terça-feira, 10 de janeiro de 2012

São Paulo - USP Espancamento do Estudante Negro. Nota de Repúdio do Núcleo de Consciência Negra na USP: Afastamento não basta.

Nota de Repúdio do Núcleo de Consciência Negra na USP sobre a abordagem policial racista ocorrida no dia 9 de Janeiro de 2011.

A Polícia Militar está, pouco a pouco, mostrando à sociedade a razão pela qual ela foi colocada dentro do campus Butantã da Universidade de São Paulo pelo governo tucano. O suposto princípio de segurança do qual a reitoria se utiliza para combater a violência é na verdade uma fonte de violência e nós devemos nos perguntar quem, de fato, são os atingidos por ela.

O lamentável episódio de extrema violência policial contra Nicolas Menezes Barreto, aluno negro do curso de Ciências da Natureza, da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) e contra Anita*, aluna negra do Curso de Matemática do Instituto de Matemática e Estatística (IME) e grávida de 5 meses, durante a invasão da polícia à um espaço estudantil não deixa dúvidas: dentro da USP assim como fora dela, a Polícia Militar aborda as pessoas de forma truculenta e abusa de poder contra aqueles considerados fora do estereótipo “burguês-estudante da USP”, ou seja, as pessoas negras e pobres.

Como entidade que discute a questão do racismo e acesso à Universidade, o Núcleo de Consciência Negra na USP (NCN) repudia veementemente as sucessivas e crescentes ações repressoras, fascistas e racistas da Polícia Militar e da Guarda Universitária dentro da Universidade, em especial a ocorrida no último dia 9, mas não somente ela, pois existem outros casos de agressão, coação e perseguição de cunho político e sócio-racial acontecendo cotidianamente na USP, e principalmente nas periferias.

Fica nítido no vídeo que entre os cerca de 15 alunos que protegiam o espaço de vivência do Diretório Central dos Estudantes (DCE-Livre) da USP que Nicolas ele era a pessoa que possuía a pela mais escura e por conta disso ele foi “o escolhido” para ser abordado e agredido pelo policial. Por ser negro, sim, Nicolas foi questionado sobre a sua condição de estudante da USP e antes mesmo de responder ao questionamento racista, foi abordado com tapas e teve uma arma apontada para sua cabeça.

É vergonhoso e não podemos aceitar a violência e o racismo policial em nenhuma parte do mundo e a nossa luta começa na USP, mas ultrapassa seus muros. Não podemos permitir que quando as pessoas negras e pobres vencem o filtro social do vestibular, elas sejam literalmente enquadrados por não estar de acordo com o “perfil USP”. Ironicamente, a USP possui apenas 10% de estudantes negros (FUVEST 2010), conta-se nos dedos os professores negros a ministrar aulas aqui e a única entidade que tem como linha política o questionamento disso, o NCN, está sendo ameaçado de fechamento e demolição do seu barracão pela Reitoria.

O NCN está, juntamente com o Instituto Luiz Gama, intercedendo para o devido auxílio jurídico aos estudantes agredidos, com a perspectiva de caracterizar as agressões como crimes de racismo e cobramos da USP e do Estado de São Paulo a exoneração imediata do Guarda Universitário e dos 2 PMs agressores.

Afastamento não basta!

Fonte:www.viomundo.com.br/denuncias/nucleo-de-consciencia-negra-na-usp-afastamento-nao-basta.html 

Portugal vive o maior escândalo político das últimas décadas.

Portugal vive um dos maiores escândalos das últimas décadas, envolvendo os serviços secretos e a Maçonaria. Tudo começou com materiais publicados no jornal Público segundo os quais Jorge Silva Carvalho, ex-diretor do SIED  (Serviço de Informações Estratégicas de Defesa), um dos serviços secretos portugueses,  teria passado informações confidenciais indevidas ao grupo empresarial privado Ongoing para onde foi trabalhar após a demissão do SIED.

O Partido Comunista Português pediu audições parlamentares sobre os serviços de informações. De acordo com o deputado António Filipe, as audições provaram que existe promiscuidade entre grupos empresariais privados e altos cargos do SIED, nomeadamente, o seu ex-diretor Jorge Silva Carvalho.

Na primeira versão do relatório das audições surgem referências que indiciam ligações e suspeitas de envolvimento de Jorge Silva Carvalho, com grupos de pressão, nomeadamente, ramos da Maçonaria e conluios de poder com a ambição de ocupar cargos de poder, lê-se no site da rádio TSF.

Posteriormente, numa outra versão do relatório acordado entre os vários deputados, as referências à Maçonaria foram retiradas. O Partido Social Democrata, maioritário no Governo, afirmou que a retirada das referências à influência maçónica nos serviços foi devida às pressões conjuntas do Partido Socialista e do PP-CDS (Partido Popular).

Posteriormente, a imprensa publicou uma lista de conhecidas personalidades pertencentes à loja maçónica portuguesa Mozart. As últimas notícias dão conta de ligações entre maçons da Loja Mozart, da Grande Loja Regular de Portugal (GLRP), e o grupo Ongoing.

Daquela obediência maçónica e dessa loja, segundo vários órgãos de comunicação social revelaram nos últimos dias, fazem parte o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, e um dos seus vice-presidentes, Miguel Santos, para além do presidente da Ongoing, Nuno Vasconcellos, e o antigo diretor do SIED e atual quadro daquela empresa, Jorge Silva Carvalho, escrevia o jornal Público no passado dia 7.

O Jornal de Notícias garante serem às dúzias os maçons presentes na Assembleia da República (Parlamento), sendo que, entre eles, estão os líderes parlamentares dos dois maiores partidos: Luís Montengro, do PSD, e Carlos Zorrinho, do PS, os quais, em conjunto, dirigem 182 deputados, ou seja, quase 80% do plenário.

Vários dos políticos referidos já assumiram nos últimos dias pertencer à Maçonaria, nomeadamente o líder parlamentar do partido governante (PSD) e João Cravinho, antigo ministro. João Cravinho admitiu que pertence a esta sociedade secreta, dizendo que todos os membros deviam assumir publicamente que o são. O ex-ministro diz que é filiado há 15 anos, mas frequentou poucas sessões.

A ideia de que o atual PSD está fortemente influenciado pela Maçonaria deixou o partido fortemente embaraçado, escreve o jornal Expresso.

Estas revelações têm provocado enorme perplexidade e polémica na opinião pública, havendo quem exija que todos os membros da Maçonaria com cargos no Estado se assumam publicamente.  

Não fico tranquilo por saber que há membros da Maçonaria nos serviços secretos, disse Miguel Sousa Tavares, jornalista e escritor, em entrevista televisiva.

Sendo secreta, esse poder /o da Maçonaria/ não está sujeito ao escrutínio público. E isso é perigoso para a democracia.

Mas a coisa fica bem mais grave quando percebemos que naqueles espaços se traficam, em segredo, os segredos do Estado. Ou seja, que estas organizações se apoderam, usando da sua obscuridade, de funções que a democracia reservou ao Estado. Ou que, como é o caso de Luís Montenegro, escondem incompatibilidades de funções.

Ficámos ontem a saber que o advogado e líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, pertence à loja Mozart (…) Montenegro é membro da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Liberdades e Garantias, que tem investigado as irregularidades no SIED. Ou seja, investigador e investigado são colegas de avental numa loja que tem sido envolvida no tráfico de informações secretas, escreve o comentador Daniel Oliveira  no jornal Expresso.

Por sua vez, o grão-mestre do Grande Oriente Lusitano (GOL) – Maçonaria Portuguesa, Fernando Lima, considera que qualquer lei que obrigue os candidatos a lugares públicos a declarar a sua pertença a associações maçónicas é discriminação.

Quando já há quem diga que os próprios jornalistas também deveriam declarar se pertencem ou não à Maçonaria, outros defendem o direito das sociedades secretas.

As instituições democráticas devem ser transparentes, mas a sociedade pode ter organismos secretos, discretos ou exclusivos, sem paredes de vidro. Não podemos confundir instituições com a sociedade em geral. Na sociedade, x pode fazer um clube onde só entram pessoas ricas; y pode fazer um clube onde só entram brancos, e ninguém tem nada que ver com isso; w pode fazer um clube onde só entram crentes em Cristo, e a sua organização pode ser secreta ou discreta. Os maçons têm todo o direito ao seu clube interdito a profanos, e ninguém tem nada que ver com isso. Dizer o contrário é entrar numa lógica de perseguição, escreve hoje o comentador Henrique Raposo no jornal Expresso.

Fonte:http://portuguese.ruvr.ru/2012/01/10/63621716.html

Denúncia de criança indigena queimada no Maranhão é mentira., diz Funai

10/01/2012 - 12h44. JEAN-PHILIP STRUCK - DE SÃO PAULO.

A Funai (Fundação Nacional do Índio) afirma que a denúncia de que uma criança indígena da etnia awá-guajá foi queimada por madeireiros no Maranhão é infundada, e que as histórias sobre o suposto crime não passam de boatos. A fundação também chamou a divulgação do caso de "ato inescrupuloso" e "irresponsável". 

A conclusão foi divulgada num relatório elaborado pela fundação, que deslocou no último fim de semana uma equipe de três servidores para a terra indígena Arariboia, no município de Arame (350 km de São Luís), local onde teria ocorrido o crime. 

Segundo a Funai, a equipe conversou com o índio guajajara Luís Carlos Tenetehara, da aldeia Patizal, citado em textos divulgados na internet como o autor da descoberta do suposto corpo da criança indígena carbonizada. 

De acordo com a fundação, o índio disse que a história não é verdadeira e que os índios awá-guajá, que vivem isolados, não deixaram de ser vistos pelos guajajaras, com quem dividem a mesma terra, após o suposto ataque por madeireiros. 

A fundação também afirma que seus servidores, enquanto circulavam pela terra indígena, flagraram um caminhão conduzido por um não índio. Segundo os servidores, o motorista, que levava um indígena guajajara de carona, contou que tinha autorização dele para retirar madeira da terra indígena. Uma motosserra foi apreendida. 

DENÚNCIA
A denúncia de que uma criança da etnia awá-guajá foi queimada por madeireiros começou a aparecer em blogs de notícias do Maranhão na semana passada. Poucas horas depois já começava a ganhar espaço em redes sociais.
Alguns dos textos afirmavam que o crime tinha ocorrido uma semana antes. Outros, de que havia acontecido em setembro ou outubro de 2011. E todos afirmavam que madeireiros atearam fogo na criança após atacarem os awá-guajá. Depois disso, os índios não teriam sido mais vistos. 

O Cimi (Conselho Indigenista Missionário) disse que índios afirmaram que o suposto crime foi denunciado há meses para a Funai. 

A fundação nega, e diz que informações sobre o caso só chegaram ao seu conhecimento na semana passada, e que ineditamente começou a investigar a denúncia. 

"É lastimável que a sociedade brasileira tenha sido ludibriada de maneira tão vil e levada a crer num fato inexistente que não pode ser sequer classificado como 'brincadeira de mau gosto'. O 'incêndio' causado pela má-notícia na internet foi o verdadeiro atentado à inteligência das pessoas de bem", disse a Funai, em nota. 

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/1032340-denuncia-de-crianca-queimada-no-ma-e-boato-diz-funai.shtml 







Não deveria a Polícia Federal investigar?   
 Fonte:www.viomundo.com.br/voce-escreve/o-estranho-relatorio-da-funai-sobre-o-caso-do-maranhao .html

As serpentes devoradoras de homens das Filipinas.

Pesquisadores descrevem, pela primeira vez, como membros de uma tribo que viveu até recentemente como na pré-história viraram presas de pítons e boas.

Nossa reação às serpentes pode variar do nojo ao horror, da fobia a curiosidade, fascínio, e até mesmo adoração, como em algumas culturas em que são convertidas em deusas.

Essa mistura de repulsa e atração tem sido pesquisada por antropólogos, primatólogos, psicólogos e outros cientistas de diferentes áreas, mas até agora pouco se sabia sobre os perigos destes animais para os extintos hominídeos, e os humanos que vivem atualmente de forma pré-histórica como caçadores-coletores.

A razão é que as cobras engolem suas vítimas inteiras e não deixam fósseis como o fazem os crocodilos ou os mamíferos carnívoros.

Além disso, os limitados estômagos de serpentes fóssilizados encontrados não contêm primatas e os casos de ataques de constritoras a seres humanos em áreas rurais são anedóticos.

Assim, foram os primeiros homens, envolvidos na caça e assentamentos instáveis, um prato para as cobras?

Pesquisadores da SIL Internacional em Dallas, e Universidade Cornell, em Ithaca (Nova York), estudaram um grupo de nativos das Filipinas, os Agta, para obter a resposta.

O estudo, publicado na revista Proceedings of National Academy of Sciences, sugere que as duas espécies estavam prontas para devorar umas as outras, ambas foram presas e predadores, e ambas competiram para comer outros animais.

A complexa teia de relações entre homens e serpentes gigantes começa nas noites do tempo. Até recentemente, os Agta estavam amplamente disseminados nas Filipinas e no Sul da Ásia. No entanto, em 1990, a transição para uma vida sedentária estava completa e agora estão ameaçados de extinção.

Thomas N. Headland, co-autor do artigo, começou a estuda-los em 1962 em Casiguran, na Sierra Madre da província de Aurora em Luzon, quando ainda viviam em pequenos grupos, dormindo em cabanas temporarias, buscando alimento na floresta e comendo carne de animais selvagens todos os dias.

Um homem adulto pesava 44,2 quilos, muito pouco, especialmente em comparação com o tamanho e o peso das serpentes que vivem no Sudeste Asiático.

Uma píton reticulada macho atinge 5 metros e 20 quilos, enquanto as fêmeas podem medir até o dobro e pesar 75 quilos. Com estas proporções, um homem adulto pode muito bem ser um alimento relativamente leve para uma píton fêmea.

Os pesquisadores descobriram uma alta incidência de ataques de píton a indivíduos da comunidade Agta.

As pítons atacaram 15 de 58 homens e 1 em 62 mulheres. Mais homems, provavelmente porque passam mais tempo na selva. Dos homens da tribo, 26% sobreviveram a um ataque de Píton, mas a maioria sofreu mordidas e ferimentos nas extremidades e com menos freqüência nas mãos ou torso, e seis ataques fatais ocorreram entre 1934 e 1973.

Morreram quatro homens e duas mulheres. Os homens geralmente eram atacados quando se aventuravam na selva.

Mas os Agta também devoravam pítons, bem como cervos, porcos selvagens e macacos, que eram, por sua vez, alimento das serpentes, portanto, os seres humanos e as cobras têm sido tanto presas, predadores, e competidores potenciais.

Estes achados, segundo seus autores, demonstram as complexas interações que têm caracterizado a nossa história evolutiva.

Tradução: Carlos de Castro

Fonte: http://moraisvinna.blogspot.com/2011/12/as-serpentes-devoradoras-de-homens-das.html
 

Presidenta Dilma veta Projeto de lei que Regulamenta o exercício das profissões de Catador de Materiais Recicláveis e de Reciclador de Papel.

Através da Mensagem de veto total n° 007 de 09 de janeiro de 2012, que circula hoje dia 10 de janeiro do corrente ano, a Presidenta Dilma comunica o veto total ao Projeto de Lei no 6.822, de 2010 (no 618/07 no Senado Federal), que “Regulamenta o exercício das profissões de Catador de Materiais Recicláveis e de Reciclador de Papel”. Segue abaixo o texto total do veto. 

MENSAGEM


Nº 7, de 9 de janeiro de 2012.


Senhor Presidente do Senado Federal,


Comunico a Vossa Excelência que, nos termos do § 1º do art. 66 da Constituição, decidi vetar integralmente, por inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público, o Projeto de Lei no 6.822, de 2010 (no 618/07 no Senado Federal), que “Regulamenta o exercício das profissões de Catador de Materiais Recicláveis e de Reciclador de Papel”.

Ouvidos, a Secretaria-Geral da Presidência da República e os Ministérios do Trabalho e Emprego, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e da Justiça manifestaram-se pelo veto ao projeto de lei pelas seguintes razões:

“A Constituição Federal, em seu art. 5º, inciso XIII, assegura o livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, cabendo a imposição de restrições apenas quando houver a possibilidade de ocorrer algum dano à sociedade. Além disso, no caso específico, as exigências podem representar obstáculos imediatos à inclusão social e econômica dos profissionais, sem que lhes seja conferido qualquer direito ou benefício adicional, uma vez que as atividades relacionadas aos catadores já estão definidas na Classificação Brasileira de Ocupações – CBO, permitindo o reconhecimento e o registro desses profissionais.”

Essas, Senhor Presidente, as razões que me levaram a vetar o projeto em causa, as quais ora submeto à elevada apreciação dos Senhores Membros do Congresso Nacional.

Fonte: https://mail.google.com/mail/h/pvnh6yjyopw7/?&v=c&th=134d760a957d00bf.
 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Maranhão. Polícia Federal vai procurar corpo de indiozinho assinado e queimado.

por Luiz Carlos Azenha.

O que existe de fato sobre uma criança indígena que teria sido queimada por madeireiros no interior de Maranhão é um relato de testemunhas indiretas, reproduzido por terceiros. Como disse o jornalista Renato Santana, assessor do Conselho Indigenista Missionário, em Brasília, cuidado com o que circula na internet.

O Cimi divulgou uma nota a respeito, em seu site:

O corpo foi encontrado carbonizado em outubro do ano passado num acampamento abandonado pelos Awá isolados, a cerca de 20 quilômetros da aldeia Patizal do povo Tenetehara, região localizada no município de Arame (MA). A Fundação Nacional do Índio (Funai) foi informada do episódio em novembro e nenhuma investigação do caso está em curso.

As suspeitas dão conta de que um ataque tenha ocorrido entre setembro e outubro contra o acampamento dos indígenas isolados. Clovis Tenetehara costumava ver os Awá-Guajá isolados durante caçadas na mata. No entanto, deixou de encontrá-los logo que localizou um acampamento com sinais de incêndio e os restos mortais de uma criança.

“Depois disso não foi mais visto o grupo isolado. Nesse período os madeireiros estavam lá. Eram muitos. Agora desapareceram. Não foram mais lá. Até para nós é perigoso andar, imagine para os isolados”, diz Luís Carlos Tenetehara, da aldeia Patizal. Os indígenas acreditam que o grupo isolado tenha se dispersado para outros pontos da Terra Indígena Araribóia temendo novos ataques.
Conversei também, por telefone, com Rosimeire Diniz, coordenadora do Cimi em São Luís do Maranhão, que confirmou a declaração dada por ela:

“A situação é denunciada há muito tempo. Tem se tornado frequente a presença desses grupos de madeireiros colocando em risco os indígenas isolados. Nenhuma medida concreta foi tomada para proteger esses povos”.
A Terra Indígena Araribóia tem 413 mil hectares devidamente homologados e demarcados. Nela os Tenetehara convivem com os Awá, um povo coletor.

Renato Santana negou a existência de alguma foto do corpo carbonizado. Só uma investigação oficial da Funai pode confirmar se de fato existe o corpo carbonizado e se de fato  é de uma criança. Além disso, é preciso esperar o testemunho direto de alguém que presenciou o episódio para saber se houve crime e, se houve, para tentar identificar os autores.

Dizer que “madeireiros mataram queimada uma criança indígena de oito anos” é, no mínimo, um exagero.

PS do Viomundo: A Funai e a Polícia Federal de Brasília acabam de informar ao repórter Gustavo Costa que equipes locais estão a caminho da reserva para apurar a denúncia.

PS do Viomundo2: Conversamos, por telefone, no Maranhão, com Gilderlar Rodrigues da Silva, do Cimi, e com Luis Carlos Guajajara, indígena. Ambos disseram que, embora não tenham visto pessoalmente o corpo, ouviram de terceiros relatos fidedignos sobre o assassinato. De qualquer forma, ambos disseram que esperam uma apuração oficial para esclarecer o caso. O repórter Gustavo Costa, da TV Record, está empenhado pessoalmente nesta apuração, já que pretende transformar a denúncia numa reportagem de alcance nacional, assim que ela se confirmar.


Abaixo está a foto da “criança indígena assassinada”, que recebi como sendo da criança morta no Maranhão, acompanhada pelo texto a que me referi acima, “madeireiros mataram queimada viva uma criança indígena de oito anos”.

Indiozinho Queimado?
Fonte: http://www.viomundo.com.br/denuncias/os-boatos-na-internet-e-o-relato-da-crianca-queimada.html

USP São Paulo. Aluno NEGRO é agredido por PM dentro do Campus, colegas filmam agressão.


O verdadeiro motivo da PM na USP é finalmente documentado...PM, ao cumprir as designações antidemocráticas do reitor João Grandino Rodas, agride aluno negro arbitrariamente.

Fonte: http://www.advivo.com.br/luisnassif



Atualização do conteúdo: Sargento da PM saca arma, agride aluno da USP (unico negro no ambiente). Segundo o Comando da PM o agressor será afastado.


SÃO PAULO – O comandante da PM Wellington Venezian, responsável pela zona leste, que inclui o câmpus da USP, afastou das ruas o sargento André Luiz Ferreira, que aparece em vídeo agredindo um estudante negro, e o soldado Rafael Ribeiro Fazolin.

O sargento admitiu para o comandante que houve “um desequilíbrio emocional” na abordagem. A corregedoria da PM instaurou uma sindicância para apurar a agressão. O resultado deve sair em até 60 dias.

Segundo Venezienan, a Polícia Militar foi acionada na manhã desta segunda-feira pela Guarda Universitária para retirar os estudantes que ocupavam o local. Ainda segundo a PM, a última entrada restante do Centro de Vivência da USP, a da cozinha, foi coberta por tapumes.

Fonte: http://www.viomundo.com.br/denuncias/pm-saca-arma-e-agride-estudante-dentro-da-usp.html

Diante da repercussão mundial da Música "Ai, se eu te pego", pergunto: seria Michel Teló um gênio?

Faz algum tempo que “Ai, se eu te pego” extrapolou os limites do razoável. O clipe já foi visto mais de cem milhões de vezes e a música ganhou versão até para surdos. O mais impressionante é que o hit não foi lançado por nenhum mega artista pop americano. Não bastasse, a música já existia há três anos, mas só fez sucesso depois que um cantor chamado Michel Teló gravou um vídeo e jogou na internet. Diante da repercussão mundial, pergunto: seria esse cara um gênio?


É prematuro responder à pergunta antes dos próximos dois ou três sucessos, mas é preciso reconhecer alguma competência na popularização mundial de uma música. Você dirá que “gênio” é exagero, e eu, acuado, serei forçado a sacar O Perfume, do Patrick Süskind. Conhece a história de Jean-Baptiste Grenouille?

Nascido em meio a uma feira e expelido pelo corpo da mãe sobre restos de peixe, Grenouille veio ao mundo fadado a morrer cedo. Mas não morre e, graças ao olfato apuradíssimo, consegue, mesmo sem instrução formal, criar o melhor perfume do mundo, capaz de induzir multidões ao amor. A música do Teló não é tão potente, mas fez seu estrago.

Pode ser delírio, vai ver fui afetado pelo hit, mas esse frenesi todo em torno de uma música tosca não te leva a considerar que é possível ser genial mesmo nas esferas mais rasas, como o olfato ou o sertanejo universitário? Não é que ele seja um Mozart ou um Beethoven – não se trata de fundar o erudito universitário –, mas captar o que o povo gosta e conseguir expressá-lo em forma de música ou literatura ou cinema tem lá os seus méritos, por mais que fira sua sensibilidade esteticamente privilegiada.

“Ai, se eu te pego” faz sucesso exatamente por ser simplório – e porque tem dancinha, claro. E umas meninas bonitas no clipe. A música fala sobre a paquera da maneira mais rasteira, ou melhor, simplesmente reproduz a paquera. E, por ser tão simples, todo mundo no mundo inteiro entende. Não engrandece a alma, mas distrai – o que o velho Settembrini diz, lá nA Montanha Mágica, que é o efeito de qualquer música mesmo.

Talvez o incômodo de alguns diante do sucesso de “Ai, se eu te pego” resida na percepção de que a maior parte da população mundial não precisa de mais do que algo do tipo para se satisfazer – hora de baixar as expectativas em relação à humanidade, galera. A pergunta que vai ficar sem resposta é: onde Teló e os compositores da música poderiam chegar se tivessem alguma educação estética? Se te consola, eles não estão nem aí pra isso.

Por:  Rodolfo Borges

Fonte: http://brasil247.com.br/pt/247/cultura/34423/O-erudito-universit%C3%A1rio.htm

Presidente do Banco Nacional Suíço renuncia após escândalo.


O presidente do Banco Nacional Suíço (BNS), Philip Hildebrand, renunciou nesta segunda-feira após ser acusado de enriquecer especulando no mercado de divisas a partir de informações privilegiadas.

Hildebrand contava até agora com o apoio do Conselho Federal (Governo suíço) e da direção do BNS, que haviam aceitado suas desculpas públicas e consideram em bom caminho as investigações que o desculparam.

Fonte: http://portuguese.ruvr.ru/2012/01/09/63574177.html

Eleições 2012 - Prefeito Kassab propõe aliança como o PT em São Paulo.

Prefeito ofereceu a Lula nome do PSD para ser vice na chapa de Fernando Haddad (PT) à sucessão paulistana.

Gesto representa uma guinada na articulação feita até pouco tempo, quando PSD e tucanos discutiam acordo.

NATUZA NERY
CATIA SEABRA
DE BRASÍLIA
 
Gilberto Kassab ofereceu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva um nome de seu partido, o PSD, para ser vice do petista Fernando Haddad na disputa pela Prefeitura de São Paulo, em outubro.
 
A conversa ocorreu na semana passada, quando o prefeito paulistano visitou Lula no hospital Sírio-Libanês, onde ele passa por tratamento de radioterapia contra um câncer na laringe.
 
Na ocasião, segundo a Folha apurou, Kassab teria autorizado o petista a escolher o nome que quisesse dentro da legenda.
 
O novo gesto do prefeito tem potencial explosivo dentro do PT, que é um dos principais críticos da administração municipal.
 
Internamente, diz-se que Lula conseguiu emplacar seu candidato ao partido, mas racharia a sigla se insistisse em impor um afilhado do atual prefeito para a vaga de vice.
 
A oferta de Kassab também representa uma guinada na articulação que ele promovia até pouco tempo, a de tentar unir a sua legenda ao PSDB em uma candidatura única à sua sucessão.
 
Em outubro, ele propôs ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) que os tucanos indicassem um nome para compor chapa encabeçada pelo vice-governador Afif Domingos (PSD).
 
Em troca, o prefeito selaria o compromisso de apoiar a reeleição de Alckmin em 2014. O entendimento, porém, não avançou.
 
JUNTOS
Embora Kassab e Lula não tenham comentado nomes no encontro da semana passada, há pelo menos uma pessoa no PSD com perfil híbrido: Henrique Meirelles, titular do Banco Central nos oito anos de Lula.
 
Procurado, Gilberto Kassab confirmou que a sucessão municipal fora alvo da conversa, mas negou ter discutido formalmente uma possível aliança. Na definição do prefeito, houve apenas uma abordagem superficial.
 
"Foi [algo como] `vamos estar juntos'. Não era o momento apropriado", disse.
 
Ele não esclareceu se desistiu da difícil costura com o PSDB ou se está apenas testando possíveis alianças.
 
O prefeito encontra dificuldade em lançar um candidato competitivo, até porque o recém criado PSD tem direito a tempo minúsculo na propaganda eleitoral.
 
Em dezembro, pesquisa do Datafolha mostrou que Lula ampliou sua força em São Paulo e poderia influenciar o voto de quase metade do eleitorado municipal. O instituto também identificou que a gestão de Kassab atingiu o menor índice de aprovação do segundo mandato: 20%.
 
FSP
 

Petrobras estreia como operadora no Golfo do México.

Pouco conhecida nos EUA, empresa brasileira inicia atividades em dois poços no Golfo do México. Especialistas norte-americanos dizem que padrão de segurança da Petrobras melhorou desde acidente com a P-36, em 2001.

A Petrobras está prestes a estrear no Golfo do México o seu primeiro projeto como operadora. A companhia brasileira já atua na região em parceria com outras empresas, mas, pela primeira vez, terá 100% de controle de um poço de extração.

O início das atividades está previsto para até o fim de janeiro em dois campos: no de Cascade, a Petrobras tem controle total; no de Chinook, a empresa atua em parceira com a francesa Total, com 66,7% de participação. As plataformas, instaladas a 250 quilômetros da costa do estado norte-americano da Luisiana, vão buscar petróleo e gás a mais de "2 mil quilômetros" (sic) de profundidade.

O Golfo do México ainda vive os impactos da tragédia de abril de 2010, quando a plataforma Deepwater Horizon, da britânica BP, explodiu e matou 11 pessoas. Classificado como o "o pior desastre ambiental da história no continente" pelo Greenpeace, estima-se que 780 milhões de litros de petróleo cru tenham vazado para o mar.

Quase dois anos depois do incidente, a extensão do prejuízo ainda é incerta. "Não sabemos muito sobre os impactos nas águas profundas. É difícil chegar até lá, e esse é um problema de longo prazo. Há muitas pesquisas em andamento", disse James Natland, da Universidade de Miami, à DW Brasil.

Tecnologia e segurança
A companhia brasileira vai levar à região a tecnologia FPSO (Floating Production, Storage and Offloading vessel). Trata-se de um navio-plataforma com instalações de produção e estocagem, com capacidade de processar diariamente até 80 mil barris de petróleo e 50 mil metros cúbicos de gás natural.

Segundo a Petrobras, as autoridades norte-americanas elogiaram "a qualidade tecnológica do projeto e ressaltaram a colaboração entre a indústria e o governo americano para a produção segura de recursos de energia no país".

Kenneth Arnold, da consultoria norte-americana WorleyParsons, pondera: "FPSO é uma tecnologia muito comum. É a primeira vez que será usada no Golfo do México, mas há muitos navios como esse ao redor do mundo. Eu não diria que é mais seguro, diria que tem um nível de segurança equivalente ao dos outros sistemas de produção."

Entre as vantagens desse tipo de operação, a companhia brasileira alega que o navio-plataforma pode ser rapidamente desconectado do poço em caso de ameaça de furacão. "O Golfo do México é um negócio arriscado. Evacuações ocorrem praticamente todos os anos devido a furacões", lembrou Natland.

Traumas do Golfo
A primeira plataforma em águas profundas foi instalada em 1947 no Golfo do México – de lá para cá, a produção não parou, salvo o período da moratória imposta por Barack Obama, entre maio e outubro de 2010, em decorrência do vazamento da BP.

O trauma recente desacelerou a atividade no local, mas, segundo Arnold, o cenário está se normalizando. "As atividades estão voltando aos poucos ao nível de antes do acidente. Isso aconteceu apenas porque demorou um pouco para que o governo determinasse qual seria o procedimento de autorização e inspeção dos poços."

Desde a implantação de regulamentações mais severas, em junho de 2010, o Boem (Bureau of Ocean Energy Management), órgão do governo que regula o setor, aprovou 57 planos de exploração e nove planos de desenvolvimento de operações. Estima-se que cerca de 3.500 plataformas estejam em operação no local. 

"As autoridades norte-americanas estão analisando com mais cuidado os planos que estão chegando e liberando as autorizações de uma maneira apropriada", considera Donald Winter, ex-secretário da Marinha dos Estados Unidos e professor na Universidade do Michigan. Dados do Boem mostram que licenças para a exploração de 5.832 blocos foram expedidas até o momento – o que não significa que todas estejam em operação.

Winter presidiu o comitê formado pela Academia Nacional de Engenheiros e pelo Conselho Nacional de Pesquisa que publicou, em dezembro último, um relatório sobre a situação pós-vazamento no Golfo do México. "Foram feitos muitos progressos, tanto do lado da indústria como dos reguladores. Há varias melhorias acontecendo, mais atenção sendo dispensada à segurança, inclusive por parte das empresas", declarou Winter à DW Brasil.

Reputação da Petrobras nos EUA
A marca Petrobras é praticamente desconhecida do público geral nos Estados Unidos, disse Winter. "Mas todos aqueles que trabalham no setor petrolífero conhecem a empresa brasileira", assegurou Arnold.

A companhia recebeu em março de 2011 a licença para iniciar o projeto em Cascade e Chinook. "Anos atrás, a empresa não tinha uma boa reputação. Isso antes de a P-36 afundar", relata Arnold, fazendo referência ao pior acidente da história da companhia. Em 2001, antes de afundar, explosões na plataforma conhecida como P-36 provocaram a morte de 11 funcionários. 

"A empresa fez uma grande mudança em relação à maneira como entende o que é segurança. E passou por transformações significativas nos últimos anos no Brasil. Nos Estados Unidos, a Petrobras está seguindo as regras e regulamentações locais, como qualquer outra companhia", pontua o consultor. "E o governo é muito severo ao checar se as empresas estrangeiras estão seguindo as regras."

Autora: Nádia Pontes - Revisão: Alexandre Schossler
 Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,15651159,00.html

domingo, 8 de janeiro de 2012

Brasil - A música que confortava a Presidenta Dilma no presídio.

Por Vânia. 8 DE JANEIRO DE 2012.
A música que confortou Dilma no presídio e o poder da canção.  Quem não tem uma canção na vida?
Ela que marcou época, o primeiro beijo, a primeira transa, uma viagem, uma mudança, uma situação inesquecível? Música às vezes funciona como cheiro que quando bate nos faz lembrar.

Uma fumaça que passa pode nos levar à beira de um fogão à lenha a quilômetros e quilômetros da metrópole até uma pequena fazenda no sertão.

Por Alberto Villas, em Carta Capital

Para um amor no Recife, de Paulinho da Viola, confortou a guerrilheira Dilma quando estava no presídio / Foto: AFP.

Músicas perdidas no ar vivem grudadas na memória. Mais de três décadas depois ainda hoje quando ouço Ednardo cantando Carneiro viajo até a Rue de la Roquette no outrora mais comunista dos bairros de Paris onde um grupo de exilados ouviu junto a canção pela primeira vez.

“Amanhã se der o carneiro/Carneiro/Vou-me embora pro Rio de Janeiro.”

Tenho um amigo que não pode ouvir Movimento dos Barcos na voz de Jards Macalé. Enfiado num terno no décimo andar de um prédio na Avenida Paulista ele tem vontade de vestir uma calça vermelha, um casaco de general, encher os dedos de anéis e sair por aí, pegar um velho navio acreditando que não precisa de muito dinheiro, graças a Deus.

Voltando à França dos anos 1970 ainda me lembro bem daquele sábado de final de dezembro num quarto de hotel em Gobelins ouvindo numa velha fita K-7 ao lado de Augusto Boal a canção que Chico fez pra ele.

“Meu caro amigo, me perdoe, por favor/Se eu não lhe faço uma visita/Mas como agora apareceu um portador/Mando notícias nessa fita/Aqui na terra tão jogando futebol/Tem muito samba, muito choro e rock and roll/Uns dias chove, noutros dias bate sol/Mas o que eu quero é lhe dizer/Que a coisa aqui tá preta/Muita mutreta pra levar a situação/Que a gente vai levando/De teimoso e de pirraça/E a gente vai tomando, que também/Sem a cachaça/Ninguém segura esse rojão.”

O rei Roberto, esperto, soube traduzir bem tudo isso cantando As canções que você fez pra mim.

“Hoje eu ouço as canções que você fez pra mim/Não sei por que razão tudo mudou assim/Ficaram as canções e você não ficou.”

Algumas músicas ficam mesmo para sempre. Em 1971, a guerrilheira Dilma Rousseff estava comendo o pão que o diabo amassou no presídio da Avenida Tiradentes em São Paulo e era uma canção que muitas vezes confortava aquelas mocinhas que viviam ali naqueles poucos metros quadrados imundos e fétidos. Cada guerrilheira nova que chegava Dilma a recebia com um acalanto porque não estava fácil segurar o rojão.

A história está muito bem contada no livro A Vida quer é coragem de Ricardo Batista Amaral. Quando bati os olhos na pagina 78, fiquei imaginando Paulinho da Viola lendo aquilo. Será que ele sabia que a futura presidenta do Brasil tinha na cabeça, naqueles momentos de aflição, uma canção sua?

A uruguaia Maria Cristina Uslendi conta que em outubro de 1971, toda vez que voltava das sessões de tortura encontrava Dilma de braços abertos “me amparando, me ajudando a usar a latrina quando não tinha forças, me dando sopinhas de colher na boca, me cedendo a parte de baixo do beliche e pondo na vitrolinha de pilhas as melhores músicas da MPB”.

Cristina conta que Dilma sempre pedia a ela que prestasse muita atenção à letra de Para um amor no Recife, uma canção de Paulinho que diz assim:

“A razão por que mando um sorriso/E não corro/É que vou levando a vida/Quase morto/Quero fechar a ferida/Quero estancar o sangue/E sepultar bem longe/O que restou da camisa/Colorida que cobria minha dor/Meu amor eu não esqueço/Não se esqueça, por favor,/Que voltarei depressa/Tão logo a noite acabe/Tão logo este tempo passe/Para beijar você.”

Pois é, existem canções que são verdadeiros rios que passam na vida da gente.
 Fonte: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-musica-que-confortava-dilma-no-presidio

Epidemia - Cólera mata mais de 7 mil pessoas no Haiti e contamina 520 mil.

7/1/2012 11:03,  Por Redação, com ABr - de Brasília.


Colera no Haiti.
Mais de 7 mil pessoas morreram vítimas do cólera no Haiti e cerca de 520 mil foram infectadas pela doença.

A informação é do diretor adjunto da Organização Pan - Americana da Saúde,  Jon Andrus. “É uma das piores epidemias de cólera da história moderna”, disse. Segundo ele, são notificados 200 novos casos da doença por dia.

Para  Andrus, a situação se agrava no Haiti em decorrência do período de chuva. A epidemia de cólera começou em outubro de 2010, nove meses depois do pior terremoto da história recente haitiana – em 12 de janeiro de 2010. A epidemia de cólera no Haiti se estendeu para a República Dominicana, país vizinho, que registrou 363 mortos e 21 mil casos de contaminação.

A suspeita das autoridades estrangeiras é que a cólera tenha sido introduzida no Haiti por militares do Nepal que servem na força de paz na região. Tanto é que a doença no país tem características das formas comuns na Ásia.

Por essa razão, as famílias das vítimas haitianas pedem à Organização das Nações Unidas (ONU) uma indenização de US$ 100 mil por pessoa morta e US$ 50 mil por cada infectado. Mas ainda não há definição sobre o tema.

Cerca de dois anos depois do terremoto, o Haiti ainda busca a reconstrução. Os tremores de terra no país mataram mais de 220 mil pessoas, destruíram prédios públicos e casas, assim como documentos.

Fonte: http://correiodobrasil.com.br/colera-mata-mais-de-7-mil-no-haiti-e-contamina-520-mil-2/352840/

UFF - (Universidade Federal Fluminense) lançou o curso de bacharel em Segurança Pública, o curso foi criado em 2011.

Passo à frente: segurança não é só caso de polícia.

Esta foto não é de antes da Princesa Isabel: é de 1982, em pleno Rio de Janeiro. 

No jornal O Globo de hoje, uma notícia boa, que não deveria ser nova: “daqui a quatro anos, uma turma de formandos da Universidade Federal Fluminense (UFF) receberá um diploma inédito no Brasil: bacharel em Segurança Pública. 

O curso foi criado no fim do ano passado, e suas 60 vagas estão disponíveis para os estudantes que fizeram o Enem no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação”.

Não se trata de “bacharelismo”, mas de que começamos a construir algo que há muito só acontecia de forma casual e limitada: termos planejadores de política de segurança pública com formação multisetorial, que saibam vê-la como um problema mais complexo que o simples (aliás, nada simples) planejamento de ações policiais.

-  Nas faculdades de direito, não se discute segurança pública, mas, sim, como aplicar as leis existentes. As academias militares, por exemplo, ensinam a ser militar, e não a ser policial. 

A lógica é sempre a da repressão Pretendemos intervir nesse mercado. A ideia é criar uma alternativa para os órgãos e institutos de segurança, públicos e privados, para que possam contratar pessoas com uma formação que não seja pensada na associação entre segurança pública e polícia.

- afirma o professor Roberto Kant de Lima, da Faculdade de Direito da UFF, à qual o curso será vinculado.

Na matéria, o coronel da Polícia Militar Robson Rodrigues, ex-comandante das UPPs e mestre em antropologia, elogia a proposta:

- Entender que a segurança pública é de natureza civil é muito importante, pois ela não fica mais fechada dentro de quartéis e delegacias. Avança no nosso processo de consolidação democrática. É uma boa notícia não só para as polícias e secretarias, mas para a sociedade como um todo. A própria PM tenderá a aproveitar quadros de graduações diversificadas, e essa pode entrar no rol das exigidas.

Um passo gigantesco na tão necessária transformação da visão de segurança numa ação integrada, onde a força não se descole da humanidade e do direito, da visão social e que, assim, possa ser eficiente como todos necessitam.  Um caminho que foi desbravado por um homem que, neste momento, deve ser lembrado – usando o título de um lívro que descreve sua obra -  por todos que tem “O sonho de uma polícia cidadã” : o coronel PM Carlos Magno Nazareth Cerqueira.

Um homem de rara inteligência, negro, formado em Psicologia e Filosofia, com 25 anos de experiência policial, que enfrentou o preconceito e a infâmia dos violentos e da mídia, mas que é o semeador de ideias que o tempo tornou vitoriosas, como os programas de policiamento comunitário e integração dos serviços públicos de segurança – e de cidadania – às comunidades pobres.

Fonte: http://www.tijolaco.com/

sábado, 7 de janeiro de 2012

México inaugura ponte mais alta do mundo.

A ponte Baluarte Bicentenário

A ponte Baluarte Bicentenário foi lançada sobre um desfiladeiro profundo na Sierra Madre, no Norte do México.

A obra de arte tem 402,6 metros de altura e 1124 metros de comprimento. É tão alta que debaixo de seu vão central poderia facilmente caber a Tour d’Eiffel de Paris.

A ponte faz parte de uma nova via expressa ligando os estados de Sinaloa e de Durango.

As obras tiveram início em Fevereiro de 2008 e foram concluídas em menos de quatro anos.

Fonte:http://portuguese.ruvr.ru/2012/01/07/63457656.html