quarta-feira, 11 de abril de 2012

Relembrando - Apruma defende melhorias para os professores e para a Ufma

**Jornal Pequeno – Quais as principais metas para essa gestão que assumiu agora o comando da Apruma?
Vilemar Gomes Silva* – Nossa luta geral é pela defesa da educação pública gratuita em todos os níveis, com padrão unitário de qualidade e de condições de trabalho, carreira docente única, salários dignos, fortalecendo o nosso sindicato nacional - Andes-SN, e a unidade da luta com o movimento social autônomo e classista. Nas lutas específicas, defendemos a Previdência Pública Integral, com os demais servidores públicos federais; defendemos a proposta de Carreira de Professor Federal, elaborada pelo Andes-SN; lutamos pelo estabelecimento de limites do número de alunos / turma e de horas aula, em no máximo 12 por semana para quem tem 40 horas; defendemos a autonomia departamental e dos campi, combatendo os quatro períodos por ano e o período especial; defendemos a definição de limite/critérios de abertura de novas turmas; e, lutamos contra qualquer mudança na estrutura administrativa da Ufma, sem prévio debate com toda comunidade universitária.
JP – Qual é a expectativa da Apruma em relação à continuidade das aulas neste início de período, na Ufma?
VGS – Considerando o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), criado em abril de 2007 pelo governo federal, prevendo a ampliação das vagas na educação superior, ocorrerá uma sobrecarga de todos os setores da universidade, uma vez que o ingresso de uma maior quantidade de estudantes, com os recursos disponíveis e os já aplicados por meio do referido programa, é incompatível com o aumento da demanda de procedimentos administrativos e acadêmicos decorrentes de matrículas, solicitações de diplomas, aproveitamento de disciplinas, capacidade de espaço físico etc., bem como dos serviços prestados por entes privados, como por exemplo: transportes coletivos, serviços de fotocópia, cantinas com instalações que cumpram exigências sanitárias mínimas etc.. A Ufma aderiu ao Programa em 2007 com metas iniciais de criação de 1.580 novas vagas, 920 vagas em novos cursos noturnos de graduação, projetos pedagógicos para os 15 novos cursos de graduação. A oferta de vagas e de cursos tem expandido além desses números. Para agravar a situação, o campus está cheio de obras, que parecem não ter fim. Por outro lado, sob a ótica da realização de atividades de mobilização, seminários, debates, sobre vários temas, a diretoria da Apruma, recém-empossada, tem procurado estreitar o diálogo com a comunidade universitária, especialmente com o(a)s professore(a)s.
JP – A entidade tem denunciado a existência de obras caras e intermináveis na Ufma. O que tem acontecido, na realidade?
VGS – De modo geral, defendemos obras de manutenção, de reformas e de ampliação das edificações de todos os campi da universidade. Entretanto, as obras devem ser regulares ao longo do tempo e com recursos garantidos constitucionalmente, independentemente de quem esteja ocupando o governo federal e a reitoria. O Reuni trouxe recursos financeiros para construção, ampliação e reforma na Ufma. Constatamos uma grande quantidade de obras, caras e com uma suposta pretensão de resolver problemas acumulados ao longo de décadas. Para ilustrar os altos valores das obras, com os aditivos ocorridos durante sua execução, citamos alguns exemplos. O convênio para construção do Pórtico do Campus do Bacanga foi firmado em 14/09/2010, com valor inicial de R$ 409.051,78 e prazo de entrega de 90 dias. Foi feito um aditivo (http://www.jusbrasil.com.br/diarios/26364816/dou-secao-3-29-04-2011-pg-44), com vigência até 04/01/2012. A data da contratação da obra da TV Universitária foi em 16/12/2008, com prazo de 120 dias e valor de R$ 795.912,53. Esta teve um aditivo de R$119.889,98 e ainda não foi concluída (http://www.jusbrasil.com.br/diarios/33008157/dou-secao-3-08-12-2011-pg-43). Outros exemplos de obras demoradas são o Paulo Freire, a Casa da Justiça e o Prédio e o anexo da Biologia.
JP – A entidade vem denunciando também a interiorização da universidade ‘sem as condições necessárias de funcionamento’. Qual é o quadro?
VGS – A interiorização do ensino superior no Maranhão, no âmbito da Universidade Federal do Maranhão – Ufma além do campus em São Luís – contava com quatro campi nas cidades de Chapadinha, Codó, Imperatriz, Bacabal e Pinheiro. A partir de 2010, novas unidades foram criadas, a exemplo dos Campi de São Bernardo, Grajaú e Balsas. Muitos são os desafios que docentes, discentes e técnicos administrativos enfrentam nesta instituição, dentre eles destacamos: quadro insuficiente de servidores técnico-administrativos e docentes frente ao aumento de demanda do Reuni; atraso nas obras e com uma crescente falta de espaço para salas de aula, gabinetes de professores, laboratórios e demais demandas. Lutar para reverter a situação exposta acima é um dos compromissos que a Apruma - Seção Sindical do Andes-SN tem em sua pauta local, pois defendemos a expansão e universalização do sistema público federal de ensino superior, com qualidade socialmente referenciada.
JP – Qual é a situação também em relação às fundações de apoio à Ufma?
VGS – As Fundações ditas de apoio ao desenvolvimento da Ufma e do Hospital Universitário têm servido a finalidades que extrapolam seus objetivos. A Fundação Josué Montello, por exemplo, pagou R$ 235.924,89 para terceirizados do Ministério da Educação. Para a Comissão de Processo Administrativo Disciplinar (Processo n° 23123.000345/2005-95), a direção da Fundação à época deu sua justificativa, atribuindo o pagamento à consultoria para diminuir custos do HUUFMA. O TCU e o Ministério Público têm investigado os movimentos financeiros e os bens dessas Fundações.
JP – Os problemas da Barragem do Bacanga têm sido denunciados pela Apruma há anos. A situação tem piorado?
VGS – Sim, a situação tem piorado. Duas das comportas da barragem, que servem para controlar o nível da água na lagoa, foram completamente perdidas, gerando erosão, comprometendo toda a parte estrutural da barragem do Bacanga. Já existem paredes de contenção que estão desabando para dentro do lago. A situação como um todo, coloca em risco a segurança da comunidade que reside no entorno da Barragem, bem como das pessoas que trafegam sobre a mesma, em especial da comunidade Universitária que se desloca para a Ufma diariamente. Com a chegada do período chuvoso a situação tende a se agravar. Segundo o Projeto Básico de Engenharia para Reforma do Sistema de Comportas e Obras Complementares da Barragem do Bacanga, elaborado em 2003 pela Proenge Engenharia de Projetos e Sistemas Ltda, sob encomenda da antiga Gerência Metropolitana de São Luís, a situação do local já se encontrava crítica naquele ano.
Em 2006 a Apruma encaminhou ofício ao governo do Estado, alertando para a necessidade de manutenção corretiva na estrutura e no sistema de comportas da Barragem. Em fevereiro deste ano encaminhamos ao secretário de Infraestrutura, um novo pedido de providências.
JP – Como é esse episódio da retirada de 26% dos salários de um grupo de professores?
VGS – A Unidade de Referência de Preços foi um mecanismo de correção salarial criado pelo Plano Bresser (1987) para repor perdas inflacionárias. Sua extinção em 1989 ocorreu com perdas salariais de 26,05%, o que provocou ações judiciais encaminhadas por trabalhadores e sindicatos em todo o Brasil. Vitórias em vários tribunais foram obtidas até 1994. Por meio de ação judicial movida em 1989, a Apruma, por meio de sua assessoria jurídica, também conquistou para docentes da Ufma, a inclusão deste percentual. Em 1992, a administração superior da Ufma extendeu este percentual aos professores que ingressaram na carreira a partir de 1990, mediante resolução administrativa. Esta decisão foi tomada com base na lei de isonomia salarial que vigorava para os servidores públicos civis e militares, bem como da autonomia universitária expressa no artigo 207 da constituição federal. Em 7 de julho de 1999 ocorreu a desincorporação da parcela dos 26,05 % de um grupo de 148 professores. A assessoria jurídica impetrou um mandado de segurança visando impedir a supressão do percentual. O mérito do mandado de segurança foi julgado procedente pela sentença do juiz de primeiro grau. Entretanto, foi interposto recurso de apelação pela Ufma, o qual foi julgado 10 anos mais tarde, ou seja no início deste ano pelo Tribunal Federal da 1ª Região, o que ocasionou na recente supressão deste percentual. Este assunto foi tratado na última assembleia da Apruma, que definiu por aguardar mais um pouco para uma ação.
JP – No plano nacional, o Andes-SN protocolou a pauta de reivindicações específicas dos docentes das instituições federais de ensino, junto aos mistérios do planejamento e da educação. Quais as principais reivindicações?
VGS – Garantia de financiamento público estável e suficiente para as IFES, assegurando incrementos compatíveis para a expansão com qualidade, tal como apresentado no Plano Nacional de Educação (PNE) da Sociedade Brasileira; garantia de que o caráter publica da Universidade, sua autonomia constitucional e a função social da atividade docente sejam os elementos definidores das políticas de financiamento e do estabelecimento das relações de trabalho; garantia das condições adequadas para que o exercício do trabalho docente se desenvolva fundamentado no princípio da indissociabilidade entre ensino pesquisa e extensão, em busca do padrão unitário de qualidade; garantia de carreira única para todos os docentes das IFES; garantia de aposentadoria Integral, de forma a assegurar a paridade entre ativos e aposentados, resguardando o poder aquisitivo dos proventos, além de todos os direitos e vantagens percebidos quando do direito da aposentadoria; e garantia das condições para que as IFES cumpram a sua responsabilidade de oferecer educação pública gratuita, democrática, de qualidade para todos, como direito social e dever do Estado, combatendo todas as formas de precarização.
JP – O que prevê a PEC 270 / 08, que foi aprovada em segundo turno na Câmara e seguiu para o Senado?
VGS – De acordo com o texto, o servidor que entrou no serviço público até o final de 2003 e já se aposentou ou venha se aposentar por invalidez permanente terá direito a proventos calculados com base na remuneração do cargo em que se der a aposentadoria, sem uso da média das maiores contribuições, como prevê a Lei 10.887/04, que disciplina a matéria. A PEC foi aprovada na Câmara, no último dia 14 de fevereiro, por 428 votos contra três. O texto segue agora para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde será discutido e votado, antes de seguir para dois turnos de discussão e votação em plenário.
JP – Algo mais a acrescentar?
VGS – Vamos concluir dizendo que a Associação de Professores da Ufma (Apruma), uma seção sindical da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior Andes-SN, filiado à Central Sindical e Popular – Coordenação Nacional de Lutas (CSP-COLUTAS), tem clareza de que a precarização do trabalho docente, desvalorização de sua carreira, o fetichismo do produtivismo acadêmico, implantação do Reuni, Ensino à Distância (Ead), Universidade Aberta do Brasil (UAB), abertura à expansão de Instituições Privadas de Ensino Superior, o projeto de previdência complementar dos Servidores Públicos Federais, bem como outras políticas do governo federal para educação superior fazem parte de um projeto maior do governo federal, que visa atender a interesses privados, aprofundando o ataques aos direitos sociais. Diante desses ataques, a Apruma defende a luta unificada com o conjunto do movimento social autônomo e classista.
* eleito para mandato de dois anos, iniciado em janeiro. Ele integra o Departamento de Engenharia de Eletricidade da Universidade Federal do Maranhão há 22 anos, é mestre pela Universidade Federal da Paraíba e doutor pela Universidade Federal de Santa Catarina; e atua no movimento sindical docente desde os primeiros momentos, tendo já integrado diretorias anteriores da Apruma como secretário-geral e vice-presidente.
** Entrevista dada ao Jornal Peuqeno em 19 de Março de 2012.
Fonte. http://www.apruma.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=610:apruma-defende-melhorias-para-os-professores-e-para-a-ufm&catid=42:entrevistas&Itemid=133

terça-feira, 10 de abril de 2012

Brasil planeja enviar 300 militares para Líbano.

Por Alina Stewart.
 
O Brasil enviará ao menos 300 militares para o Oriente Médio.

O contingente ajudará a Força Interina da ONU no Líbano (Unifil) e será a segunda maior participação das Forças Armadas Brasileiras em missões de paz, perdendo apenas para a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah).

A concretização só depende do aval do Congresso, que deve votar o pedido feito pelo Ministério da Defesa e Itamaraty ainda neste mês.

As operações na costa libanesa, previstas para o fim do primeiro semestre, ajudarão a Unifil, que passa a ocupar também o vilarejo de Ghajar depois da retirada das tropas israelenses. A região, motivo de tensão com o grupo islâmico libanês Hezbollah e as forças sírias, situa-se na fronteira entre Israel, Líbano e Síria.

Dentro do contingente da Marinha, estará o contra-almirante Luiz Henrique Caroli, 52 anos, indicado pelo Brasil para chefiar a força naval da Unifil - composta por outras nacionalidades como alemã, grega e turca - além de um capitão-de-mar-e-guerra (equivalente ao posto de coronel no Exército), quatro oficiais e quatro praças, conforme explicou ao iG o contra-almirante Paulo Mauricio Farias Alves. “A missão da Força-Tarefa da Marinha (FTM) da Unifil é prevenir a entrada não autorizada de armas e materiais relacionados em águas territoriais libanesas”, explicou Alves. “A FTM também pode realizar tarefas de perseguição, redirecionamento e abordagem de embarcações, se requerida pelas autoridades libanesas”.

Segundo Alves, a área das operações marítimas será de aproximadamente 110 por 48 milhas náuticas na costa libanesa. Além disso, a Marinha Brasileira estuda enviar uma fragata para compor a força marítima local.

O interesse da ONU na contribuição do Brasil, segundo Alves, teria sido motivado pela “estatura” do Brasil no cenário internacional, além do desempenho em missões de paz e a aceitação entre os países da região. A Indonésia também havia se candidatado, mas o fato de o país asiático ser majoritariamente muçulmano fez com que Israel vetasse.

História
Esta é a segunda vez que o Brasil envia tropas ao Oriente Médio. Em novembro de 1956, um batalhão integrou forças de paz na região de Suez, depois do armistício entre Egito e Israel.

O vilarejo de Ghajar possui 2 mil habitantes. Israel capturou Ghajar da Síria durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Mais tarde, uma demarcação feita pela ONU do território libanês incluiu o norte de Ghajar, deixando a parte sul sob o controle israelense. Mesmo após o fim da ocupação militar de Israel no sul do Líbano, em 2000, os soldados israelenses permaneceram no vilarejo, alegando razões de segurança.

Atualmente, a maioria dos moradores de Ghajar se considera síria, apesar de muitos terem obtido a cidadania israelense durante a ocupação. A maioria é contra o controle libanês da área. O vilarejo é dividido em dois pela Linha Azul da ONU, uma demarcação de fronteira entre o Líbano e Israel determinada pela ONU, para monitorar a retirada unilateral de Israel do Líbano. As famílias residentes estão espalhadas pelos dois lados da Linha Azul, enquanto escolas e prédios municipais estão do lado israelense.

Fonte: IG

http://moraisvinna.blogspot.com.br/2012/04/brasil-planeja-enviar-300-militares.html

Problema em emissão de cartões com chip prejudica implantação do Registro de Identidade Civil.

Daniella Jinkings - Repórter da Agência Brasil.

Brasília - Lançado há mais de um ano pelo Ministério da Justiça, o Registro de Identidade Civil (RIC), que deveria substituir a carteira de identidade de pelo menos 2 milhões de pessoas, ainda não saiu do papel. 

De acordo com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, um problema de execução no programa prejudicou a emissão dos cartões com chip. “Houve um problema de execução, inclusive do cartão, que, acredito eu, possa ser resolvido em um curto espaço de tempo. Há um atraso nesse programa, mas é justificável”, explicou o ministro.

A nova identidade é um cartão magnético, com impressão digital e  chip  eletrônico, que incluirá informações como nome, sexo, data de nascimento, foto, filiação, naturalidade e assinatura, entre outros dados. 

A estimativa do Ministério da Justiça é que a substituição da carteira de identidade seja feita ao longo de dez anos. De acordo com Cardozo, o RIC estava sendo implementado pelo ex-secretário executivo Luiz Paulo Barreto. Com a troca de comando da secretaria, o programa passará a ser responsabilidade da nova secretária executiva, Márcia Pelegrini, empossada ontem (9). “É um programa complexo, conta com a necessidade de uma pactuação com os estados. Ele [o projeto] andou, mas acho que ainda falta muito.”

Em dezembro de 2010, além da cerimônia de lançamento, foram veiculadas campanhas publicitárias em rede nacional de rádio e TV. O objetivo, na época, era implantar o projeto piloto em Brasília, Salvador, Hidrolândia (GO), Nísia Floresta (RN), Rio Sono (TO), no Rio de Janeiro e na Ilha de Itamaracá (PE).

Os moradores dessas cidades, contemplados na etapa inicial, seriam escolhidos aleatoriamente e receberiam uma carta indicando a possibilidade de troca do RG pelo RIC. Pelo menos 125 mil pessoas receberiam o RIC nessa primeira etapa. Segundo o ministério, o investimento no primeiro ano alcançaria cerca de R$ 90 milhões. “Pedimos um relatório atualizado para que, diante da saída do Luiz Paulo Barreto, possamos tomar pé da situação e fixarmos um cronograma bastante rígido. Vamos esperar esse relatório para vermos que medidas poderemos tomar”, disse o ministro da Justiça.

De acordo com Cardozo, ainda não há previsão para a implantação total do programa nem para a troca das cédulas da carteira de identidade pelo RIC.

Edição: Talita Cavalcante

Leia também:
Cadastro para novo registro de identidade civil deve começar em janeiro
Começa convocação para troca do RG pelo novo registro de identidade
Transição de governo atrapalha emissão dos novos registros de identidade civil

FONTE.http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-04-10/problema-em-emissao-de-cartoes-com-chip-prejudica-implantacao-do-registro-de-identidade-civil

Câmara aprova PEC que cria a carreira de procurador municipal.

Iolando Lourenço - Repórter da Agência Brasil.

Brasília - A Câmara dos Deputados aprovou hoje, em segundo turno, por 406 votos a 1, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que cria a carreira de procurador público municipal. 

A proposta permite que os municípios organizem a carreira de procurador público. 

A PEC será agora analisada em dois turnos pelo Senado.

Pela Constituição, somente a União, os estados e o Distrito Federal mantêm a carreira de procurador. A eles, cabe a função de representar judicialmente o ente federado e fazer a consultoria jurídica necessária.

De acordo com a justificativa da PEC, a criação da carreira de procurador municipal possibilitará aos municípios a melhoria do controle preventivo, com pareceres jurídicos mais elaborados, além de uma representação judicial mais eficiente na defesa dos interesses municipais.

Edição: Rivadavia Severo

FONTE. http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-04-10/camara-aprova-pec-que-cria-carreira-de-procurador-municipal

Comissão do Senado propõe legalização de cabaré.


São Paulo – Proposta da comissão do Senado de reforma do Código Penal prevê o fim de punições para donos de prostíbulos. A ideia dos especialistas em direito que compõem a comissão é acabar com o que chamam de “cinismo” moral da atual legislação. Na prática, dizem eles, a proibição dos prostíbulos só serve para que policiais corruptos possam extorquir os donos dessas casas.

“O Código deixará de ser o paladino da moral dos anos 40. A proibição não faz mais sentido”, afirma o procurador Luiz Carlos dos Santos Gonçalves, relator-geral da comissão, cujo objetivo é preparar um anteprojeto para ser submetido aos parlamentares.

Pela legislação em vigor, quem mantém casas de prostituição está sujeito a pena de reclusão de 2 a 5 anos mais multa. Já a prostituição em si não é criminalizada, tampouco é regulamentada no país.

Se aprovada no Congresso, a mudança abrirá caminho para a regulamentação da profissão. Isso porque será possível estabelecer vínculos trabalhistas entre o empregado do prostíbulo e o empregador, como já ocorre em países como Alemanha e Holanda.

“É uma reivindicação histórica do movimento de prostitutas”, afirma Roberto Domingues, presidente da ONG Davida e assessor jurídico da Rede Brasileira de Prostitutas.

O empresário Oscar Maroni Filho, 61, que foi condenado em primeira instância por explorar a prostituição em um hotel de São Paulo, defende a reforma. “Já sofri muito com isso. Alguns desses processos que tenho ocorreram porque eu não quis pagar pau para a polícia”, afirma ele.

Pela proposta, que deve ser enviada para a apreciação do Senado no final de maio, os trabalhadores terão de estar no prostíbulo de forma espontânea e, claro, não poderão ter menos de 18 anos.

Se o dono da casa obrigar a pessoa a se prostituir, incluindo casos em que há dívidas envolvidas, estará sujeito a penas de 5 a 9 anos. A proposta de reforma do Código Penal também endurece as penas por exploração sexual de menores de 18 anos.

Pelo texto já estabelecido pela comissão, a pena para quem explorar a prostituição de crianças e ou de adolescentes passará de 4 para 10 anos de reclusão. A pena atinge quem praticar o ato e, novidade, o dono do prostíbulo.

Hoje, segundo o relator da comissão, praticamente não existe punição para quem faz sexo com uma prostituta adolescente com mais de 14 anos.

No que se refere ao sexo com crianças com menos de 14 anos, a atual legislação, alterada nesse aspecto em agosto de 2009, já estabelece penas muitos duras, pois o ato passou a ser considerado estupro de vulnerável. Já com a reforma, se a criança estiver num prostíbulo, o dono também será incriminado.

Decisão recente do Superior Tribunal de Justiça causou controvérsia ao absolver um homem que manteve relação sexual com menores de 14 anos porque elas já eram prostitutas. A decisão foi baseada na legislação anterior, pois o caso ocorreu antes de 2009.

Fonte. http://www.blogdodecio.com.br/

Irmãs de quatro e seis anos morrem após chupar pirulito em Barra do Corda no Maranhão; mais seis mortes são investigadas.

Carlos Madeiro
Do UOL, em Maceió  .

A Polícia Civil do Maranhão está investigando a morte de duas irmãs, de quatro e de seis anos, que morreram por suspeita de envenenamento. 

As meninas passaram mal após comprarem pirulitos em uma banca de doces no município de Barra do Corda (437 km de São Luís).

Outras seis ocorrências em condições semelhantes teriam ocorrido nos últimos meses na comunidade e também estão sendo analisadas por policiais e Conselho Tutelar.

A morte das duas crianças ocorreu no último sábado (7). As meninas moravam e compraram os pirulitos na Vila Nenzin, comunidade pobre da periferia da cidade, que tem 82 mil habitantes.

Segundo a mãe, as meninas começaram a passar mal instantes depois de chuparem os pirulitos. Imediatamente após perceber os sintomas, a mulher levou as duas crianças para o hospital da cidade, mas a criança de quatro anos já chegou sem vida.

A menina de seis anos ainda foi socorrida e seria encaminhada para atendimento em São Luís, mas não resistiu e morreu ainda na ambulância, antes mesmo de pegar a rodovia a caminho da capital maranhense.

A polícia informou que toda a mercadoria que era vendida pelo ambulante na banca foi apreendida e passará por perícia a fim de descobrir se existia algum produto tóxico. Foram solicitados dois laudos – dos institutos Médico Legal e de Criminalística. Os resultados deverão sair na próxima semana.

Conselho Tutelar

“Nós temos poucas informação até agora. No sábado, chegou essa informação de que as crianças supostamente tinham sido envenenadas, e mandamos os corpos para São Luís para análise”, disse o escrivão da delegacia de Barra do Corda, Irapuru Pereira.

Moradores informaram à polícia que outras seis mortes misteriosas teriam ocorrido nos últimos seis meses na comunidade, mas que os óbitos ainda não foram confirmados.

“Nessa comunidade seis crianças tiveram o mesmo problema e morreram. 

Mas não nos foi passada nenhuma documentação.

Estamos com uma equipe apurando para saber as circunstâncias dessas mortes para sabermos se há relação com o consumo desses doces”, afirmou.

A investigação das mortes das crianças também está sendo acompanhada pelo Conselho Tutelar, que confirmou ter recebido a informação de outras mortes na comunidade.

"Nós estivemos na comunidade no dia da morte dessas irmãs, e tomamos conhecimento, por vizinhos, de que outras crianças teriam morrido nas mesmas circunstâncias. Achamos por bem deixar passar a fase inicial do abalo da família das irmãs para voltarmos lá, esta semana, e apurarmos melhor sobre essas mortes", disse o conselheiro Antônio Charles Oliveira.

FONTE.http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/04/10/irmas-de-quatro-e-seis-anos-morrem-apos-chupar-pirulito-no-maranhao-mais-seis-mortes-sao-investigadas.htm

UFMA. Indicativo de Greve. Dia 10 de abril - Assembléia Geral dos Professores.

A Diretoria da APRUMA - Associação de Professores da Universidade Federal do Maranhão – Seção Sindical do ANDES - SN, nos termos do artigo 13 de seu Regimento Interno, convoca os seus associados para Assembleia Geral Extraordinária, no dia 10 de abril de 2012 (terça-feira), às 16:30h, no Auditório Ribamar Carvalho - Área de Vivência - Campus UFMA.

Pauta:Eleição de delegados para o I Congresso da CSP-CONLUTAS de 27.04 a 01.05.12 – São Paulo;
Deliberação sobre adesão à paralisação nacional dos dias 24 e 25 de abril de 2012;
Discussão sobre indicativo de greve por tempo indeterminado para o mêsde maio;

Informes;

Parecer jurídico sobre a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – EBSERH;

Outros encaminhamentos.

Vilemar Gomes Silva
Presidente da APRUMA
Gestão 2012 – 2014

.....................................

UFMT - Indicativo de greve é definido para 15 de maio. 

Os profissionais pedem aumento salarial, plano de carreira e formação continuada.

JUCIARA SANTOS
Os professores da UFMT estiveram reunidos, durante toda essa tarde (03),  na Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso, para discutir a paralisação da classe em todo o estado. A classe decidiu por paralisações nos dias 13,19 e 25 de abril, além de definir 15 de maio como indicativo de greve geral.
 
Dia 13 de abril, será organizada uma mobilização interna, para prestar esclarecimentos à sociedade. No dia 19 de abril, será feita uma paralisação de todas as universidades federais e no dia 25, está marcada uma assembleia com a adesão de todos os servidores públicos, incluindo Receita Federal, INSS e outros.
 
A medida foi tomada pelo não cumprimento do acordo, feito em setembro do ano passado, quando o governo prometeu aos professores um aumento de 4% e pagamento de gratificações no dia 31 de março de 2012.

De acordo com o presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (ADUFMAT), Carlos Alberto Eilert, esta aprovada uma paralisação nacional dos professores de todo o Brasil. “No dia 25 de abril está confirmada uma paralisação entre todas as entidades que participam do movimento”, afirmou o representante.

Desde começo de março, os professores da UFMT estão em assembleia geral permanente. Com essa medida, eles podem cruzar os braços a qualquer momento.

Entre as exigências, os professores pedem o plano de carreira, de dois em dois anos, em 13 níveis. 

Dessa forma, o professor transitaria por todos eles em 26 anos. Segundo o sindicato, o governo segue ainda com uma estrutura alongada hierarquizada em classes e níveis, criando inclusive uma nova classe (sênior), acima do professor adjunto; quanto à remuneração, a categoria quer uma linha única no holerite, diferente do governo, que mantém a política de gratificações; também propõe a ascensão por experiência acadêmica, formação continuada e avaliação do trabalho docente no contexto da avaliação institucional, colégios de aplicação e cargos para concurso para docentes nas instituições federais.

  Fonte:http://reportermt.com.br/mais_lidas/noticia/17069
            http://blogdoedwilson.blogspot.com

Nova lei facilita fiscalização da população em prefeituras.

O cidadão comum vai ganhar no dia 16 de maio uma nova arma no combate à corrupção. Na data, entra em vigor a chamada Lei de Acesso à Informação, que obriga todo órgão público a fornecer, em 30 dias, qualquer documento que for solicitado.

A Lei nº 12.527, sancionada em 18 de novembro de 2011, pela Presidenta da República, Dilma Roussef, regulamenta o direito constitucional de acesso dos cidadãos às informações públicas e é aplicável aos três Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, com vigência depois de decorridos 180 (cento e oitenta) dias da publicação.

Sua sanção representa mais um importante passo para a consolidação do regime democrático brasileiro e para o fortalecimento das políticas de transparência pública.

Com a Lei de Acesso à Informação, a obtenção de listas de pagamentos, contratos, notas fiscais e outros documentos importantes para o controle do orçamento público devem ser facilitadas.

A Lei institui como princípio fundamental que o acesso à informação pública é a regra, e o sigilo somente a exceção. Para garantir o exercício pleno do direito de acesso previsto na Constituição Federal, a Lei define os mecanismos, prazos e procedimentos para a entrega das informações solicitadas à administração pública pelos cidadãos. Além disso, a Lei determina que os órgãos e entidades públicas deverão divulgar um rol mínimo de informações proativamente por meio da internet.

As regras para a classificação de informações sigilosas, aquelas deverão ter o seu acesso restrito por determinado período de tempo, são rigorosas e justificam-se pela salvaguarda da segurança do Estado ou da própria sociedade. Também estão previstas medidas de responsabilização dos agentes públicos que retardarem ou negarem indevidamente a entrega de informações.

O Brasil tem agora o desafio de assegurar a implementação efetiva da Lei, enfrentando questões de natureza cultural, técnica, tecnológica e de caráter administrativo para a operacionalização do sistema de acesso às informações públicas. Um ponto fundamental nesse processo será a capacitação dos servidores, dado que sua atuação será fundamental para o sucesso dessa implementação.

A CGU, como responsável pela coordenação dos esforços de implementação no âmbito do Governo Federal, adotará medidas para apoiar a capacitação dos servidores públicos federais, a estruturação dos serviços de informações ao cidadão em órgãos e entidades do Poder Executivo Federal e o estabelecimento de procedimentos para o funcionamento do sistema de acesso a informações públicas. A Controladoria-Geral da União será uma instância responsável por decidir sobre recursos a pedidos de informação negados no âmbito do Executivo Federal.

FONTE. www.nave.wordpress.com/2012/04/09/nova-lei-facilita-fiscalizacao-da-populacao-em-prefeituras/

Nas mãos de juíza goiana a liberdade de Cachoeira


Nas mãos de juíza goiana a liberdade de Cachoeira

                       Juíza Laurita Vaz

 

 

Juíza Laurita Vaz, que pode libertar Carlos Cachoeira, é goiana e nasceu na pequena Anicuns, a mesma cidade de Demóstenes Torres; o advogado criminalista Márcio Thomaz Bastos já embolsou R$ 5 milhões, na primeira de três parcelas do pagamento; habeas corpus pode ser julgado a qualquer momento

247 – Caiu nas mãos da juíza Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça, o pedido de habeas corpus impetrado pelo criminalista Márcio Thomaz Bastos. 

Ex-ministro da Justiça do governo Lula, Bastos negociou por R$ 15 milhões a assessoria jurídica ao contraventor, que está detido num presídio de segurança máxima em Mossoró (RN). O valor foi dividido em três parcelas iguais, das quais a primeira já foi paga.

A curiosidade é que o pedido de habeas corpus caiu nas mãos da juíza Laurita Vaz, que, assim como Cachoeira, é goiana. Outra coincidência: ela nasceu na pequena Anicuns, a mesma cidade natal do senador Demóstenes Torres. Ambos se formaram na mesma universidade: a PUC de Goiás.

Cachoeira foi preso em 29 de fevereiro e provocou um tsunami político. Sua rede de influência pode provocar a cassação do senador Demóstenes e de outros políticos goianos, com os quais ele mantinha estreito relacionamento.

FONTE. http://brasil247.com/pt/247/brasil/52807/Nas-maos-de-juiza-goiana-a-liberdade-de-Cachoeira.htm

Ação sobre caça-níqueis em Goiás é examinada no STF pelo Min. Gilmar Mendes

 
Por Assis Ribeiro De JusBrasil.

Gilmar Mendes avalia processo estratégico para Cachoeira

O encontro em Berlim entre o senador Demóstenes Torres (GO) e o ex-presidente e atual ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, no final do ano passado e o fato de uma enteada do ministro, Ketlin Feitosa Ramos, ter ocupado cargo de livre nomeação no gabinete do senador, entre setembro de 2011 e 2 de abril deste ano, quando foi exonerada --, têm, queira-se ou não, um felpudo pano de fundo jurídico. Está sob a responsabilidade de Mendes, no STF, um processo de maior interesse de Demóstenes e, especialmente, do contraventor Carlinhos Cachoeira, preso em Mossoró, pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, e do govenador de Goiás, Marconi Perillo.

o Cível Originária 767 ( clique para acessá-la - é só digitar ACO 767 na pesquisa ), iniciada no Estado. Tem como réus a empresa Gerplan Gerenciamento e Planejamento Ltda, que pertence a Cachoeira, e o Estado de Goiás, no qual o governador Perillo assinou decreto que, na prática, resgatou da ilegalidade as videoloteiras (máquinas caça-níqueis). 
 
Os autores são o Ministério Público de Goiás e o Procurador-Geral de Justiça do Estado de Goiás. No cabeçalho das atuais quase mil páginas está definido seu tipo: Assunto: Direito Administrativo e Outros/Matéria de Direito Público/Atos Administrativos/Licenças/Jogos de Bingo e/ou caça-níqueis. Trata diretamente da confirmação ou derrubada do decreto estadual de Perillo sobre o retorno à legalidade, no Estado, do negócio de exploração comercial de caça-níqueis.
 
O controle do jogo ilegal em Goiás é de Carlinhos Cachoeira. A decisão final sobre esse processo tende a gerar repercussão em todo o País, abrindo uma janela, em caso de ser favorável à Gerplan e a Goiás, para a volta dos bingos e das maquininhas caça-níqueis em outras unidades da Federação.

O processo chegou à mesa de Mendes, para um despacho que pode ser decisivo, no dia 29 de fevereiro, depois de uma longa e totalmente documentada tramitação no STF (confira aqui ).

O dia 29 de fevereiro de 2012 também foi a data em que Cachoeira foi preso. Até a quinta-feira 5, o magistrado ainda não havia dado a sua decisão. Depois de dois anos de investigação, a data da prisão de Cachoeira pela PF coincidiu com o avanço da papelada no Supremo. Como se trata de uma decisão estratégica aos interesses do contraventor, de complexa reversão, caso venha a ser conferida a seu favor, a igualdade de datas pode ter sido bem mais que uma ironia do destino.

O processo sob o juízo de Mendes tem origem em Goiás. Um decreto do governado Perillo resgatou, na prática, a exploração da chamada videoloteria (as máquinas caça-níqueis) para a legalidade. O MP de Goiás e o Procurador-geral de Justiça do Estado entraram com um pedido de liminar para suspender a aplicação do decreto. A peça assinada por Perillo beneficiava diretamente a Gerplan - Gerenciamento e Planejamento Ltda, a empresa de Cachoeira que explorava casas de bingo e pontos de caça-níqueis. 

A 3ª Vara da Fazenda Pública do Estado concedeu o pedido de liminar, mas, mais tarde, essa decisão foi considerada improcedente. Diante da possível perda da causa, os promotores e procuradores de Goiás resolveram levar o caso à União, notificando a Advocacia Geral da União sobre a importância do assunto. A prevalecer o decreto, afinal, o jogo estaria legalizado em Goiás, o que potencialmente poderia levar a situações idênticas em outros Estados. Com a União na cena, o caso foi levado ao Supremo e, ali, foi distribuído a Mendes.

O ministro já anotou, sobre o mesmo processo, uma decisão digna de comemoração por Cachoeira e Perillo, além do senador Demóstenes. Ele negou provimento ao pedido feito pelo Ministério Público de Goiás para suspender a decisão da justiça estadual que permitia a exploração dos caça-níqueis. Ao negar o pedido de liminar, porém, o ministro Mendes tomou uma decisão que, necessariamente, seria igual a de qualquer outro juiz. 

Ele apenas observou que a data de entrada do recurso pelo Ministério Público de Goiás ultrapassou o prazo legal de trinta dias sobre a decisão da justiça estadual. Em complemento, Mendes aceitou o pedido da Procuradoria Geral da União para acompanhar, na condição de assistente litisconsorcial ativo a tramitação do processo.

A decisão está abaixo:
ACO/767 - AÇAO CÍVEL ORIGINÁRIA
Classe: ACO
Procedência: GOIÁS
Relator: MIN. GILMAR MENDES
Partes AUTOR (A/S)(ES) - MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES) - PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS
RÉU (É)(S) - GERPLAN GERENCIAMENTO E PLANEJAMENTO LTDA
ADV.(A/S) - MARCELO JACOB BORGES
ADV.(A/S) - JEOVAH VIANA BORGES JUNIOR
RÉU (É)(S) - ESTADO DE GOIÁS
PROC.(A/S)(ES) - PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE GOIÁS
INTDO.(A/S) - UNIAO
ADV.(A/S) - ADVOGADO-GERAL DA UNIAO
Matéria: DIREITO ADMINISTRATIVO E OUTRAS MATÉRIAS DE DIREITO PÚBLICO | Atos Administrativos | Licenças | Jogos de Bingo e/ou Caça-níqueis
Decisão: Trata-se de ação civil pública, com pedido de medida liminar, proposta pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MP/GO) contra o Estado de Goiás e a GERPLAN Gerenciamento e Planejamento Ltda. perante o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás. O MP/GO sustenta, em síntese, que o Governo do Estado de Goiás instituiu, por meio de decreto, a modalidade de loteria instantânea e que a Lei 13.762/00, que alterou lei que dispõe sobre a exploração do serviço de loteria e congênere no Estado de Goiás, previu expressamente a possibilidade de exploração de videoloteria (caça-níquel). O juízo da 3ª Vara da Fazenda Pública Estadual/GO proferiu decisão deferindo a liminar. Posteriormente, no entanto, a ação foi julgada improcedente (fls. 599-616).

O MP/GO interpôs apelação, arguindo a nulidade da sentença (fls. 599-616). O Estado de Goiás e a GERPLAN apresentaram contrarrazões à apelação, alegando, em síntese, a intempestividade do recurso e, quanto ao mérito, a sua improcedência (fls. 738-742 e 711-726, respectivamente). A Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de Goiás ofereceu parecer no sentido do conhecimento e provimento do recurso (fls. 747-762). O TJGO determinou a remessa dos autos à Advocacia-Geral da União para manifestação acerca de possível interesse da União no feito. 

Devidamente intimada, a União requereu seu ingresso na relação processual na condição de assistente litisconsorcial ativo, bem como a remessa do feito ao Supremo Tribunal Federal, na linha do que dispõe o art. 102If, daConstituição. Em atenção ao requerimento da União, os autos foram remetidos a esta Corte, abstendo-se o desembargador relator de apreciar o pedido de ingresso da União no feito.

A Procuradoria-Geral da República apresentou parecer pelo deferimento do ingresso da União na relação processual, bem como pela procedência da ação cível originária. Decido. Em primeiro lugar, defiro o pedido de ingresso da União na relação processual na qualidade de assistente litisconsorcial do Ministério Público do Estado de Goiás, na forma do art. 54 do Código de Processo Civil, recebendo o processo no estado em que se encontra. Reconheço, portanto, a competência desta Corte para apreciar a apelação de fls. 623-640. 

Verifico que o recorrente foi intimado da sentença no dia 20 de agosto de 2002, conforme a certidão de fl. 622. No carimbo de protocolo do recurso, no entanto, consta a data de 25 de setembro de 2002, posterior ao término do prazo de trinta dias previsto nos arts. 508 e 188 do Código de Processo Civil. Notória, portanto, a intempestividade do recurso, tendo a sentença de fls. 599-616 transitado em julgado. Ante o exposto, nego seguimento à apelação (art.. 21, 1º, RISTF). Publique-se. Int.. Arquive-se. Brasília, 2 de fevereiro de 2012. Ministro Gilmar Mendes Relator Documento assinado digitalmente.

No longo tempo em que está atento a este processo, o ministro Mendes já deu decisões, também, francamente contrárias aos interesses da Gerplan e de Cachoeira. O recurso extraordinário 363130, por exemplo, teve seu seguimento negado por Mendes em decisao de 7 de novembro de 2002. Abaixo:

RE/363130 - RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Classe: RE
Procedência: GOIÁS
Relator: MIN. GILMAR MENDES
Partes RECTE.(S) - BRASIL INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE MÁQUINAS RECREATIVAS LTDA
RECTE.(S) - GERPLAN GERENCIAMENTO E PLANEJAMENTO LTDA
ADV.(A/S) - CRISTOVAM DO ESPÍRITO SANTO FILHO
RECDO.(A/S) - MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS
DECISAO : Trata-se de recurso extraordinário interposto com base no art. 102IIIa, daConstituição Federal, contra acórdão de Turma Recursal Julgadora da Comarca de Catalão-GO que, confirmando sentença, manteve a busca e apreensão de máquinas de Vídeo Loteria Off-Line, conhecidas por caça-niqúeis. As recorrentes sustentam que o acórdão violou os arts. IIXXIIXXXVXXXVIXXXVII170II e IV e 195III, da Constituição Federal. Observo que não houve, no órgão julgador a quo, debate e juízo prévios sobre as questões constitucionais tidas por violadas. 

Também, não foram interpostos embargos declaratórios. Dessa forma, não é de ser reconhecida a pretendida violação, por falta do indispensável prequestionamento. Incidem as Súmulas 282 e 356. Além do mais, mesmo que ultrapassado o óbice da falta de prequestionamento, o apelo não poderia subsistir. É que não há ofensa direta aos dispositivos constitucionais tidos por violados. 

A jurisprudência do STF exige, como pressuposto à admissão do recurso extraordinário, que haja ofensa direta pela decisão recorrida à norma constitucional, não podendo essa vulneração ocorrer por via oblíqua. Assim, com base no art. 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se. Brasília, 7 de novembro de 2002. Ministro GILMAR MENDES Relator
Dez anos depois, Mendes é outra vez senhor do destino da ACO 767.

Agora que se conhecem melhor os métodos de aproximação de Cachoeira aos seus alvos, com o uso de toda a influência do senador Demóstenes Torres para conseguir seus objetivos, pode-se acreditar que o encontro entre o senador e o magistrado em Berlim, e o fato de a enteada de Mendes ter exercido cargo remunerado de livre preenchimento no gabinete do senador, tenham sido resultado de uma estratégia recorrente. O certo, porém, é que todos estarão de olho na decisão do ministro sobre o réu Gerplan.

FONTE. http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/acao-sobre-caca-niqueis-em-goias-e-examinada-por-gilmar

 

COMENTÁRIO IMPORTANTE:

 

Por. Juriti do Cerrado.
Gilmar não vai declarar-se  moralmente impedido, por suas relações de amizade com Demóstenes, de apreciar o caso?

O Senado, para não dar muito na cara a linha cruzada entre Demóstenes e Gilmar na prática de nepotismo, demitu a enteada dele(Gilmar) da assessoria de Demóstenes.

Tudo em casa!
Portanto...
Não sem razão, dias atrás o senador Demóstenes Torres usou o caso Gerplan para se defender, para isso afirmou que somente em 2007 o STF teria decidido pela ilegalidade da exploração, via terceirização, do jogo do bicho, o que só pode ser feito pela União, sendo monopólio desta esfera de governo, não cabendo portanto aos governos Estaduais legislar sobre o tema.

O titulo deste post não reflete em sua totalidade a importância deste processo para Cachoeira.

O assunto dá um livro.

É um enredo tão grande que, para compreende-lo, temos que retornar à década de 90 quando, em 1995, a jogatina saiu da clandestinidade para  adquirir fachada de legalidade através da Gerplan, de propriedade de Cachoeira que, naquele ano, assinou o primeiro contrato com um governo, processo que se espalhou por todos os Estados do Brasil: RJ do caso Loterj/Waldomiro Diniz/ano 2000 (a mídia procura jogar este caso no colo de Zé Dirceu, o que não tem nada a ver, pois nesta época Lula nem presidente era), MG de Itamar Franco e seu governo enfiado em escândalos da jogatina, PE sob o governo de Jarbas Vasconcelos, Alagoas palco da morte de PC Faria (1996). Era a aliança Cachoeira PMDB, partido com o qual rompeu para cair nos braços PSDB-PFL(ex-ARENA, ex-PDS, atual DEM).

Daqui a pouco eu volto para continuar essa novela.
A história da Gerplan se confunde com a história do Brasil nestas últimas décadas. Não foi sem motivo esta escolha de Gilmar Mendes, amicíssimo de Demóstenes Torres para analisar o caso Gerplan, voltemos no tempo, mais exatamente no mundos dos votos, poder e dinheiro:

Da Isto É- N° Edição:  1566 |  06.Nov.99 - PMDBICHO.

Partido exporta tecnologia do jogo de Goiás para todo o País e faz alianças com os bicheiros nos Estados

Minas virou um cassino a céu aberto. Para fazer uma fezinha no jogo do bicho ou apostar as economias em máquinas caça-níqueis, com nomes pomposos como Jackpot ou Tycoon, não é preciso se arriscar na clandestinidade com um “apontador” da zooteca ou viajar para o Paraguai ou Las Vegas atrás de jogos de azar eletrônicos.

Ligada diretamente a Henrique Hargreaves, o todo-poderoso chefe da Casa Civil do governador peemedebista Itamar Franco, a Loteria do Estado de Minas Gerais (Lemg) entrou na onda dos jogos que, com o apoio de políticos de destaque, estão se espalhando pelo País como fichas sobre uma mesa de jogo. Em Minas, o jogo do bicho legal, que leva a marca da loteria mineira, atende pelo nome de Sorteca, onde os “apontadores”, chamados de “agentes”, ganharam uniforme e trocaram os velhos bloquinhos de apontamentos por tecnologia de ponta a serviço da jogatina: pequenos computadores de bolso semelhantes a calculadoras que emitem comprovante da aposta. A última tacada da Lemg foi legalizar as videoloterias, máquinas de apostas que mais parecem fliperamas.

Em menos de um mês, a Mineira, como é conhecida, tirou da ilegalidade e licenciou mais de quatro mil máquinas caça-níqueis que funcionavam clandestinamente em todo o Estado. Pelo menos mais dez mil devem ser “legalizadas” e outras tantas serão importadas nos próximos meses. “Não se pode rotular Minas de cassino. Cassino existe no resto do País todo, onde é clandestino”, justifica Mário Márcio Magalhães, diretor operacional da “Mineira”, que afirma estar fazendo um “ordenamento de mercado”.


Vício – Minas não é o único Estado a legalizar a jogatina nem é o pioneiro. Tudo começou no Estado vizinho de Goiás, que saiu na frente ao lançar seu jogo do bicho high-tech, batizado de Palpiteca. As semelhanças entre a Sorteca mineira e a Palpiteca goiana não são mera coincidência. Há muito mais em comum entre eles do que o modelo da maquininha de apostas: um público ávido pelo bicho, Estados querendo arrecadar e, na maioria das vezes, uma administração peemedebista por trás.

A lógica do bicho legal é simples e lucrativa: uma empresa especialista em software de jogos “inventa” uma máquina coletora de apostas e vende a idéia para o Estado, que cria a nova loteria, idêntica ao jogo do bicho. O que era contravenção ganha fachada legal, o Estado arrecada e todo mundo fatura.

Apesar de a Sorteca já existir, de maneira incipiente, desde o governo anterior, Hargreaves só atentou para o potencial do jogo do bicho oficializado depois de um contato com seu amigo e ex-governador de Goiás Maguito Vilella. O senador do PMDB é amigo de Carlinhos Cachoeira, um dos bicheiros que respondiam pela paternidade da Palpiteca goiana. Carlinhos, Messias Ribeiro e Alencar Junior, ex-campeão brasileiro de automobilismo, deixaram em 1995 uma sociedade suspeita com um grupo de bicheiros do Estado para criar a Gerplan, empresa de fachada que aninha os contraventores goianos e seus negócios.

A Gerplan começou a ficar conhecida no governo de Maguito. Utilizando um software criado para clonar o sistema de apostas empregado no jogo do bicho, Messias, com a empresa Base Tecnologia, e seus colegas da Gerplan fecharam contrato de concessão pública com a Loteria do Estado de Goiás (LEG) e passaram a explorar com exclusividade a Palpiteca.

De olho no mercado promissor e tentando limpar a imagem do negócio, na semana passada a LG Cirsa Corporation, gigante espanhola na área de jogos, com um faturamento anual de US$ 1,5 bilhão, assumiu o controle acionário da Gerplan. Quase ao mesmo tempo, Carlinhos Cachoeira abandonou a sociedade com os outros bicheiros.

O motivo do rompimento, por incrível que pareça, foi o sucesso do novo esquema. Messias começou a trabalhar sozinho na expansão do bicho eletrônico para outros Estados, despertando a ira dos colegas.

Além de ter levado a tecnologia do bicho a Minas, Messias tem contatos no Estado de Pernambuco, onde o governador, Jarbas Vasconcelos, também é do PMDB. Lá, o jogo é controlado pela empresa Aval, um consórcio de banqueiros que repassa verbas para o Estado.

Os bicheiros eletrônicos da Gerplan também usaram o modelo goiano para entrar no interior paulista nos últimos anos. Com o apoio das prefeituras locais, ambas comandadas na época pelo PMDB, levaram suas máquinas de aposta para as cidades de Birigui e Araçatuba. Nem se preocuparam em mudar o nome da loteria: Palpiteca.

A Gerplan tentou por último invadir a fronteira do Distrito Federal, onde exploraria a Loteria Social (Lotesi), mas foi denunciada pelo bicheiro Manoel Durso. Manoelzinho, como é conhecido, afirmou que, em troca de doações para a campanha do governador Joaquim Roriz (PMDB), a Gerplan tinha a garantia de poder explorar loteria nos moldes da Palpiteca goiana.

A entrada do grupo de bicheiros goianos em Brasília tem pelo menos um canal óbvio: o secretário da Fazenda de Roriz, Valdivino Oliveira, que ocupava o mesmo cargo em Goiás, no governo de Maguito, quando a Gerplan ganhou o direito de gerenciar o jogo no Estado. Se, em Brasília, eles ainda não conseguiram implantar o esquema, o sucesso de outras localidades faz prever que o grupo tem em mãos um negócio promissor.

Globalização – Assim como a espanhola LG Cirsa em Goiás, são multinacionais do jogo que aparecem oficialmente explorando o bicho eletrônico em outros Estados. A argentina Ivisa, oficialmente de propriedade do empresário Dario Javier Rosenzuit e do consórcio uruguaio Starfield Consulting, é a responsável pela Sorteca mineira e por jogo idêntico no Pará.

A Mineira associa sua Sorteca ao bicho até na publicidade oficial e em seu site na Internet, onde estão listados todos os animais do jogo e seus respectivos números. “A Sorteca é o jogo do bicho. É hipocrisia liberar a Sorteca e o bicho não”, diz o deputado estadual (PDT) Alencar da Silveira Junior, autor do projeto que legaliza o jogo no Estado.

A presença de políticos no esquema é vital. Hargreaves tem sob sua subordinação todo o esquema de loterias. Como ele, políticos de outros partidos começam a também aderir ao processo. A Loteria do Estado do Ceará, do governador tucano Tasso Jereissati, tem contrato com a argentina Tecno Ación para explorar a Loteria dos Sonhos, nos moldes da Sorteca e da Palpiteca. Tocantins quer também entrar na jogatina.

Mas todo o esquema de bicho oficial exportado pelos bicheiros goianos corre risco dentro de casa. Na sexta-feira 1º, o Ministério Público Federal, convencido das inúmeras irregularidades no contrato da Gerplan com a LEG, enviou ao governador tucano Marconi Perillo um ultimato. No relatório, os promotores Spiridom Nicofotis Amyfantis, Humberto Machado de Oliveira e Abrão Amisy Neto pedem o cancelamento imediato do contrato.

A empresa registrou “laranjas” como proprietários para esconder a sociedade dos bicheiros. O governador Perillo pode cancelar o contrato esta semana, o que seria um golpe mortal em todo o esquema. Políticos influentes têm trabalhado pela manutenção do contrato, entre eles os deputados federais Pedro Canedo e Joviar Arantes, que trocaram o PMDB pelo PSDB goiano.
http://www.istoe.com.br/reportagens/29120_PMDBICHO

Deu para entender a dimensão da novela? Mexer nestes coisas policarpianos é tão complicado, é um mundo tão vasto que só mesmo Agatha Cristhie para dar conta do recado. Interessante se notar que o silêncio da Veja/ Policarpo/Civita no que diz respeito as ações de Cachoeira no mundo do crime foi evidente já na década de 90, o que continua até os dias de hoje, quando o mafioso é citado como "empresário", geralmente seguido do termo "vítima de achaque".

Faria a Veja, parte do esquema desde o seu nascedouro? Enfim, a história da Gerplan em GO envolve, desde o início,  uma briga sem fim, não faltando acusações de venda de sentença para juizes, bem como uma implacável perseguição contra a   Ivana Farina, prouradora do MP/GO,  inimiga de Cachoeira e cia.

Dá um livro.
Cachoeira rompe com o PMDBicho e adere ao PSDBicho. No ano 2000 Marconi Perillo fez um negócio prá de bom com Cachoeira: A título do "tudo pelo social" do bicheiro, os concorrentes da Gerplan são eliminados. Assim, mais uma vez, Cachoeira sai vitorioso em sua guerra por território. Agora, porteira fechada, é tudo dele(Cachoeira). Mal sabe o cidadão que, por detrás desta fachada de legalidade, impera o mundo do crime e seu rol de ilícitos, indo de formação de quadrilha, cooptação de autoridades e agentes públicos a lavagem de dinheiro, quebra do sigilo funcional, etc etc.

Isto É - N° Edição:  1589 |  15.Mar.2000

Em nome do social
Governador enfrenta banqueiros do bicho e consegue atrair mais recursos das loterias

Deu zebra no jogo dos banqueiros do bicho em Goiás. Durante quatro anos, eles exploraram a Loteria do Estado de Goiás em parceria com a empresa espanhola Cirsa, a maior fabricante mundial de máquinas caça-níqueis. Em troca, repassavam mensalmente a bagatela de R$ 5 mil a uma entidade assistencial. Depois de denúncia publicada por ISTOÉ, o governador Marconi Perillo (PSDB) conseguiu na Justiça a suspensão do contrato, exigiu a retirada dos bicheiros do negócio, e acertou com a Cirsa um convênio bem mais vantajoso. Além de uma contribuição de R$ 1 milhão para a Secretaria de Cidadania e Trabalho e a Organização das Voluntárias de Goiás, o diretor da Cirsa, Javier Senato, se comprometeu a depositar R$ 50 mil, todo mês, para a área social do governo e a empregar 200 pessoas com deficiência física.

“Acabou a mamata dos bicheiros”, comemora Perillo, que aposta numa arrecadação ainda maior: R$ 250 mil mensais a serem aplicados em programas de atendimento a pessoas carentes e no tratamento dos portadores do vírus HIV. “O setor que era um limão está se transformando em uma limonada”, avalia o secretário de Fazenda, Jalles Fontoura. Com a saída dos bicheiros, a Cirsa passou a ter o controle das máquinas de jogo em Goiás e da Gerplan, a empresa encarregada do gerenciamento das loterias do Estado. “Com a reforma administrativa, colocamos a gestão das loterias na Secretaria da Fazenda. Enxugamos os gastos e tivemos condições de fazer uma boa renegociação do contrato com a Gerplan”, conta Perillo.

Canetada esdrúxula
O juiz de Falências de Goiânia, Avenir Passo de Oliveira, acusado de receber propina durante a concordata da Encol, protagonizou uma nova canetada difícil de explicar. Desta vez, tentou atingir a procuradora-geral do Ministério Público de Goiás, Ivana Farina. Atendendo ao pedido de uma obscura associação de moradores de Goiânia, Avenir demitiu a procuradora. O pretexto: há dez anos, ela teria sido irregularmente reintegrada ao Ministério Público, após um afastamento voluntário.

A decisão, despachada em pleno sábado de Carnaval, foi fulminada dois dias depois pelo Tribunal de Justiça goiano, que a considerou uma “afronta à ordem pública”. Avenir não poderia nem triscar na acusação contra Ivana, pois responde a uma denúncia da própria procuradora por abuso de autoridade. Pior que o despacho foi o grupo que o produziu. A advogada responsável pelo caso é mulher de um amigo de Avenir. O presidente da associação que assina o pedido é ligado a um ex-vereador cassado pelo Ministério Público goiano. A canetada de Avenir também serviu para dar uma breve alegria aos bicheiros locais, outro alvo do Ministério Público estadual.
Carolina Chuahy
http://www.istoe.com.br/reportagens/33681_EM+NOME+DO+SOCIAL+
....
Essa novela é muito comprida, o espaço aqui talvez seja curto para contar tudo, pois teremos que adentrar na CPI da Loterj aquele que, após decidir pela prisão preventiva de Cachoeira, entra a Veja com uma reportagem falsa e salva o Poderoso Chefão do xilindró. Segue trecho e, ao final, link para o texto na íntegra.

"(...) Verifique nesta reportagem da Época, que a CPI da Loterj havia encerrado seus trabalho, sendo que um de seus resultados seria a prisão de Carlinhos Cachoeira, o que teria ocorrido se a Veja não tivesse aparecido no cenário com uma matéria falsa:

Da Revistta Época -  Edição n. 326, via Agência Brasil - 16/08/2004.
Relatório final da CPI da Loterj e do Rio Previdência conclui que houve corrupção
O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apurou denúncias de irregularidades nos casos da Loterj (Loteria do Rio de Janeiro) e do Rio Previdência (Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio) concluiu que houve processo de corrupção em ambos os casos.
Elaborado pelos deputados Luiz Paulo Correa da Rocha e Paulo Melo, líderes do PSDB e do PMDB na Assembléia Legislativa do Estado, o relatório de 500 páginas sugere a prisão preventiva de do ex-assessor da Casa Civil e ex-presidente da Loterj, Waldomiro Diniz, do banqueiro do jogo do bicho, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Além disso, pede o indiciamento - por corrupção ativa e passiva, prevaricação e alguns outros crimes previstos no Código Penal - dos principais envolvidos nos dois escândalos, como o presidente do Rio Previdência à época das irregularidades, Rui Belo, e do ex-diretor de Operações do Rio Previdência , Mauro Michelsen. Também estão sendo incriminados cerca de 10 funcionários que trabalhavam na Loterj e no Rio Previdência. (...)"

Continua no post  A gênese do "mensalão" - CLIQUE AQUI
http://www.advivo.com.br/blog/juriti-do-cerrado/a-genese-do-mensalao

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Finalmente, uma lei para punir os corruptores “A nova legislação, que chega em boa hora, ataca o suborno e a corrupção, dois males que, além fragilizar os valores éticos e morais dos brasileiros, comprometem a legitimidade política”

Álvaro Sólon de França*
Para dar efetividade a três tratados internacionais antissuborno e anticorrupção ratificados pelo Brasil (convenções da Organização das Nações Unidas – ONU, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE, e da Organização dos Estados Americanos – OEA), o governo encaminhou ao Congresso Nacional, em 2010, o Projeto de Lei nº 6.826, que responsabiliza administrativa e civilmente pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública nacional ou estrangeira e dá outras providências.

O projeto, atualmente sob exame de comissão especial da Câmara, supre uma importante lacuna na legislação brasileira no combate à concorrência desleal e fraudulenta, uma das chagas de nosso país. Apesar de já existirem a Lei de Licitações (8.666/1993) e a Lei Antitruste (8.884/1994) com o propósito de combater condutas lesivas ao patrimônio público e disputas comerciais desleais, a nova legislação é que, realmente, irá possibilitar a punição efetiva do corruptor, a empresa jurídica que, diuturnamente, corrompe servidores inescrupulosos.

Essencialmente, a lei de responsabilização da pessoa jurídica tem por finalidade proteger, entre outros, os princípios constitucionais de liberdade de iniciativa, da livre concorrência, da função social da propriedade, da defesa dos consumidores e dos contribuintes a partir de regras de prevenção e de repressão à concorrência desleal, à infração ou abuso de poder econômico que atentem contra as estruturas de mercado.

O texto, portanto, poderá contribuir para higienizar as disputas de mercado, combatendo os favores a empresas ou a setores específicos, o tráfico de influência, o acesso a informação privilegiada, a corrupção de agentes públicos; enfim, todas as práticas que possam falsear as regras que devem presidir a livre iniciativa e a concorrência comerciais.

A nova legislação, que chega em boa hora, ataca o suborno e a corrupção, dois males que, além fragilizar os valores éticos e morais dos brasileiros, comprometem a legitimidade política, enfraquecem as instituições democráticas e criam obstáculos ao desenvolvimento econômico e social do país, afugentando investimentos e envergonhando o Brasil nas estatísticas sobre corrupção.

As punições previstas na lei, de ordem administrativa e civil, aplicáveis proporcionalmente à gravidade da infração, são severas. Além de multas, que podem variar de R$ 6 mil a R$ 6 milhões ou de 0,1% a 20% do faturamento bruto, excluídos os tributos, os corruptores estão sujeitos a outras  sanções, como a declaração de inidoneidade, por prazo mínimo de um e máximo de cinco anos, inclusão do nome da empresa no cadastro de empresas inidôneas, proibição de receber incentivos, subsídios, subvenções, doações ou empréstimos de órgãos ou entidades públicas.

O rol de penalidades inclui o ressarcimento dos prejuízos causados aos cofres públicos por ato de improbidade, a responsabilização de todos os envolvidos nos ilícitos, independentemente da natureza do vínculo com a empresa (empregado, sócio, dirigente, administradores etc.), além da suspensão de negócios com os órgãos e entes públicos dos três poderes e dos três níveis de governo.

Entre as hipóteses que podem resultar em punição, segundo o substitutivo apresentado pelo relator na comissão especial, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), podemos mencionar: 
1) prometer, oferecer ou dar vantagem indevida a agente público, 
2) financiar, custear, patrocinar ou de qualquer modo subvencionar a prática de atos ilícitos, 
3) utilizar-se de interposta pessoa física ou jurídica para ocultar ou dissimular seus reais interesses ou a identidade dos atos praticados, 
4) interferir, por meio de fraude ou oferecimento de vantagem, em licitações e contratos, e 
5) dificultar ou interferir na atividade de investigação ou de fiscalização de agente público, e na atuação dos respectivos órgãos, bem como na atuação e na fiscalização das Agências Reguladoras e dos órgãos de fiscalização do sistema financeiro.

Especificamente nos casos de licitações e contratos, estão entre as possibilidades de punição: 
1) frustrar ou fraudar, mediante ajuste, combinação ou qualquer outro expediente, o caráter competitivo de procedimento licitatório público; 
2) impedir, perturbar ou fraudar a realização de qualquer ato de procedimento licitatório público; 
3) afastar ou procurar afastar licitante, por meio de fraude ou oferecimento de vantagem de qualquer tipo; 
4) fraudar licitação pública ou contrato dela decorrente; 
5) criar, de modo fraudulento ou irregular, pessoa jurídica para participar de licitação pública ou celebrar contrato administrativo; 
6) obter vantagem ou benefício indevido de modificações ou prorrogações de contratos celebrados com a administração pública, sem autorização em lei, no ato convocatório da licitação pública ou nos respectivos instrumentos contratuais; ou 
7) manipular ou fraudar o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos celebrados com a administração pública.

Os próximos passos, na perspectiva de dotar o país de um ordenamento jurídico-institucional de combate ao suborno e à corrupção, devem ser no sentido de pressionar o Congresso para também aprovar os Projetos de Lei nº 7.528/2006, que dispõe sobre o conflito de interesses no exercício de cargo ou emprego do Poder Executivo, e nº 1.202/2010, que regulamenta a atividade de lobby no Brasil.

Esta nova lei, combinada com outras ações já em curso no governo, especialmente na área da tecnologia da informação e da transparência, com certeza irá contribuir para melhorar o padrão de integridade dos agentes públicos no desempenho de suas funções, ampliando a prevenção e a repressão às infrações de ordem econômica, além de tornar a administração mais eficiente na prestação de serviços públicos e na prevenção e combate à corrupção. 

Com ela ganham o mercado, o governo, os servidores públicos e a sociedade, que passam a dispor de mais um instrumento para inibir e punir os malfeitos.

*Álvaro Sólon de França é presidente da Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip).

Fonte.http://congressoemfoco.uol.com.br/opiniao/forum/finalmente-uma-lei-para-punir-os-corruptores/

Marinha do Chile divulga foto de navio brasileiro que afundou na Antártida.


A Marinha do Chile divulgou neste domingo (8) imagens da embarcação “Mar Sem Fim”, que na última quinta-feira (5) encalhou em frente à base chilena na Antártica, na Baía Maxwel, e naufragou no sábado (7).

De propriedade do jornalista e ex-diretor da Rádio Eldorado, João Lara Mesquita, o navio cruzava a Antártica para produção de um documentário.

Segundo o capitão de fragata Eduardo Rubilar, governador Marítimo da Antártica, o iate de 20 metros de largura afundou devido a uma compressão, decorrente do acúmulo de gelo ao seu redor.

Os quatro tripulantes, incluindo Mesquita, foram retirados antes do naufrágio pois as condições meteorológicas adversas na área não permitiam a permanência segura do pessoal na embarcação.

A Marinha chilena informou que o “Mar Sem Fim” estava avaliado em US$ 700 mil (aproximadamente R$ 1,3 milhão).

A notícia sobre o naufrágio foi divulgada no sábado pela Marinha brasileira. “Estão sendo tomadas as medidas possíveis e necessárias, com o apoio da Base Chilena, para mitigar eventuais danos ambientais que possam ser causados pelo naufrágio”, informou em nota a Marinha.

Na quinta-feira, Mesquita escreveu no blog da expedição que a embarcação lutava por sua sobrevivência.

“Hoje, dia 5 de abril, a temperatura desceu para menos 9 graus centígrados. O furacão deve entrar esta noite ou madrugada. São esperados 80 nós de vento (cerca de 150 quilômetros por hora). A temperatura deve cair para menos 14ºC. Nunca torci tanto para uma previsão estar errada. Este será o dia decisivo para o Mar Sem Fim”, relatou o jornalista.

FONTE: G1

NOTA DO EDITOR: o que seria do Brasil naquele continente se não fosse o Chile?