segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Bahia. Mulher toca fogo no marido e tenta suicidio.

 
Gilmara Pereira dos Santos
Gilmara Pereira dos Santos, residente na Avenida Ubaitaba, 2226, em Ilhéus, tentou assassinar o marido ateando fogo no corpo dele. 
 
Cláudio Cezar Gonçalves de Oliveira teve 90% do corpo queimado e continua internado em estado grave, no HRLVF. 
 
Após tentar matar o marido, Gilmada Pereira, tentou se matar desferindo uma facada na própria barriga e também está internada, em estado grave, com uma perfuração no abdomen. 
 
Ela passou por uma intervenção cirúrgica, mas foi autuada em flagrante pelo delegado Irineu Alves Andrade.  
 
Gilmara Pereira, após obter alta médica, será transferida para o Presídio Ariston Cardoso. http://correiodoestadobahia.blogspot.com.br/
 
 

Brasil. A igualdade é fundamental para a democracia.

Por Marco Antonio L. Da Carta Capital.

A peculiaridade brasileira, por Mino Carta

Solidão. Às vezes a presidenta que pretende erradicar a miséria parece isolada. Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Solidão. Às vezes a presidenta que pretende erradicar a miséria parece isolada. Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo.
Nos seus derradeiros momentos como senador, Fernando Henrique Cardoso andava pelos corredores do Congresso acompanhado por Norberto Bobbio. Digo, carregava um ensaio do pensador italiano, a analisar um assunto veementemente provocado pela queda do Muro de Berlim: ainda vale falar de direita e esquerda?

A direita mundo afora decretava o fim das ideologias, -enquanto a esquerda mostrava-se reticente. Bobbio entrou em cena e afirmou: nada disso, a dicotomia não se apaga, seria como pretender negar o bem e o mal, a luz e a sombra, a verdade e a mentira. E a verdade, no caso, é outra.

A tese de Bobbio pode ser resumida na seguinte ideia: é automática e naturalmente de esquerda quem se preocupa com os destinos dos desvalidos do mundo e se empenha pela igualdade. Recordam? Liberdade, igualdade, fraternidade. A liberdade por si só não basta à democracia, a igualdade é fundamental. Quanto à fraternidade talvez seja admissível substituí-la pela solidariedade.

A julgar pelo desvelo de ponta de dedos com que FHC carregava o livrinho (ia escrever, sobraçava, mas a obra é de porte modesto) me entreguei à suposição de que o futuro presidente da República rendia-se de bom grado aos argumentos do autor, a confirmar crenças pregressas. No entanto, pouco tempo após, soletraria: esqueçam o que eu disse.

À sombra de FHC presidente, o PSDB tornou-se um partido de direita. Em lugar de abrandá-las, acentuou as disparidades ao aderir à religião neoliberal e sujeitar-se às vontades e interesses do Tio Sam. Sem contar a bandalheira da privataria, a compra dos votos a favor da reeleição e o “mensalão” tucano.

Ao entrevistar o presidente Lula no fim de 2005, pergunto se ele é de esquerda, responde nunca ter sido. “Você sabe disso”, diz, ao recordar os velhos tempos em que nos conhecemos, já faz 36 anos. Jogo na mesa a carta de Norberto Bobbio, observo: “Você sempre lutou a favor da igualdade”.

Deste ponto de vista, há toda uma orientação esquerdista nas políticas sociais implementadas pelo governo Lula e hoje fortalecidas por Dilma Rousseff. E é de esquerda em mais de um aspecto a política econômica do governo atual, mais ousada do que a do anterior ao se desvencilhar das injunções neoliberais.

Nada irrita e assusta mais a direita brasileira do que qualquer tentativa de demolir de vez a senzala. É o que me permito explicar ao correspondente de um jornal americano, perplexo diante dos comportamentos da mídia nativa, sempre alinhada de um lado só. Digo: ela é o instrumento da casa-grande. O estupor do colega do Hemisfério Norte não arrefece: “Mas os governos Lula e Dilma produziram bons resultados para todos, senhores incluídos…”

Defronto-me, de súbito, com a dificuldade de aclarar uma situação incompreensível aos olhos do semelhante civilizado, capaz de usar, para medi-la, o metro próprio da contemporaneidade do mundo. E aos meus condoídos botões segredo: difícil, difícil mesmo, talvez impossível, trazer à luz da atualidade este cenário tão peculiar, de um país que viveu três séculos e meio de escravidão e que, de certa forma, ainda não digeriu o seu passado.

O jornalista americano arregala os olhos: “Mas como é possível que Dilma Rousseff tenha índices de aprovação elevadíssimos e sofra ao mesmo tempo o ataque maciço da mídia?” A presidenta, respondo, pretende erradicar a miséria…

Logo percebo que a peculiaridade verde-amarela envolve o próprio governo. 

Há momentos em que Dilma parece isolada. Solitária. Ela é obrigada à aliança com o PMDB para garantir a maioria em um Congresso inconfiável e a postura do próprio PT é, no mínimo, dúbia. 

Falta ao Brasil desta hora um verdadeiro partido social-democrático, esquerdista no sentido de Norberto Bobbio.

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Banco da Rússia compra 570 toneladas de ouro.

ouro, reservas em ouro
RIA Novosti

Nos últimos 10 anos, o Banco Central da Rússia comprou 570 toneladas de ouro, informa a agência financeira Bloomberg, com referência aos cálculos feitos com a base nos dados do FMI.

Segundo o Banco Central, em 01 de janeiro de 2013, as reservas internacionais da Rússia continham 30,8 milhões de onças troy (cerca de 958 toneladas) de ouro. No dia 01 de janeiro de 2003, o valor análogo constituiu 12,5 milhões de onças troy (cerca de 389 toneladas).

A Bloomberg explica a referida compra de ouro pela "política de nacionalismo de recursos" mantida pela liderança do país. 

A Rússia tornou-se o líder, entre países em desenvolvimento, quanto à compra de ouro. Ao mesmo tempo, os países desenvolvidos, pelo contrário, vendem o metal precioso. 

Durante a última década, a Suíça (877 toneladas) e a França (589 toneladas) venderam a maior quantidade de ouro.

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Reflexão: O BRASIL E O OURO 

 http://maranauta.blogspot.com.br/2012/12/reflexao-o-brasil-e-o-ouro.html

Japão - Navio que transportava 700 Toneladas de Ouro desaparece no mar de Okhotsk. http://maranauta.blogspot.com.br/2012/11/japao-navio-que-transportava-700.html


Discriminação, Confete & Serpentina. A realidade rasga a fantasia.

Por Luciano Martins Costa em 11/02/2013 na edição 732.Comentário para o programa radiofônico do OI, 12/2/2013.
As edições dos jornais da segunda-feira (11/2) de carnaval são o retrato congelado da nova realidade da mídia: nenhum lampejo de criatividade, nenhum brilho, nenhuma tentativa de diferenciar a cobertura. 

A descrição dos desfiles é fria, padronizada como uma planilha de jurado, as páginas repetem os registros da sucessão de carros alegóricos e explicações sobre enredos de desfiles. As imagens de mulheres seminuas poderiam ter sido feitas cinco anos atrás. Eventuais tentativas de reproduzir o humor da festa soam deslocadas nas páginas estáticas.

Como rescaldo da tragédia que ceifou a vida de 239 jovens em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, no dia 27 de janeiro, algumas reportagens citam medidas de segurança tomadas nos grandes bailes do Rio e São Paulo. Ainda assim, ganha espaço a falta de planejamento dos destiles de blocos no Rio, com excesso de público e muita confusão.

No mais, os batalhões de repórteres e colunistas destacados para cobrir os eventos mais badalados se concentram em registrar os sorrisos, acenos e eventuais bocejos de celebridades estrangeiras convidadas sob patrocínio das fábricas de cerveja. Nada muito diferente das crônicas das cortes europeias do século 18.

Em meio à festa, porém, uma página inteira da Folha de S. Paulo chama atenção: traz uma longa entrevista com o presidente do tradicional bloco baiano Olodum, João Jorge Rodrigues, no qual ele denuncia a desigualdade na distribuição dos recursos para o carnaval de Salvador e a tentativa de deslocar os artistas negros para uma área restrita chamada de “afródromo”. O desabafo do dirigente desnuda o segregacionismo que impera na Bahia e que, mal ou bem, era dissimulado durante o carnaval.

Apenas pelo fato de se deslocar da cobertura festiva e alienada e abrir espaço para a realidade em meio à fantasia carnavalesca, a entrevista merece um olhar cuidadoso. Estão ali expostas, de maneira clara, as mazelas da política cultural, que repete na principal festa oficial do país o sistema excludente que ainda persiste na sociedade brasileira.

Terra de uma artista só
A frase mais emblemática do entrevistado representa bem o que o turista e o leitor pode não perceber em meio à empolgação da cobertura jornalística: “A Bahia se tornou a terra de uma artista só – Ivete Sangalo”.

Com amplo espaço de exposição na principal rede de televisão do país, a cantora compete apenas com outra artista branca, Claudia Leitte, com uma imitando a outra continuamente, em jogadas calculadas por assessores de marketing, e ocupando toda a mídia dedicada ao entretenimento. Os blocos de bairros e os grupos tradicionais que reproduzem o que restou da cultura africana ficam longe dos holofotes.

Neste ano, deveria ter sido inaugurado um espaço destinado exclusivamente aos blocos afro, mas acabou suspenso por causa da polêmica que poderia causar. Para o entrevistado da Folha, em vez de dar mais visibilidade aos blocos mais autênticos, o novo circuito acabaria funcionando como um gueto para os negros na Cidade Baixa, deixando livres as áreas mais amplas do bairro de Campo Grande e da Barra, onde costumam se aglomerar as multidões de turistas que passam a festa em Salvador.

“[O carnaval] é discriminatório, segregado, com mecanismos que reproduzem o capitalismo brasileiro: a grande exclusão da maioria em benefício de uma minoria”, diz o dirigente do Olodum. Para ele, Ivete Sangalo é uma “galinha dos ovos de ouro” que atrai os grandes patrocinadores porque tem mais visibilidade, o que prejudica os artistas emergentes.

No mês passado, a cantora já esteve envolvida em polêmica, ao receber um cachê de R$ 650 mil, pagos pelo governo do Ceará, para cantar na festa de inauguração de um hospital na cidade de Sobral, berço político do governador Cid Gomes e seu irmão Ciro. João Jorge Rodrigues, que é mestre em Direito Público, entende que a influência de Ivete Sangalo e de sua principal concorrente, Claudia Leitte, tem caráter étnico: “A força delas é que são cantoras brancas”, afirma.

As declarações do presidente do grupo Olodum podem não representar mais do que uma visão ideologicamente restrita da situação do carnaval na Bahia, mas a inserção da entrevista em meio à cobertura festiva e alienada deste ano desloca a Folha da mesmice da imprensa nacional.

Uma frase do entrevistado precisa ser destacada: “Você passa 359 dias no ano praticando toda forma de violência institucional, de racismo institucional, e quer que em seis dias o carnaval seja democrático?”, pergunta ele.

A realidade rasga a fantasia.

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Salvador. "A capital baiana é campeã mundial de apartheid".

http://maranauta.blogspot.com.br/2013/02/salvador-capital-baiana-e-campea.html

 

 

Hildo Rocha revela ter feito através do governo do estado, mais de 700 convênios, que estão ajudando o Maranhão.

Secretário Hildo Rocha


Hildo Rocha começou sua carreira política em Cantanhede, município há 165 km de São Luís. Lá foi vereador (1992-96), presidente da Câmara Municipal (1994-96) e prefeito por dois mandatos (1997 a 2004). Foi também presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (FAMEM) de 2003 a 2004 e dirigiu em 2005 o escritório regional da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

No ano seguinte foi para Brasília no cargo de assessor especial da liderança do governo do estado e desde 2009 acompanha a governadora em seu governo, primeiramente como secretário de estado da Coordenação Política e Articulação Política, hoje secretaria de Estado de Assuntos Políticos, e mais recentemente, dezembro de 2012, como secretário de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano.

O administrador que começou a carreira na área de comunicação, faz nessa entrevista exclusiva a O Imparcial uma avaliação dos avanços do estado durante sua gestão nas duas secretarias que acumula; fala de sucessão para governo do estado; dos seus planos para 2014, onde revela o desejo de disputar as eleições para Deputado Federal; a derrota da esposa no pleito municipal de Cantanhede e até de sua presença nas redes sociais.

O Imparcial – Quais os principais avanços do Estado nesses dois anos passados de governo, sobretudo nas áreas de cidades e desenvolvimento urbano e articulação política?
 
Hildo Rocha – Os avanços foram muitos: Em 2011 começamos com uma coleta de dados pela demanda da população representada pelos seus segmentos através de seminários regionais com palestras, oficinas e mesas de debate que foram incorporadas ao PPA (Plano Plurianual). Fizemos mais de 700 convênios com municípios em diversas áreas. São parcerias que julgamos importantes porque a obra sai muito mais barata quando ela é realizada através dos municípios.

A governadora já disse que sua pasta tem a responsabilidade de "resolver os pepinos" com as alas contrárias e as que apóiam o governo nos municípios. Além disso, a secretaria é responsável pela relação do executivo com o legislativo. Nesse sentido, seu trabalho no interior do estado e na capital tem sido complicado?
 
Não tem grande dificuldade porque os municípios, assim como os deputados apresentam diversas demandas para várias secretarias e o nosso trabalho é sensibilizar, fazer a aproximação e executar essas demandas. Além do acompanhamento dos projetos de lei que são encaminhados para o legislativo sem deixar perder a sua essência. Temos conseguido êxito nesse relacionamento.

Qual sua avaliação sobre o surgimento de vários projetos industriais no Maranhão. O que tem se viabilizado nas suas secretarias para efetivar esses novos projetos?
 
Foram várias parcerias realizadas em Santo Antônio dos Lopes e municípios vizinhos para que o desenvolvimento não ocorra somente na capital, como acontecia há algum tempo atrás por causa do Porto do Itaqui. Está sendo construída toda uma infraestrutura de energia naquela região. Em Açailândia temos a construção de uma siderúrgica que emprega muita gente e uma aciaria que irá fabricar o primeiro aço verde do mundo e adquirir matéria prima de toda a região, para não depender exclusivamente do capital internacional. Açailândia deixou de ser um pólo madeireiro, para ser um pólo do aço. Ela possui uma localidade muito boa por conta da logística de transporte ao longo da ferrovia Itaqui e a Norte-Sul que brevemente será interligada com o Porto de Santos.

As mudanças nas secretarias estaduais de governo, com Luis Fernando (PMDB) num cargo com maior visibilidade, secretaria de Infraestrutura, onde há inaugurações de um grande volume de obras públicas, já significa uma articulação do governo para as eleições de 2014?
 
Max Barros (PMDB) comunicou à governadora que voltaria a Assembleia com o projeto futuro político dele. O Luís Fernando é bastante competente que substitui a altura Max Barros e que irá tocar as grandes obras do Viva Maranhão com construção e recuperação de grandes estradas, como o Anel da Soja no sul do Maranhão, Via Expressa e sua interligação com a 4º Centenário e urbanização do espigão. A determinação é fazer com que o Maranhão não tenha mais nenhuma sede de município que não seja ligada a estrada asfaltada. Fazendo com que nenhuma sede de município não tenha asfalto. Por ser técnico e político, a governadora achou por bem utilizá-lo nessa pasta.

Luís Fernando será o candidato do grupo?
 
Eu acho que isso será definido mais na frente. Nós temos além de Luís Fernando outros nomes bons, assim como Lobão (PMDB) que já foi governador e hoje é ministro, Gastão Vieira (PMDB) que já foi secretário de educação e hoje é Ministro do Turismo, além do João Alberto (PMDB) que é um senador de grande atuação. Temos muitos maranhenses do nosso grupo que estão em evidência. Nosso grupo político o que não falta são bons nomes. Enquanto que no outro lado só se fala em um nome, o nosso tem vários para ser falado e escolhido pelo grupo.

Com nome cogitado para a vaga de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado e a proximidade das eleições para Deputado Federal em 2014, quais os seus planos futuros?
 
Eu recebi com alegria os comentários que foram feitos a meu respeito pelos conselheiros do Tribunal de Contas, fiquei lisonjeado. Mas é uma vaga que a Assembleia tem que escolher, e eu sou um homem de grupo. Com relação à candidatura a Deputado Federal eu estou a disposição do meu grupo político. Logicamente que eu desejo ser candidato, mas isso quem vai decidir é a governadora Roseana Sarney e o nosso grupo político lá em 2014.

Sua esposa Mirian Rocha (PMDB) foi derrotada no último pleito municipal em Cantanhede pelo atual prefeito que se reelegeu. Houve apoio da governadora para a candidatura dela?
 
Na verdade a governadora não entrou no caso dessa eleição em Cantanhede, como em nenhum município. Ela ficou neutra. O prefeito que ganhou as eleições é aliado da governadora e é do grupo político ligadíssimo ao irmão da governadora (Sarney Filho do PV). Logicamente que concorrer com o prefeito na reeleição é muito complicado e ela mostrou que soube fazer política melhor que nosso grupo político. Eu não pude me dedicar integralmente à eleição da minha esposa porque eu estava trabalhando em outros municípios.

O senhor está presente na internet com contas no facebook e twitter. Como o senhor lida com as novas tecnologias e redes sociais?
 
Sou um homem de comunicação onde tive meu primeiro emprego. Trabalhei na TV e Rádio Difusora. Portanto sou sempre antenado e não vejo nenhuma dificuldade em relação a isso. O relacionamento na rede social é muito bom porque você fica sabendo o que pensam outras pessoas em relação a vários assuntos. Eu acho importante está nas redes sociais, lendo, ouvindo, assistindo e se comunicando com os amigos. Alimento, posto fotos e pensamentos. Tenho cerca de cinco mil amigos, alguns concordam com o que eu digo, outros discordam, mas isso é normal na democracia. 
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Papa Bento XVI decidiu abdicar ao trono do Vaticano.

O Papa, Bento XVI
O Papa Bento XVI decidiu abdicará  em 28 de fevereiro de 2013, relata hoje a agência noticiosa italiana ANSA.

O Papa Bento XVI anunciou nesta segunda-feira (11) que renunciará em 28 de fevereiro, durante um discurso pronunciado em latim durante um consistório do Vaticano, informou à AFP o porta-voz da Santa Sé.

"O Papa anunciou que renunciará a seu ministério às 22h (16h de Brasília) de 28 de fevereiro. Começará assim um período de 'sede vacante'", afirmou o padre Federico Lombardi, em um anúncio praticamente sem precedentes na Igreja Católica.

O pontífice explicou nesta segunda-feira que não tem mais forças para dirigir a Igreja Católica por causa da idade, 85 anos, e anunciou sua renúncia para o dia 28 de fevereiro.

"Depois de ter examinado ante Deus reiteradamente minha consciência, cheguei à certeza de que, pela idade avançada, já não tenho forças para exercer adequadamente o ministério petrino", afirmou o Papa em latim diante do Consistório do Vaticano, segundo a tradução divulgada pela Santa Sé.

 
Fonte: Correio Braziliense 
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Salvador. "A capital baiana é campeã mundial de apartheid".

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Presidente do Olodum, João Jorge Rodrigues, diz que Salvador virou a terra de uma artista só, ao se referir da divisão desigual de recursos em benefício de Ivete Sangalo; para ele, o 'Afródromo' de Carlinhos Brown também empurraria negros para gueto.


11 de Fevereiro de 2013 às 08:41

247 – Presidente de uma das mais tradicionais bandas da Bahia, João Jorge Rodrigues faz uma série de críticas sobre o carnaval. "É um Carnaval discriminatório, segregado, com mecanismos que reproduzem o capitalismo brasileiro: a grande exclusão da maioria em beneficio de uma minoria", disse o líder do Olodum.

Em entrevista para a Folha, ele denuncia um monopólio na divisão de recursos na folia da Bahia. "É a terra de uma artista só - Ivete Sangalo", diz. 

E sentencia: "A capital baiana é campeã mundial de apartheid. Sobretudo nos dias de folia".

Rodrigues também criticou a iniciativa de Carlinhos Brown de lançar um bloco exclusivo para negros, o 'Afródromo': "O que a sociedade mais quer é que os negros escolham um gueto para ir e se afastem da disputa com eles".

O líder do Olodum diz ainda não ver com bons olhos atrações especiais como o sul-coreano Psy no Carnaval: "É mais um retrato de uma Bahia que não valoriza seus artistas, sua negritude".

Leia a entrevista completa de João Jorge Rodrigues, na Folha.
 
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