terça-feira, 10 de setembro de 2013

Brasil - Criação da AMAZUL - Muito além da geração de energia elétrica.

Criação da AMAZUL cobre um vácuo de empresas prestadoras de serviços na área nuclear no país.
Criação da AMAZUL cobre um vácuo de empresas prestadoras de serviços na área nuclear no país

A Defesa em Debate - AMAZUL: tecnologia nuclear e submarinos do Brasil. Cerimônia de ativação da empresa Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. - AMAZUL, no dia 16 Agosto de 2013, no Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo.

A Defesa em Debate

Nam et ipsa scientia potestas est

  AMAZUL: tecnologia nuclear e submarinos do Brasil

 
Fernanda Corrêa
Historiadora, estrategista e pesquisadora do
Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense.
fernanda.das.gracas@hotmail.com
  Enviada Especial de DefesaNet ao evento da AMAZUL

Dia 16 de agosto 2013, foi uma data histórica para a Marinha do Brasil. Foi ativada a estatal Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. (AMAZUL), no auditório do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP). Durante a cerimônia de ativação da empresa, estiveram presentes na mesa para abrir a Assembléia Pública: Idervânio da Silva Costa, representante do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Almirante Wilson Barbosa Guerra, Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha, Almirante Julio Soares de Moura Neto, Comandante da Marinha, Marco Antônio Raupp, Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Ari Matos Cardoso, Secretário-Geral do Ministério da Defesa, Kátia Aparecida Zanetti de Lima, Procuradora da Fazenda Nacional, e Almirante Ney Zanella dos Santos, Diretor-presidente da estatal.

Além de autoridades militares, estavam presentes na cerimônia de ativação da empresa técnicos, engenheiros, gestores, empresários e parlamentares. A AMAZUL foi criada por autorização da Lei N° 12.706 de 8 de agosto de 2012, sob forma de sociedade anônima, com personalidade jurídica de direito privado e patrimônio próprio e constitui a 126ª estatal brasileira. Esta empresa é fruto das discussões geradas a partir da criação do Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro, em meados de 2008. Os objetivos do Governo em criar esta empresa são impulsionar à inovação na cadeia produtiva tanto do setor de defesa quanto do setor nuclear e promover a independência tecnológica de produtos e equipamentos utilizados pela medicina nuclear.

Os propósitos da AMAZUL são a promoção, o desenvolvimento, a absorção, a transferência e a manutenção de tecnologias sensíveis às atividades nucleares da Marinha e do Programa Nuclear Brasileiro. Além de tornar viável a construção do primeiro submarino nuclear brasileiro e nacionalizar a industrialização do ciclo do combustível nuclear e da própria tecnologia de construção de reatores, contribuirá na estruturação da indústria de defesa, fomentará a implantação de novas empresas no setor nuclear e proporcionará um enorme arraste tecnológico, estimulando a inovação de processos e produtos de aplicação civil e militar.

Inicialmente, o quadro de pessoal da AMAZUL está sendo composto por funcionários da Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON) que trabalhavam no Projeto Nuclear da Marinha. A Marinha abrirá concurso público para contratar funcionários de acordo com o regime da Consolidação das Leis do Trabalho. A absorção de recursos humanos para esta estatal é estratégica, pois, na legislação interna, a Força não tem condições de pagar os funcionários de acordo com o valor de mercado. Com a AMAZUL, os funcionários altamente qualificados receberão salários condizentes com seus currículos e mercado.

Além do Almirante Ney Zanella dos Santos, foram empossados membros da Diretoria-Executiva, o Almirante Intendente Agostinho Santos do Couto, como Diretor de Administração e Finanças, e o Comandante-de-Mar-e-Guerra, Engenheiro Naval e Nuclear, Leonam dos Santos Guimarães, como Diretor Técnico-Comercial da AMAZUL.

A AMAZUL será sediada em São Paulo (SP), no campus da USP, o que remonta a histórica parceria Marinha do Brasil – IPEN – CNEN, que tornou possível a construção das centrífugas de enriquecimento de urânio por ultracentrifugação e o domínio completo do ciclo do combustível nuclear. Se hoje, a INB é capaz de fornecer combustível nuclear aos reatores nucleares brasileiros é graças as conquistas científicas e tecnológicas desenvolvidas pela equipe de civis e militares que, desde a década de 1980, trabalhavam na antiga Coordenadoria Especial (COPESP), no seio da USP, em São Paulo. Nada mais simbólico e estratégico que a AMAZUL também funcione no seio desta Universidade. Além disso, a Marinha foi a primeira instituição militar a recorrer à universidade para estabelecer parceria na formação de engenheiros navais. Desta parceria nasceu o Curso de Engenharia Naval da Escola Politécnica da USP existente desde 1956.

O esforço da Marinha do Brasil em envolver a sociedade em suas atividades nucleares deve ser justamente reconhecido, pois, foram muitos os convites, visitas e palestras à parlamentares tanto ao CTMSP quanto ao Centro Experimental Aramar. Os visitantes conhecem a Oficina Mecânica de Precisão (OFMEPRE), a Unidade Produtora de Hexafluoreto de Urânio (USEXA), o Laboratório de Geração Núcleo-Elétrica (LABGENE), o Laboratório Radioecológico (LARE), o Laboratório de Teste da Propulsão (LATEP) e o Laboratório de Enriquecimento Isotópico (LEI). O LABGENE também será utilizado como local de treinamento para comandantes de submarinos nucleares. São numerosos os discursos e defesa de parlamentares, em assembleias públicas na Câmara e no Senado reforçando a importância do Projeto Nuclear da Marinha (PNM) e do Programa Nuclear Brasileiro para o País.

Em seu discurso, o Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Moura Neto, ressaltou a importância do Projeto Nuclear da Marinha ter sido incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) pelo Governo Federal e que graças à esta inclusão isso assegura a continuidade dos investimentos por parte do Governo.

O Ministro Marco Antônio Rauppfoi enfático em reafirma o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação ao Projeto Nuclear da Marinha. A fim de demonstrar o simbolismo deste apoio, contou que quando a Marinha solicitou que ele escolhesse um representante do MCTI para constituir o Conselho Fiscal da AMAZUL, o próprio Raupp se indicou como membro deste Conselho. Este Ministro enfatizou também a histórica relação da Ciência e Tecnologia no Brasil com a Marinha. Segundo ele, a instituição-mãe do MCTI, o CNPq nasceu fruto do trabalho do Almirante Álvaro Alberto Mota e Silva, na década de 1950.

O nome da estatal faz referência a extensão marítima brasileira que a própria Marinha do Brasil convencionou denominar Amazônia Azul. São 3,5 milhões de km² de extensão territorial no mar e que, se aceito o pleito brasileiro à Comissão de Limites da ONU, pode chegar à 4,5 milhões de km², o que corresponde a mais de 50% da extensão territorial do Brasil. As preocupações do Ministério da Defesa e do Comando da Marinha na parte brasileira do Atlântico Sul não se limitam à pesca e ao Pré-sal, mas também as ricas jazidas de cobalto, ouro, diamante e urânio alocadas nos solos e subsolos do Atlântico Sul.

A Estratégia Nacional de Defesa (END) prevê que a Marinha do Brasil construa 15 submarinos convencionais e 6 submarinos com propulsão nuclear. A AMAZUL, ao tornar possível o domínio de todas as etapas de construção de submarinos nucleares, atendendo a lógica da dissuasão, propiciará ao Brasil ter condições de negar o uso do mar a qualquer interesse escuso que afronte a soberania nacional em águas brasileiras.
 

 
Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A - AMAZUL

Na cerimônia foram empossados os seguintes membros:

Conselho de Administração:

Ministro MARCO ANTONIO RAUPP - Representante do Ministério de Ciência, Tecnologia e inovação;
Dr. ARI MATOS CARDOSO - Representante do Ministério da Defesa;
Sr. IDERVANIO DA SILVA COSTA - Representante do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão;
Almirante-de-Esquadra WILSON BARBOSA GUERRA — Representante do Comando da Marinha - Presidente do Conselho; e,
Vice-Almirante (RM1) NEY ZANELLA DOS SANTOS — Diretor-Presidente da AMAZUL.

Diretoria-Execufiva:

Vice-Almirante (RM1]) NEY ZANELLA DOS SANTOS - Diretor-Presidente;
Contra-Almirante (RM1) AGOSTINHO SANTOS DO COUTO - Diretor de Administração e Finanças, e,
 Capitão-de-Mar-e-Guerra (EN-RM1) LEONAM DOS SANTOS GUIMARÃES - Diretor Técnico-Comercial.

Conselho  Fiscal:

Sr. MARCO ANTÔNIO ALVES - Representante do Ministério da Defesa;
Sra. MARIA DA GLORIA FELGUEIRAS NICOLAU - Representante do Ministério da Fazenda, e,
Contra-Almirante (RM1-IM) FRANCISCO JOSE DE ARAÚJO - Representante do Comando da Marinha - Presidente do Conselho.

DefesaNet - Matérias Relacionadas:

PROJETO DE LEI 3538/12 - Autoriza a criação da empresa pública Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A - AMAZUL e dá outras providências Link

Exposição de Motivos Interministerial nº 00097/MD/MP/MF Brasília, 20 de março de 2012. Link

PROSUB - Projeto cria empresa pública para construir Submarino Nuclear Agência Câmara 16 Maio 2012 Link
Link original desta matéria: http://www.defesanet.com.br/prosub/noticia/11889/A-Defesa-em-Debate----AMAZUL--tecnologia-nuclear-e-submarinos-do-Brasil/
 

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Sistema Prisional - Divulgados nomes e fotos dos 20 fugitivos da CADET.



O Disque-Denuncia divulgou nesta segunda-feira (9), as fotos e nomes dos vinte presos que fugiram por um buraco durante a madrugada de domingo (8), da CADET (Casa de Detenção), do Complexo Prisional de Pedrinhas em São Luís.

1-Bruno Mendes Costa

2-Ari Kelles de Jesus S. (Pelado)

3-Climaco Sousa Nacimento (Márcio Ou Gagun)

4-Creilson Sodré Morais (Louro)

5-Deibson de Carvalho (Perverso)

6-Fábio Raile dos Santos

7-Fabrício Araújo Furtado

8-Ítalo Robert B. da Conceição (Nego Bala)

9-Jean Botelho Matos (Raposão)



10-José R. Campos Neto (Campinho)

11-Júlio C. Baldez Costa (Street)

12- Luís Alfredo S.N (Sergipano)

13-Marcelo Henrique S.D (Bodó)

14-Mircio Andrade Alves

15-Natanael Gomes Lopes (Nael)

16-Rafael Mendonça C. (Niquito)

17-Raimundo A. S Pinheiro (Alonso)

18-Rogério C. Feitosa (Rogerinho)



19-Romário Bandeira da Silva

20-Nome não divulgado


 
Leia mais notícias relacionadas: 

1 - Sistema Prisional de Pedrinhas registra mais uma fuga em massa, 21 presos conseguiram fugir. No ultimo dia 07 mais um preso asassinado, tornando-se a 28ª vítima de homicidio do ano, dentro das unidades prisionais maranhenses.http://maranauta.blogspot.com.br/2013/09/sistema-prisional-de-pedrinhas-registra.html
  
2 - São Luís - Cerca de vinte presos fogem por um túnel da Penitenciaria de Pedrinhas. http://maranauta.blogspot.com.br/2013/09/sao-luis-cerca-de-vinte-presos-fogem.html


Link desta matéria: http://www.gazetadailha.com.br/2013/09/09/70627/

Polícia Federal - Operação Esopo desarticula organização criminosa em 10 estados e no Distrito Federal.


Belo Horizonte/MG – A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal, Controladoria-Geral da União e Receita Federal do Brasil, deflagrou na manhã de hoje (9/9) a Operação Esopo[1], com o objetivo de desarticular organização criminosa que desviava recursos públicos a partir de fraudes em processos licitatórios, em dez estados e no Distrito Federal.

Policiais federais dão cumprimento a 101 mandados judiciais: 44 mandados de busca e apreensão; 20 mandados de sequestro de valores, bens móveis e imóveis; 25 mandados de prisão temporária; e 12 mandados de condução coercitiva. 

Esses mandados são cumpridos na OSCIP, em empresas pertencentes ao esquema criminoso, nas sedes das prefeituras de Araçuaí, Coração de Jesus, Januária, São Francisco, São João da Ponte, Taiobeiras e Três Corações, além de um Instituto do Governo de Minas Gerais, um Ministério do Governo Federal e a FIEMG.

A organização criminosa, formada por uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), empresas, pessoas físicas e servidores públicos de alto escalão, além de agentes políticos, fraudava processos licitatórios, direcionando as contratações de atividades diversas à OSCIP, junto a Prefeituras Municipais, a Governos Estaduais e a Ministérios do Governo Federal.

Uma vez firmado o contrato, os serviços eram prestados com valores superfaturados ou sequer eram executados, com repasses milionários às empresas integrantes da Organização, possibilitando o desvio e apropriação de recursos públicos por parte dos dirigentes da OSCIP, com o consequente retorno de parte desses valores a agentes públicos envolvidos em sua liberação.

As investigações demonstraram, ainda, que a OSCIP já recebeu, somente nos últimos cinco anos, valores superiores a R$ 400 milhões da Administração Pública Federal, Estadual e Municipal, já tendo atuado em 10 estados da Federação e no Distrito Federal.

Os presos responderão, na medida de suas participações, por crimes contra a administração pública, formação de quadrilha, falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, dentre outros. Se condenados, as penas máximas aplicadas aos crimes ultrapassam 30 anos.

Entenda o que é uma OSCIP -  OSCIPs são ONGs criadas por iniciativa privada, que obtêm um certificado emitido pelo poder público federal (MJ) ao comprovar o cumprimento de certos requisitos, especialmente aqueles derivados de normas de transparência administrativas. Em contrapartida, podem celebrar com o poder público os chamados termos de parceria, que representam uma alternativa  aos convênios para ter maior agilidade e razoabilidade em prestar contas.

A lei que regula as OSCIPs é a L. 9.790, de 23 março de 1999. Essa lei traz a possibilidade das pessoas jurídicas (grupos de pessoas ou profissionais) de direito privado sem fins lucrativos serem qualificadas, pelo Poder Público, como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público — OSCIPs e poderem com ele relacionar-se por meio de parceria, desde que os seus objetivos sociais e as normas estatutárias atendam os requisitos da lei.

Entre os objetivos de uma OSCIP estão a promoção de assistência social, da cultura, defesa e conservação do patrimônio histórico e artístico; promoção gratuita da educação ou da saúde; defesa, preservação e conservação do meio ambiente; e promoção do voluntariado e do desenvolvimento sustentável.

Balanço da Operação Esopo.

Belo Horizonte/MG – A OPERAÇÃO ESOPO, deflagrada pela Polícia Federal, na manhã de hoje, 9/9, teve o objetivo de desarticular uma organização criminosa, que desviava recursos públicos em 11 Estados da Federação (ES, MG, MT, RJ, PE, SP, CE, AP, PR, RO e PB), além do DF, a partir de fraudes em processos licitatórios destinados à prestação de serviços, construção de cisternas, execução de festivais artísticos e eventos turísticos.

Foram cumpridos 101 mandados judiciais, expedidos pela Justiça Federal, sendo 25 de prisão temporária, 44 de busca e apreensão (sendo sete em Prefeituras, um em Ministério do Governo Federal e um em Instituto do Governo de Minas Gerais, 20 de sequestros de bens e 12  de condução coercitiva.

O dano ao erário estimado é de R$ 400 milhões, sendo que a investigação apurou ter havido saques de até R$ 850 mil.

Foram apreendidos veículos, uma aeronave, vasta documentação envolvendo o Instituto investigado, R$ 500 mil em espécie, o equivalente a R$ 50 mil em moedas estrangeiras (dólar, euro e libra), joias, relógios importados e drogas. 

Todos os mandados de busca e apreensão foram cumpridos, 22 pessoas foram presas e dez imóveis foram objeto de sequestro.

Será concedida entrevista coletiva, às 11h, na sede da Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais, localizada na Rua Nascimento Gurgel,  50, Gutierrez, Belo Horizonte/MG.

Serviço de Comunicação Social da Polícia Federal em Minas Gerais - Tel.: (31) 3330-5270.
[1] A expressão ESOPO é referência ao fabulista grego, autor da fábula “lupus in ovis pelle”.  Sob a justificativa de atuar em parceria com o poder público, valendo-se de uma alegada expertise em diversas áreas de atuação e sob o falso manto da eficiência, a OSCIP investigada, pertencente ao chamado “Terceiro Setor”, que deveria pautar sua atuação no interesse social e que tem legalmente vedada a possibilidade de auferir lucros, atua como verdadeiro “lobo em pele de cordeiro”, fábula atribuída ao grego ESOPO.
Links destas matérias: http://www.dpf.gov.br/agencia/noticias/2013/09/operacao-esopo-desarticula-organizacao-criminosa-em-10-estados-e-no-df http://www.dpf.gov.br/agencia/noticias/2013/09/balanco-da-operacao-esopo

Sistema Prisional de Pedrinhas registra mais uma fuga em massa, 21 presos conseguiram fugir. No ultimo dia 07 mais um preso asassinado, tornando-se a 28ª vítima de homicidio do ano, dentro das unidades prisionais maranhenses.


Mais uma fuga em massa do Complexo de Pedrinhas. Pelo menos Vinte e um (21) presos  fugiram da cela 6, bloco J, da Casa de Detenção (Cadet) no final de semana. 

A fuga foi descoberta na manhã de domingo (8), após a descoberta de grades serradas nas celas e de um túnel. 
O nome e o número exato dos presos que fugiram não foram divulgados pela Secretaria de Estado de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap). 

Um preso identificado como Claudevan Figueiredo Serra, 26 anos, foi assassinado no sábado (7) no Centro de Detenção Provisória (CDP) com vários golpes de chuço. 

Fonte: jornalpequeno.com.br

NOTICIA RELACIONADA E ESTE TÓPICO: São Luís - Cerca de vinte presos fogem por um túnel da Penitenciaria de Pedrinhas. http://maranauta.blogspot.com.br/2013/09/sao-luis-cerca-de-vinte-presos-fogem.html


Banda Charlie Brown Jr. O ex-integrante conhecido como Champignon, foi encontrado morto com um tiro na boca na madrugada desta segunda-feira.

O ex-integrante da banda Charlie Brown Jr. Luiz Carlos Leão Duarte Junior, conhecido como Champignon, foi encontrado morto com um tiro na boca na madrugada desta segunda-feira (9) em seu apartamento na região do Morumbi.

Champignon chega ao apartamento onde o companheiro de banda foi encontrado morto (Foto: Alex Falcão/Futura Press/Estadão Conteúdo)
Champignon após saber da morte de Chorão. (Foto: Alex Falcão/Futura Press/Estadão)
O baixista tinha 35 anos e estava em seu segundo casamento. A Polícia Civil investiga a hipótese de que ele tenha cometido suicídio. Vizinhos disseram que a polícia foi chamada depois de ouvirem barulho de tiro vindo do apartamento do baixista por volta de 0h30. Policiais militares e uma equipe do Samu foram ao local e já encontraram Champignon morto.

O corpo do baixista foi retirado do apartamento por funcionários do Instituto Médico-Legal (IML) pouco antes das 5h. O caso será registrado na 89º Delegacia de Polícia, em São Paulo.
A mulher do baixista, que estava em casa no momento do disparo, foi levada para um hospital da região em estado de choque.

O corretor de imóveis Alexandre Benaion, 40 anos, que mora no mesmo andar do apartamento do casal, foi o primeiro a chegar para prestar socorro. "Eu ouvi um tiro, fui ver o que era e o rapaz já estava caído, cheio de sangue", disse. O corretor disse ter ficado surpreso com o suposto suicídio, porque o músico aparentava ser uma pessoa tranquila.

 CONTINUE LENDO AQUI... http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2013/09/musico-champignon-e-encontrado-morto-em-sp.html

Brasil - Abin cria sistemas para proteger dados do governo.

Lisandra Paraguassu - Brasília .
Enquanto a presidente Dilma Rousseff espera que os Estados Unidos esclareçam "tudo" sobre a suspeita de espionagem de autoridades do País, o governo brasileiro tem prontos equipamentos que podem aumentar a proteção das comunicações da mandatária e de seus ministros. Há pouco mais de um mês, técnicos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) apresentaram ao Palácio do Planalto dois novos produtos que permitem criar áreas seguras, criptografadas, dentro de computadores e tablets.
 
Feitos para proteger dados de espiões e sistemas de monitoramento, o CriptoGOV e o cGOV devem estar prontos para uso nos próximos dias. Os novos equipamentos foram apresentados no Planalto em 14 de agosto a representantes de mais de 30 ministérios. 
 
O sistema, muito mais simples que os existentes hoje, é uma espécie de pen drive chamado de Plataforma Criptográfica Portátil (PCP), que pode ser conectado em qualquer porta USB, acompanhado de um aplicativo. O sistema cria áreas seguras no computador, em outro pen drive ou na própria plataforma. Ali, os documentos que forem criados são automaticamente criptografados. Com o cGOV, esses documentos podem ser transmitidos pela internet também sob segurança. 
 
Os técnicos da Abin acreditam que a facilidade de operação do sistema permitirá que a presidente, ministros e outros servidores com acesso à informações sensíveis passem a usar com mais frequência os sistema de criptografia. Até o escândalo que revelou a espionagem americana no Brasil, ministérios, a Presidência e empresas com informações sensíveis tinham dificuldade de encarar o uso da proteção de dados como necessidade primária. 
 
Hábito - A Abin criou há alguns anos telefones - fixos e móveis - com transmissão criptografada que dificultam a decodificação de conversas sigilosas. Dilma tem telefones fixos em suas salas, no Planalto e no Alvorada, e também um dos celulares, criptografados. Outros ministros, como Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Luiz Alberto Figueiredo (Relações Exteriores) e Celso Amorim (Defesa) também possuem aparelhos fixos e móveis protegidos. Mas a maioria revela certa dificuldade de usá-los. 
 
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, revelou que, apesar de ter o celular seguro, a presidente quase nunca o usa. O ex-chanceler Antonio Patriota usava o fixo mais para receber chamadas. Tinha o cuidado de, ao falar de assuntos sensíveis, evitar seu próprio celular - variava entre os dos assessores -, mas raramente carregava o seguro. 
 
Amorim parece ser um dos únicos que têm o hábito de usar o aparelho protegido. Mas conversas mais sensíveis com os Comandantes das Forças são feitas pessoalmente. 
 
Depois da denúncia de que os EUA monitoravam as comunicações de Dilma e assessores próximos, aumentou o interesse pelos equipamentos da Abin. Eles devem começar a ser distribuídos nos próximos dias. Quase todos devem receber tanto os telefones quanto os novos sistemas de codificação. Com a criptografia, espiões podem até acessar e-mails ou telefonemas, mas conseguirão ver e ouvir apenas ruídos e códigos. 
 
Considerada de primeira linha, a criptografia brasileira é a chance mais palpável de proteger dados sigilosos. Hoje, o País não tem estrutura para ter uma internet independente, cujos dados não passem pelos EUA - todos os cabos de transmissão e os 13 hubs existentes são americanos. 
Enquanto a criptografia fornecida por empresas privadas tem "portas dos fundos" deixadas pelas empresas para que a Agência de Segurança Nacional (NSA) possa quebrar seus códigos, como revelou o jornal The New York Times, o projeto nacional não teria esse problema. Se implementado, ministros como José Eduardo Cardozo, da Justiça, poderão voltar a usar seus tablets, recentemente trocados por caderninhos de papel por medo da espionagem. 

domingo, 8 de setembro de 2013

Bahia - Vídeo denuncia atentados e campanha de ódio contra indígenas em Buerarema.

Crédito : Reprodução
Um vídeo, produzido pelo Movimento Projeto Popular (MPP,) denuncia o clima de tensão criado no município de Buerarema, na Bahia, entre indígenas Tupinambás da Serra do Padeiro, latifundiários e a população local. 
Os Tupinambás lutam pela demarcação das suas terras tradicionais, que possuem um total de 47 mil hectares e foi iniciada na região uma campanha de ódio contra os indígenas, com outdoors que acusam os Tupinambás de serem “falsos índios” e afirmam que as demarcações de terra trazem miséria, fome, desemprego, morte e até mesmo genocídio para a região de Buerarema.

Na última quinta (05), um carro oficial do Instituto Federal da Bahia (IFBA) foi interceptado na região por quatro homens e incendiado com a participação da população presente no local. Além do motorista, o veículo transportava três professores do IFBA, entre eles o indígena Edson Kaiapó.

Após o carro ser interceptado, os colegas orientaram Edson Kaiapó a voltar de táxi para Itabuna. Mas, no caminho de volta, o táxi foi parado por pessoas desconhecidas, que espancaram e ameaçaram de morte o professor do IFBA.

Leia o relato de Edson Kaiapó:

Mais um carro (oficial) incendiado e professores e motorista da Licenciatura Intercultural Indígena do Instituto Federal da Bahia (IFBA) ameaçados. Foi hoje, por volta das 11h: um grupo de quatro capangas interceptou o carro do IFBA, em São José da Vitória, nas proximidades de Buerarema.

Eu estava com os professores João Veridiano (Antropólogo), a professora Julia Rosa (História Indígena) e o motorista. Tínhamos concluído atividades da LINTER em Olivença e estávamos a caminho de Pau Brasil, onde teríamos atividades na aldeia Caramuru (Pataxó Hã Hã Hae). Os capangas pararam o carro e disseram: “tem um índio no carro” e, em seguidas, fomos violentamente expulsos do carro e o veículo foi levado por eles.

Fui orientado pelos colegas de trabalho a voltar de táxi para Itabuna, uma vez que os capangas demonstravam ódio contra índios. Foi o que eu fiz. No entanto, o taxi foi interceptado em Buerarema e lá fui espancado e ameaçado de morte por pessoas desconhecidas.

O carro do IFBA foi incendiado e jogado no meio da BR, na cidade de São José da Vitória. Os colegas de trabalho estão bem, na delegacia da cidade. E eu, nem sei onde estou… Escondido? De quê mesmo? Não cometi nenhum crime.

A violência contra nossos povos não recua e toma proporções alarmantes.

As autoridades pouco esforços mobilizam contra esse estado de coisas.

Veja o vídeo do Movimento Projeto Popular: http://www.youtube.com/watch?v=F2QIzFIRJ3E