segunda-feira, 17 de junho de 2013

Manifestação contra reajuste do transporte público cresce e paralisa ruas de São Paulo

Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil.
São Paulo – Desde a primeira manifestação, no dia 6, o Movimento Passe Livre (MPL) prometia parar a cidade de São Paulo caso não fosse revertido o reajuste de R$ 0,20 que elevou as tarifas de ônibus, trens e metrôs para R$ 3,20. 

Com mais de 30 mil pessoas nas ruas, a cidade teve hoje (17) várias de suas principais vias fechadas. Às 22h, as avenidas Rebouças, Paulista e Doutor Arnaldo estavam com o fluxo praticamente interrompido. Durante o protesto também chegaram a ser tomadas pelos manifestantes a Marginal Pinheiros e as avenidas Faria Lima e Luís Carlos Berrini.

O ato começou com uma concentração no Largo da Batata, zona oeste da capital, e seguiu fechando a Avenida Faria Lima nos dois sentidos. Ao contrário da última quinta-feira (13), quando o protesto foi acompanhado por um contingente expressivo da Força Tática, Tropa de Choque e Cavalaria, mal se notava a presença da Polícia Militar (PM). 

Devido a um acordo fechado entre representantes do MPL com o secretário de Estado de Segurança Pública, Fernando Grella, o policiamento apenas interrompeu o tráfego nas ruas por onde os manifestantes passaram. 

A reunião entre o movimento e o governo estadual foi agendada após a repercussão da repressão ao último ato, marcada por denúncias de violência e prisões arbitrárias contra os manifestantes.

Os manifestantes ocuparam as ruas tranquilamente cantando, carregando flores e cartazes. Como o número de participantes era muito grande, os organizadores optaram por incentivar a divisão do movimento. A maior parte seguiu no sentido zona sul, indo até a Ponte Octávio Frias de Oliveira. 

Um outro grande grupo subiu em direção à Avenida Paulista. Em muitos momentos a massa não sabia exatamente por onde seguir. Os grupos de manifestantes se dispersavam e seguiam por avenidas de forma quase aleatória.

A adesão de pessoas que não acompanharam os outros quatro protestos conta o aumento das tarifas acabou também fazendo a manifestação perder um pouco o foco. Muitos cartazes e gritos de ordem falavam de reivindicações genéricas contra a corrupção ou as obras para a Copa do Mundo. 

Além dos “quem não pula quer tarifa” e “mãos para o alto, R$ 3,20 é um assalto”, foi incorporados ao repertório de gritos de guerra o refrão “o povo acordou”. O clima festivo contrastou com as depredações feitas nos outros protestos.

A mudança de perfil pode ser notada até na idade dos manifestantes. "Tem muito jovens, mas eu acho que as pessoas mais velhas precisam vir”, disse a agente socioambiental Mariangela Nicolelis, que foi ao ato acompanhar os filhos de 20 e 24 anos. Somaram-se aos punks, anarquistas, sindicalistas e estudantes, muitas pessoas com a bandeira do Brasil que cantavam frequentemente o Hino Nacional.

O ato pacífico surpreendeu positivamente algumas pessoas que tinham participado das manifestações anteriores. A estudante de comunicação Maíra Moreno, que esteve nos outros quatro protestos, chegou a trazer uma máscara para se proteger das bombas de gás. 

Ela espera que, a partir de agora, as manifestações ganhem cada vez mais força. “A minha esperança é que isso não morra, tem muita coisa para a gente fazer. 

Tinha que ter mais desse tipo de coisa”, disse que se sentiu justiçada por ver uma manifestação ainda maior após os atos da repressão policial.

Edição: Fábio Massalli
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Manifestantes no Rio de Janeiro, deixam rastro de destruição nas proximidades da Alerj

Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil.

Rio de Janeiro - Um rastro de destruição foi deixado pelos manifestantes que seguiram para o Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) e ruas próximas à Rua Primeiro de Março.

Na Rua da Assembleia, pelo menos cinco agências bancárias foram totalmente destruídas. Os atos de vandalismo não ficaram apenas na destruição dos vidros das fachadas dos prédios. 

Um grupo pichou as paredes com palavras de ordem, arrancou mesas e cadeiras, destruiu os caixas eletrônicos e ainda colocou parte do mobiliário no meio da rua.

Várias lojas comerciais foram arrombadas, um carro estacionado na Rua da Assembleia foi completamente destruído, pichado e teve as portas amassadas. 

Vários bares e restaurantes foram obrigados a fechar as portas rapidamente, com medo de depredações.

Algumas barricadas de material plástico colocadas pela PM em frente às escadarias da Assembleia Legislativa foram arrastadas pela multidão até a esquina da Rua da Assembleia, que fica cerca de 100 metros de distância, e muitas delas foram incendiadas. 

Muitas lixeiras foram arrancadas e sacos plásticos com lixo deixados pelos comerciantes para recolhimento pela limpeza urbana foram colocados na rua, onde os manifestantes atearam fogo. Um rolo de fumaça negra podia ser visto de longe.

A situação continua tensa com os manifestantes permanecendo ainda em frente ao Palácio Tiradentes. 

O Batalhão de Choque da Polícia Militar permanece no quartel da Rua Salvador de Sá, no centro, sem ser acionado. A tropa é especializada em acabar com distúrbios.

Edição: Fábio Massalli
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Sobe para 20 o número de policiais militares feridos por manifestantes no centro do Rio

Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil.
Rio de Janeiro - A Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro acabou de informar à Agência Brasil que subiu de cinco para  20 o número oficial de policiais militares feridos depois que manifestantes começaram a jogar coquetéis molotov na porta do Paço Imperial e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). 

Eles também tentaram entrar no prédio da Alerj.

Segundo a secretaria, um dos policiais teve o braço quebrado após ser espancado por um grupo de manifestantes. 

Mais um foi ferido na cabeça.  

Os 20 feridos foram socorridos no local e alguns tiveram que ser removidos para hospitais da cidade. 

Ainda de acordo com a secretaria, policiais militares estão dentro da Alerj para garantir a integridade do prédio. 

No entorno, agências bancárias e lojas tiveram os vidros quebrados.

O Estado-Maior da Polícia Militar continua reunido fazendo o monitoramento da situação no centro do Rio. 

O comando faz também um planejamento de ações que possam garantir a volta para casa de pessoas que estavam no trabalho ou na região onde houve o conflito. 

Ainda há manifestantes em volta da assembleia. 

O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, também acompanha a situação. 

Não há previsão de um pronunciamento do secretário e nem do governador do estado, Sérgio Cabral.

Edição: Fábio Massalli
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Manifestantes entram no prédio da Assembléia Legislativa no Rio de Janeiro.

ATUALIZAÇÃO: 

Tiro fere manifestante em frente ao Palácio Tiradentes no Rio.

17/06/2013 - 22h58
Vladimir Platonow Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Um jovem que participava da manifestação em frente ao Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, foi baleado há pouco. 

O tiro atingiu o braço do rapaz que foi imediatamente socorrido por outros manifestantes. 

Ele foi levado para uma área distante da manifestação onde foi atendido por médicos e estudantes de medicina que estavam no local.

Depois de receber os primeiros socorros, o jovem, cujo o nome não foi divulgado, foi levado consciente para um hospital próximo.

Ninguém soube informar de onde partiu o tiro que feriu o rapaz.

Os manifestantes permanecem em frente ao Palácio Tiradentes. 

Eles colocaram fogo em uma das portas laterais e incendiaram mais um carro estacionado nos fundos do prédio.

Edição: Aécio Amado
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Vladimir Platonow Repórter da Agência Brasil


Rio de Janeiro - O Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa fluminense, foi invadido há pouco por um grupo de manifestantes que se concentram em frente ao prédio, na Avenida 1º de Março, no centro do Rio. 

Eles entraram por uma janela lateral.


Ao mesmo tempo, outro grupo colocou fogo em mais um carro. 

O veículo estava no estacionamento localizado no fundo do prédio. 

Os manifestantes também ateiam fogo, usando resto de móveis retirados de agências bancárias depredadas, em uma das portas laterais do Palácio Tiradentes.


Policiais militares apenas usam bombas de gás para tentar dispersar os manifestantes.


Edição: Aécio Amado.  Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. É necessário apenas dar crédito à Agência Brasil

Link desta Matéria: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-06-17/manifestantes-entram-no-predio-da-alerj-no-rio

Rio de Janeiro, Pânico total na Alerj - Manifestantes fazem fogueira em frente à Assembléia Legislativa com Móveis e Equipamentos de Agências Bancárias depredadas.

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Crédito: Foto Brasil 247.
ATUALIZAÇÃO: Manifestantes fazem fogueira em frente à Alerj com móveis e equipamentos de agências bancárias depredadas.

17/06/2013 - 22h30 - Vladimir Platonow Repórter da Agência Brasil.
Rio de Janeiro – Manifestantes fizeram uma fogueira em frente ao prédio da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). 

Eles usaram móveis, como cadeiras e armários, e equipamentos eletrônicos de agências bancárias invadidas durante o protesto. 

Praticamente todas as agências próximas do prédio tiveram vidraças e caixas eletrônicos quebrados.

A manifestação começou pacífica na Candelária e seguiu em passeata até a Cinelândia sem registrar conflitos. 

De lá, um grupo partiu para a região da Assembleia Legislativa. Os manifestantes tentam entrar no prédio, mas encontram dificuldades por causa das grades de ferro na entrada.

No momento, praticamente não há policiais militares em frente à Alerj. 

Os manifestantes permanecem concentrados no local.

Edição: Juliana Andrade

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Manifestantes incendiaram um carro que estava no estacionamento funcional da Alerj, que é destinada a deputados e a funcionários da assembleia e depredaram uma viatura da Polícia Militar.


17 de Junho de 2013 às 20:57


Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil


Rio de Janeiro -A situação continua incontrolável em frente ao Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Manifestantes incendiaram um carro que estava no estacionamento funcional da Alerj, que é destinada a deputados e a funcionários da assembleia e depredaram uma viatura da Polícia Militar.


Os manifestantes continuam cercando a Alerj, depredando o local e tentando invadir o Palácio Tiradentes. A maioria das pessoas está concentrada em frente à Alerj. O cheiro de álcool e gasolina é muito forte e algumas pessoas chegaram a passar mal.


Dezenas de fogueiras foram acessas pelos manifestantes nas imediações da Alerj.


Leia, abaixo, notícia anterior:


Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil


Rio de Janeiro - Manifestantes chegaram à escadaria do Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), na Rua Primeiro de Março, no centro da cidade. 

O local estava isolado por policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar (PM) e os manifestantes fizeram uma fogueira nas escadarias do prédio, quebraram vidros e picharam o Paço Imperial e quebraram vidros de lojas em frente à Alerj. Neste momento os estudantes ocupam a escadaria da Alerj.


Os policiais tentaram revidar com bombas de efeito moral, mas como o número de manifestantes era muito grande, o batalhão recuou. A PM admitiu que a situação na frente da Alerj está fora controle.


Enquanto isso milhares de manifestantes continuam ocupando a Cinelândia em uma manifestação pacífica.

Edição: Fábio Massalli

Link desta Matéria: http://www.brasil247.com/pt/247/rio247/105637/P%C3%A2nico-total-na-Alerj.htm

Jovens fazem cerco a todas as instâncias do poder.

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Crédito - Foto Brasil 247.
O Congresso e o Palácio do Planalto, em Brasília; a sede da Globo, em São Paulo; a Assembleia Legislativa, no Rio; com violência pontual ou em paz, estudantes, na grande maioria, fazem história na noite desta segunda-feira 17; o poder como um todo é questionado; "Destravou", resumiu ao 247 o deputado federal Ivan Valente (PSOL); "O povo tomou gosto pela rua e não vai sair tão cedo"; após o grosso das manifestações se dispersar, aumentou a tensão em cidades como Rio de Janeiro, Porto Alegre e Brasília, onde manifestantes mais exaltados entraram em confronto com policiais.

17 de Junho de 2013 às 22:08.

Governo está preocupado com manifestações e aberto ao diálogo, diz ministro.

Luana Lourenço Repórter da Agência Brasil.

http://imguol.com/c/noticias/2013/06/15/15jun2013---manifestacao-contra-o-aumento-da-passagem-de-onibus-reune-cerca-de-8000-pessoas-neste-sabado-15-em-belo-horizonte-mg-segundo-a-pm-policia-militar-o-valor-do-transporte-coletivo-foi-1371331453081_1920x1080.jpg

Brasília - O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse hoje (17) que o governo está preocupado com os protestos que estão tomando as ruas pelo país e quer manter diálogo com os movimentos para entender “anseios importantes” que têm levado as pessoas a se manifestar.

“O governo está preocupado com as manifestações, está buscando entendimento e, sobretudo, interessado em abrir o diálogo direto com as manifestações, entendendo o novo significado delas, que são de natureza diferente daquelas com as quais estávamos acostumados a lidar”, avaliou.

Segundo Carvalho, a nova configuração dos movimentos que vão às ruas, sem lideranças ou representantes únicos, torna mais complexas as tentativas de diálogo. “As velhas formas de mobilização são cada vez mais substituídas por essas novas formas, não há mais, como nos movimentos tradicionais, uma direção centralizada ou determinada por um comando, isso faz com que o diálogo, sobretudo em momentos de tensão, torne-se mais difícil”.

Ao citar o protesto do último sábado (15) em Brasília, que terminou com confronto entre policiais e manifestantes, Carvalho disse que o episódio de conflito foi um “incidente” e que a orientação do governo é para que o espaço de livre manifestação seja garantido, sem repressão. 

“A orientação da presidenta Dilma é para que continue em Brasília o clima que nós sempre tivemos, esse clima de livre manifestação, de evitar qualquer forma de repressão”

“Nós lamentamos esse incidente, que se deu em um momento de muita tensão e queremos no diálogo virar essa página e continuar dialogando com os movimentos até para entender o que significa, o que está ocorrendo em todo o país, onde as manifestações crescem e se agigantam e expressam anseios importantes da população e da juventude”, acrescentou.

Carvalho disse que está acompanhando os protestos nos estados e que já percebeu avanços na negociação entre autoridades e manifestantes sobre a realização dos eventos. “Estou percebendo que já houve alguns avanços, algumas mudanças de atitude na posição de alguns governos. 

Em São Paulo, esperamos que a manifestação de hoje ocorra sem tumultos. Será muito importante para a democracia que isso ocorra. Houve um primeiro momento de susto, de impacto, mas agora acho que estão começando, tanto movimentos quanto os estados, estamos convencidos de que é possível que tudo isso ocorra como forma de expressão democrática e não com conflito”, ponderou.

Apesar da disposição para o diálogo, Carvalho disse que é papel do Estado garantir direitos “das maiorias e das minorias” e que vai agir para assegurar a ordem, sempre que possível de forma pacífica. “Nosso papel é garantir a democracia, os direitos democráticos para as maiorias e para as minorias. 

Toda vez que houver ações que eles [manifestantes] considerem legítimas, mas que não criem problemas para a maioria, é papel do Estado tratar de resolver esses conflitos. 

Não vamos nos furtar ao papel de assegurar a lei e a ordem, mas podemos e queremos fazê-lo sempre que possível de maneira pacífica, negociada, ainda que com todas as tensões”.

Edição: Carolina Pimentel

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Link Original desta Matéria: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-06-17/governo-esta-preocupado-com-manifestacoes-e-aberto-ao-dialogo-diz-ministro