vai pra uma escola onde aprende outras formas de magia, desta vez usando luz, elementos da natureza renováveis - como água e plantas - e acaba se tornando um espírito de luz, podendo até, caso queira, dirigir outros terreiros de Umbanda e dar a outros espíritos que estiverem perdidos na erraticidade da "vida após a vida" a mesma oportunidade que ele um dia teve.

O que me fez falar sobre isso foi a leitura do texto do misterioso Sheik Al Kaparra (nick legal!) que trata justamente da desmistificação da AUM+BANDA (é assim que ele chama), mostrando que a magia com que essas entidades trabalham tem raízes no Tibet e na Índia.

Deixo o aviso de que, pra quem está numa linha de Umbanda, textos acima, ou o do Al Kaparra trarão distorções, diferenças e até mesmo contradições. Mas a idéia aqui é apresentar uma visão mais ampla, prática e despojada, e que vocês aperfeiçoem seus estudos, procurando se informar melhor à respeito desta doutrina (como tudo, aliás, nesse blog).

Ler em espanhol (por Teresa)

Links: Diferença entre Candomblé e Umbanda;
Umbanda sem medo;
Centro espiritualista Caboclo Pery;
Templo de Umbanda Vozes de Aruanda;
Blog Orun Ananda



FONTE: http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2009/04/umbanda.html

Por Haddad, Dilma pode dar Educação a Chalita.

A articulação é complexa e envolve o deslocamento de Aloizio Mercadante para a Casa Civil, no lugar de Gleisi Hoffmann, que voltaria ao Senado para preparar sua campanha ao governo do Paraná em 2014; com o MEC, Chalita poderia apoiar Haddad num eventual segundo turno contra Celso Russomano.

23 de Setembro de 2012 às 13:01.
247 – Fernando Haddad ainda não garantiu sua passagem para o segundo turno em São Paulo, mas essa possibilidade já provoca um balão de ensaio sobre nova movimentação ministerial em Brasília. 

Caso Haddad de fato supere José Serra e carimbe seu passaporte para enfrentar Celso Russomano, o Ministério da Educação seria oferecido a Gabriel Chalita, do PMDB. Assim, Haddad teria um apoio relevante para a disputa no segundo turno.

Quem articula essa mudança é o próprio ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que gostaria de se transferir para a Casa Civil. Mercadante trava uma disputa particular com Marta Suplicy, que se tornou ministra da Cultura, e é potencial candidata ao governo de São Paulo em 2014. Num ministério mais forte, a Casa Civil, ele demarcaria espaço, em seu benefício.

A questão é convencer a presidente Dilma Rousseff e também a atual ministra, Gleisi Hoffmann. O argumento dos aliados de Mercadante é que, retornando ao Senado, ela terá melhores condições para articular sua candidatura ao governo do Paraná em 2014, para enfrentar o atual governador, Beto Richa, do PSDB.

Dilma nutre simpatia pessoal por Chalita e sua ida para a Educação seria natural – e até uma forma de prestigiar o vice-presidente Michel Temer. A questão é saber como ela administraria uma disputa interna em seu governo de dois pré-candidatos ao Palácio dos Bandeirantes em 2014: Marta e Mercadante.

Fonte:http://www.brasil247.com/pt/247/poder/81221/Por-Haddad-Dilma-pode-dar-Educação-a-Chalita.htm

Oráculo chinês - Sucessão no comando da China.

Bandeira Chinesa
23. set. 2012 - Folha de São Paulo - Sucessão no comando da China transcorre sob manto de segredo contraditório com importância da economia asiática no capitalismo global.

Ao longo das próximas semanas, as duas maiores economias mundiais concluirão seus processos sucessórios. A coincidência serve para contrastar a enorme diferença entre as práticas políticas da China e dos Estados Unidos.

Nos EUA, os dois candidatos - Barack Obama, democrata em busca da reeleição, e Mitt Romney, o desafiante republicano - e seus aliados se digladiam e se expõem diariamente na mídia.

Líder - Xi Jiping
Na China, o provável líder máximo, Xi Jinping, foi misteriosamente escolhido há pelo menos dois anos. Mesmo assim, pouco se sabe dele. O Partido Comunista nem mesmo fixou a data de seu Congresso para ratificá-lo -será em alguma ocasião entre meados de outubro e o fim do ano.

A opacidade da ditadura chinesa ficou demonstrada uma vez mais no início do mês, quando Xi cancelou compromissos com delegações estrangeiras e desapareceu da cena pública por duas semanas. Durante o sumiço, não houve qualquer explicação oficial, apesar dos rumores de que ele poderia até estar morto (não estava).

Filho de um líder histórico do partido, Xi, 59, é o atual vice-presidente. De sua biografia sabe-se pouco além dos cargos que ocupou e do fato de que é fã de futebol. Não se conhece declaração sua sobre reforma política, bandeira que o atual premiê, Wen Jiabao, carregou por dez anos -sem avanço significativo.

Esse desconhecimento sobre a pessoa de Xi decorre também do poder exercido de forma colegiada. Já não há mais lideranças proeminentes, como Mao Tse-tung e Deng Xiaoping. Os dirigentes comunistas não pertencem mais à geração que tomou Pequim pelas armas em 1949; hoje, são produtos da burocracia partidário-estatal.

Nesse modelo, a instância máxima da hierarquia chinesa é o Comitê Permanente. Sua composição é a informação mais relevante para compreender a política no país. De seus nove membros, apenas dois permanecerão após a reforma: o próprio Xi e o provável futuro premiê, Li Keqiang.

A tendência é que sejam escolhidos dirigentes de baixo perfil, como Xi e o atual líder máximo, Hu Jintao. Outro exemplo é o discreto Li, que ascendeu na burocracia do partido com fama de conciliador.

Nos últimos anos, o único dirigente chinês que buscou ativamente projetar-se foi Bo Xilai. O estilo personalista certamente teve peso em sua inusitada debacle -em março, Bo foi afastado do cargo que ocupava no partido, e sua mulher, Gu Kailai, acabou condenada pelo assassinato de um empresário britânico.

De concreto, sabe-se que a nova direção não alterará as duas principais diretrizes: monopólio do Partido Comunista e foco na manutenção do crescimento econômico.

No primeiro caso, não há sinais de que a China relaxará o garrote político. Basta lembrar que é o único país do mundo que mantém um Nobel da Paz, o dissidente Liu Xiaobo, atrás das grades.

Na esfera econômica, o objetivo será, no curto prazo, reanimar uma economia que se desacelera mais depressa do que o previsto. Embora o crescimento de 7,6% no segundo trimestre esteja dentro da meta para este ano, os números decepcionantes no comércio exterior, entre outros dados, mostram que a tendência de esfriamento ainda não foi revertida.

A médio prazo, a nova direção chinesa precisará enfrentar reformas profundas, ademais previstas no último Plano Quinquenal (2011-15). Os desafios incluem estimular o aumento do consumo interno e ampliar a rede de proteção social da população, surpreendentemente tênue para um país nominalmente comunista.

Nesse cenário, cabe ao governo, aos centros de pesquisa e ao empresariado brasileiro estudar exaustivamente os prováveis rumos de seu maior parceiro comercial. É muito pouco levantar barreiras comerciais, e é por demais arriscado manter uma pauta de exportação excessivamente concentrada em soja e minério de ferro.

O Brasil não é o único país que precisa acompanhar a sucessão chinesa de perto. Dos Estados Unidos, que já venderam US$ 1,17 trilhão em títulos de seu Tesouro para Pequim, às dezenas de países africanos e latino-americanos financiados pela China, quase toda a economia mundial tem fios atrelados ao país asiático.

Trata-se ainda de uma potência militar em ascensão e cada vez mais assertiva, como demonstram as recentes crises por disputas territoriais com Filipinas, Vietnã e, agora, Japão.

A falta de transparência inquieta todos os parceiros. Com tanto em jogo, a cúpula chinesa se mantém avessa ao escrutínio e ao debate, agindo como uma confraria secreta que não presta contas a ninguém.

No mundo do capitalismo globalizado em que a China se torna protagonista, não deixa de ser uma contradição cujo desfecho será crucial acompanhar.